Uma primeira parte de classe mundial


A latente incapacidade que está a ser demonstrada pela formação nórdica nestes primeiros 45 minutos para conseguir pressionar com intensidade a primeira fase de construção alemã (os avançados norugueses estão a ser muito macios quando os centrais alemães saem a jogar) obriga os jogadores da linha média a terem que sair constantemente das “posições estabelecidas para pressionar”. Os espaços abertos nas suas costas, entre a linha média e a linha defensiva, tem sido um verdadeiro paraíso para Mats Hummels e Toni Kroos. Sempre que podem, os dois exploram o passe vertical para o surgimento de Ozil e Muller nesses espaços. A partir daí tem-se desenrolado uma multiplicidade de combinações (sempre a envolver o avançado Timo Werner) que quase sempre culminam na criação de uma oportunidade de golo na área adversária

Por outro lado, sempre que os noruegueses recuperam a posse ou tentam a sair a jogar a partir de trás são automaticamente asfixiados pela pressão alta efectiva que os alemães fazem no meio-campo adversário. Esta selecção de Joachim Low é fenomenal na transição para defesa. Sempre que a equipa perde bola, todos os jogadores tentam posicionar-se rapidamente perto dos adversários para desarmar e para fechar linhas de passe, facto que leva invariavelmente o adversário a cometer erros. Mesmo quando os médios noruegueses (Elyounoussi incluído) tentam explorar o jogo em profundidade para os seus dois avançados, a pressão intensa que é executada pelos jogadores alemães dá tempo de sobra para Hummels e Rudiger controlarem a profundidade e aparecerem imediatamente no espaço para onde vai cair o passe.

Velocidade, Verticalidade, Mobilidade e Pragmatismo.

No lance do 4º golo alemão, a contemporização que é feita por Timo Werner para permitir que os seus colegas subam no terreno é primordial para o desfecho da jogada. Contra dois adversários, em vez de ter optado pela execução de um lance individual em que as hipóteses de êxito não eram elevadas, o avançado contemporizou e esperou que a equipa subisse no terreno. Assim que o avançado do Leipzig procurou o apoio, vejam o movimento divergente de ruptura que é feito imediatamente por Joshua Kimmich para estender o jogo para a ala (continuidade e progressão; execução de um dos princípios básicos da mobilidade em futebol). Toda a jogada é executada em 14 segundos, bastando meia dúzia de toques para fazer circular a bola de um flanco para o outro.

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