Primeiros 45 minutos no D. Afonso Henriques: muito nervosismo, pouca mobilidade e pouca inteligência na primeira fase de construção


Frente a uma equipa muito chatinha, o Salzburgo, formação cujo treinador Marco Rose parece ter estudado muito bem os problemas que a equipa de Pedro Martins tem apresentado neste início de temporada (muitas dificuldades na primeira fase de construção; imensa exposição dos laterais nas situações de transição defensiva visto que os extremos nem sempre baixam atempadamente para impedir situações de inferioridade numérica) a equipa vitoriana tem tido muita dificuldade para contrariar essa pressão alta de forma a entrar no meio-campo adversário.

As dificuldades do Vitória nesse aspecto em particular devem-se:

  • À ausência da sua principal referência na construção Rafael Miranda.
  • À atitude estática do sector ofensivo, em especial de Hurtado e de Teixeira, não oferecendo linhas de passe seguras sempre que que os seus defesas ou médios recuperam a posse no interior do seu meio-campo. Enquanto o peruano se esconde imenso atrás da linha média adversária à espera de receber o jogo, o ponta-de-lança uruguaio raramente desce para vir oferecer uma linha de passe que lhe possibilite a reciclagem da bola para as alas, processo que poderá virar a equipa de frente para o jogo.
  • Constantes trocas posicionais dos extremos promovidas pelo treinador, não dando a previsibilidade necessária aos laterais e aos médios no acto do lançamento do ataque. As trocas posicionais devem vir sempre acompanhadas de rotinas nos processos de circulação, aspecto que ainda não está de todo bem operacionalizado pelo treinador vitoriano.
  • A falta de qualidade de Celis no passe curto, estranha deficiência que contrasta com a eficácia do colombiano sempre que tenta variar o centro de jogo através do recurso ao passe longo.
  • O nervosismo dos laterais, jogadores que não são capazes de levantar a cabeça para ver as opções que estão disponíveis quando são obrigados a sair a jogar pelos corredores. Ao longo dos primeiros 45 minutos, dos laterais do Vitória temos visto muitos lançamentos longos para a frente “para ver no que é que dá”, sem qualquer critério.
  • À incapacidade para arriscar, queimando linhas através da condução. Quando Celis o fez, a equipa conseguiu suplantar a intensa pressão adversária e progredir no terreno.

O golo de Pedrão (excelente movimento de antecipação realizado sobre o seu opositor no ataque à bola) deveria ter dado mais confiança à equipa do que aquilo que realmente deu. Para ultrapassar a intensa pressão que está a ser realizada pelo adversário no seu meio-campo a equipa precisa claramente de uma maior dose de dinâmica na procura pela bola por parte de todo o seu sector ofensivo. Quando o conseguir fazer, poderá colocar Hurtado de frente para o jogo, com um enorme espaço entre a linha média dos austríacos e a linha defensiva visto que os austríacos dão um espaço de sensivelmente 30 metros entre estas duas linhas.

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