Os golos do dia


 

Excelente gesto técnico do médio do Chelsea. O remate em rosca deu um extraordinário efeito à bola, tirando-a do alcance do voo de David Ospina.

Início este post com o fantástico golo de Willian no empate a 1 bola do Brasil (já qualificado há muito para a Rússia) frente à Colômbia, selecção que ainda terá que penar mais um bocado para conseguir a qualificação nesta frenética “ronda” de qualificação da COMNEBOL.

Num jogo que Tite aproveitou para rodar algumas unidades (Casemiro cedeu o seu lugar a Fernandinho; Gabriel Jesus cedeu o lugar na frente de ataque a Roberto Firmino) a selecção colombiana foi nos primeiros 45 minutos mais vertical e veloz nas transições, explorando imenso um futebol mais flanqueado onde Juan Guillermo Cuadrado (na direita, se bem que em diversas situações também foi ao flanco esquerdo receber jogo) e Edwin Cardona conseguiram criar algumas situações de perigo junto da baliza brasileira na sequência de lances individuais (drible seguido de remate de meia distância nos quais, após receberem na interior esquerda à entrada da área tanto Cardona como Cuadrado puxaram a bola para o seu pé direito de forma a rematar. Com muitas dificuldades para travar Neymar, em duas ocasiões, o antigo jogador do Sporting viu o brasileiro do PSG a passar “de mota”. Numa dessas situações, o astro não conseguiu finalizar da melhor maneira:

Muito interventivo, sempre que pode, o brasileiro também veio ao corredor central praticar um pouco do jogo interior que voltou a possuir desde que se mudou de armas e bagagens para Paris. Num desses lances, uma aceleração promovida seguida de tabela com Firmino só não resultou em golo porque o extremo foi estorvado num primeiro momento pelo central do Tottenham (ex-Ajax) Davinson Sanchez e porque Firmino, aproveitando a segunda bola, não acertou com o alvo.

Boa aceleração promovida por Neymar para suplantar a agressiva linha de trincos formada por Abel Aguilar e Carlos Sanchez (os dois médios não foram muito pressionantes mas deram pau de criar bicho durante a primeira parte da partida) seguida de uma boa tabela com o avançado do Liverpool. Dávinson Sanchez foi muito rápido a fechar o espaço na dobra ao seu colega Zapata mas foi algo anjinho na abordagem ao lance.

Na 2ª parte houve mais jogo. Mais paciente na circulação e mais projectada no meio-campo adversário, em ataque organizado (ao intervalo Pekerman mudou o paradigma ao nível de estratégia de jogo com a saída do “contragolpista” Cuadrado para a entrada de Chará, passando James em definitivo para a ala direita) o “argentino naturalizado colombiano por decreto presidencial; no mundial de 2014, o presidente José Manuel Santos decidiu, em virtude da passagem aos quartos-de-final da prova usar dos seus poderes presidenciais para atribuir a cidadania ao treinador argentino) colheu os devidos frutos desta mudança estratégica, quando aos 55″ numa perfeita combinação realizada no flanco direito entre James e Arias (o passe de calcanhar do jogador do Bayern é pura e simplesmente delicioso sem porém ser menos efectivo; tirou dois jogadores do caminho, “abrindo alas” para um cruzamento sem oposição a Arias) seguido de um fantástico cruzamento para a cabeça de El Tigre Radamel Falcão, repôs a igualdade no marcador, resultado que permitirá aos cafeteros partir para as últimas duas rondas da prova com 2 pontos à maior sobre a Argentina e Peru, 3 sobre o Chile e 5 sobre o Paraguai.

Os colombianos só precisam de vencer o Paraguai para arrematar a qualificação directa visto que Argentina e Peru jogarão entre si.

Por falar na selecção argentina. Frente à crónica última classificada da fase de apuramento sul-americana, a Venezuela, selecção que até à 15ª jornada só conseguiu vencer 1 dos 15 jogos disputados (7 pontos somados em virtude de 1 vitória e 4 empates) nesta ronda de qualificação, a selecção argentina fez uma exibição de autêntica paranóia. Os argentinos dominaram grande parte da partida frente a uma selecção que se apresentou no Monumental de Nuñez, como seria de esperar, com um bloco muito recuado no seu meio-campo mas pecaram imenso no capítulo da definição das jogadas que iam construindo (graças aos movimentos divergentes de Paulo Dybala para as alas , às jogadas que Messi ia construíndo no corredor central ou às combinações realizadas em ambas as alas a partir das entradas pelo interior dos alas; movimento de ruptura protagonizado várias vezes ao longo da primeira parte, por exemplo, pelo ala direito Lautaro Acosta) e no capítulo da finalização, departamento em que o avançado do Inter Mauro Icardi esteve, estranhamente (ele que anda de pé quente nas primeiras jornadas da Série A), desastroso. Quando definiam e finalizavam bem as jogadas construídas, os argentinos também tiveram que contar com um obstáculo adicional no guardião “vinotinto” Wuilker Farinez.

A estratégia ofensiva dos venezuelanos resumiu-se basicamente a meia dúzia de tentativas no contragolpe, aproveitando o extremo balanceamento da formação argentina no terreno. Uma mera perda de bola acabou por ser letal para a equipa orientada por Sampaoli.

venezuela

Longe do adversário e sem esperar a perda de bola naquela situação prometedora, Fazio não consegue estancar imediatamente a transição dos venezuelanos para o contra-ataque.

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Mascherano também não é rápido a chegar para pressionar\roubar\fazer uma falta que trave a iniciativa venezuelana. A tabela inicial, entra. 

Otamendi ainda vem da direita para fechar e consegue interceptar o lance. A bola acaba por sobrar para um venezuelano que, ao ver o posicionamento adversário e o avanço dos seus colegas opta pela melhor decisão, o passe de ruptura para o ala Sérgio Cordova. 

venezuela 3

A situação de ruptura e superioridade numérica 3×1 está criada. 

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Difícil era esta jogada não dar em golo. 

A finalização de John Murillo é fantástica. O jogador do Tondela espera que Romero se sente para lhe espetar a bola por cima com um bico. 

Momento “Luís Freitas Lobo” da noite – É óptimo mas é nosso! O nosso grande ídolo Marcos Acuña é realmente um talento de classe mundial! Obrigado Marcos por teres escolhido o Sporting para espalhares toda a tua incrível magia! 

Eu agradeço todos os dias à minha mãe por ter nascido no tempo certo para ver Acuña jogar. Dava até a minha namorada para ver Acuña fazer 25 jogadas iguais a esta em Alvalade, desde que essas jogadas nos rendessem vitórias em todos os jogos! Grande lance do jogador do Sporting no golo do empate da selecção argentina.

Candreva!

“Sempre Candreva” – no Inter, na selecção. O criativo e veloz médio ala do Inter valeu à selecção italiana em Israel, num jogo em que a formação israelita foi muito ousada nos ataques rápidos que montou durante os primeiros 45 minutos. Vale porém focar a nossa atenção no playmaker que é o jogador do Inter. Quer em cruzamentos diagonais nas situações de criaçãos nas quais o jogador procura com um toque flectir para o interior de forma a servir os avançados ou as entradas de Insigne ao 2º poste, quer nas acelerações promovidas no corredor central ou na sua ala direita, Antonio Candreva foi o elemento desequilibrador que a selecção italiana necessitava em Israel para recuperar animicamente do tortuoso, doloroso e miserável cheirete de bola suportado no passado sábado no Santiago Bernabeu frente à selecção espanhola.

 

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