Manchester United vs Everton


Lukaku lê muito bem a jogada. Antevendo claramente a possibilidade de recuperação por parte de Juan Mata, o belga desiste da acção de fecho das linhas de passe para um dos centrais para se reposicionais no meio destes para dar continuidade à eventual recuperação do seu colega. Como o avançado do United perde o tempo exacto para finalizar de pé direito, ainda consegue tirar Ashley Williams da frente quando o central internacional galês tenta o desarme mas a simulação de corpo obriga-o a ter que finalizar com o seu pior pé. 

O golo de Antonio Valencia e duas perdidas de Romelu Lukaku na cara de Jordan Pickford foram as únicas oportunidades de golo de uma partida que me está a dar algum prazer em seguir dada a qualidade das duas equipas. O Everton até tem sido a equipa com mais posse de bola nos últimos 25 minutos do primeiro tempo.

Disposta num bloco recuado nos primeiros minutos, a formação de Ronald Koeman teve que suar para ter a posse de bola frente a um United de José Mourinho que começou muito mandão (no meio-campo adversário), criterioso na construção de jogadas (a formação de Mourinho tentou desmontar o denso e bem organizado bloco recuado da formação de Liverpool através de processos de jogo que privilegiavam a constante variação do centro de jogo de um flanco para outro, tentando de vez em quando obrigar a equipa adversária a abrir-se com a colocação de bolas em profundidade para as desmarcações circulares de Lukaku e\ou para os apoios frontais que o avançado oferece) e intenso na pressão alta exercida sobre a defesa dos toffies.

Num desses esforços surge o lance descrito no preâmbulo deste post.

Porém, paulatinamente a equipa de Liverpool conseguiu começar a levar o jogo para o meio-campo contrário graças aos esforços de Wayne Rooney nas acções de contra-ataque. Sempre que recupera a bola, a equipa de Koeman procura imediatamente servir os movimentos de antecipação do avançado sobre os centrais do United, para que este seja capaz de segurar a bola na sua posse de forma a promover a subida em bloco da equipa e a presença dos médios de frente para o jogo. Assim que este recicla o esférico quer para Schneiderlin, quer para Gueye quer até para Tom Davies, os alas do Everton (Leighton Baines e Cuco Martina) já se encontram bem projectados no terreno e capazes de promover a colocação de bolas em profundidade através de desmarcações para as costas dos laterais do United.

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