Os golos do dia


Ainda sobre a ronda de jogos que se disputaram a meio da semana enquanto se pisca o olho à nova jornada que está aí à porta com vários jogos na noite desta sexta-feira.

Um classico à Kolarov

No 2º golo da goleada infligida pela Roma ao “pobre” Benevento, equipa que ainda não somou qualquer ponto no seu regresso ao convívio com os grandes 82 anos passados da sua primeira participação no campeonato do primeiro escalão do futebol transalpino. Acção individual clássica do possante lateral esquerdo internacional sérvio, jogador que reforçou a formação de Eusébio Di Francesco na presente temporada, após ter sido dispensado por Pep Guardiola. 

O modelo de de jogo do antigo jogador da Roma, agora treinador, é muito friendly para os seus laterais. O treinador italiano pretende que os laterais se projectem no terreno, como se de extremos puros se tratassem, de forma a que os médios da equipa possam explorar a colocação de passes em profundidade para as suas subidas.

Para jogar nesta equipa tens de ter muito mais fome, Nico!

O argentino parece finalmente ter percebido as linhas com se cose a atitude que Simeone quer que todos os jogadores tenham quando não tem o esférico na sua posse. O argentino atirou-se finalmente com todas as ganas ao adversário. Esta jogada leva-me a outra questão: porque é que os jogadores ofensivos que o Benfica vai vendendo não conseguem muitas vezes singrar nos clubes para os quais são vendidos? Esta é a meu ver uma questão que roça com alguns dos actuais problemas enfrentados pelos encarnados, mais concretamente pelo seu treinador Rui Vitória: a inexistência um perfil defensivo em grande parte dos jogadores do sector ofensivo da formação de Rui Vitória (Cervi, Zivkovic, Pizzi, até do próprio Jonas). O facto da equipa passar grande parte dos jogos (em especial dos que são realizados para as competições internas) no meio-campo adversário, em posse, levou o técnico encarnado a descurar o comportamento defensivo que os seus jogadores devem ter. Esse défice é por demais saliente quando a equipa é obrigada a defrontar equipas que conseguem equilibrar o fiel da balança ao nível da posse, ou seja, daquelas que possuem mecanismos para levar o jogo para o meio-campo encarnado e para instalar-se comodamente a trocar pacientemente na metade encarnada. Os dois jogos realizados contra o CSKA e contra o Braga foram na minha humilde opinião, exemplo disso mesmo. Esta equipa do Benfica tem muitas dificuldades para lidar com equipas capazes de armar situações de contragolpe em poucos toques (culpa de uma péssima transição defensiva, disfarçada muitas vezes pela presença e capacidade de leitura do “mata transições” Fejsa e\ou pelo controlo à profundidade que era executado na perfeição por Lindelof) e com equipas que sabem ter posse e sabem circular com paciência no meio-campo adversário.

A inteligência de Griezmann na procura do espaço vazio, não controlado pelo adversário.  

Mobilidade. Com uma simples desmarcação (Koke no corredor central), o avançado do Atlético descomplica a criação face a uma postura defensiva algo bizarra dos jogadores do Athletic. Grande defesa de Kepa.

A falta de lógica de alguns árbitros

Para se ajuizar correctamente uma falta há um precioso indicador: o movimento da bola. É esse que movimento que tomo sempre em conta para avaliar uma eventual falta numa tentativa de corte dentro da área. É certo que na jogada em questão, Filipe Luís meteu-se na boca do lobo quando tentou dançar à frente de dois adversários à entrada da área. O brasileiro poderia ter decidido melhor. Ao hesitar, deu azo a esta situação. No entanto creio que o penalty é mal marcado. Em primeiro lugar porque o desarme é limpo e a bola rola no sentido da posição do jogador no momento do corte. Em segundo lugar porque o posterior choque é inevitável. Em terceiro lugar, Raul Garcia utilizou toda a sua experiência para dramatizar a situação visto que já não estaria em condições de tentar roubar a bola a Diego Godín.

Jan Oblak haveria de repor a justiça com mais uma fantástica defesa.

 Outro dos processos ofensivos clássicos da formação de Simeone

A entrada de Koke no corredor central (podendo Angel Correa divergir para as faixas; não foi este o caso; para se colocar entre as linhas adversárias), o apoio frontal de Griezmann, a sua capacidade de rapidamente promover a rotação para jogar para as costas da defesa e o duplo corte de Koke e Angel Correa para as costas da defesa assim que o avançado decide promover o passe para a entrada do médio internacional espanhola. Um veneno de inteligência numa jogada que começou com um atabalhoado (e nada recomendável, na minha opinião) chutão para a frente à procura de qualquer coisa que possa surgir…

Mais uma vez a sincronia entre Koke e Griezmann e a rápida rotação com passe (que passe!) do avançado para a desmarcação nas costas da defesa

Desengane-se quem pensa que este lance foi obra do acaso. O lance do 2º golo dos colchoneros foi muito bem trabalhado, sendo um produto regular do trabalho de Simeone e da comunicação existente entre os jogadores da formação madrilena. Koke penteia a bola daquela maneira porque sabe que Griezmann irá cair naquele espaço. Ao mesmo tempo Carrasco desinteressa-se do lance e procura enfiar-se no meio dos centrais. O belga também tem noção que se Griezmann receber agora bola, o avançado francês tentará bombear a bola para a sua desmarcação.

 

 

 

 

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