Stoke City vs Chelsea – 2 erros, vida descansada para a formação de Conte


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Bastaram 2 minutos e um erro partilhado a meias por Glen Johnson e Martins Indi na cobertura ao avançado espanhol para a formação londrina tomar o controlo total de uma partida, aborrecida, diga-se em abono da verdade, na qual, a formação de Antonio Conte, confortável no seu meio-campo vai dando mais iniciativa ofensiva aos homens da casa.

De uma bola recuperada por Bakoyoko no seu meio-campo, acelerada por Kanté com uma variação para Cesar Azpilicueta, nasceu o primeiro golo dos Blues. Os franceses tiveram o mérito de tirar a bola da zona de maior concentração de adversários para lançar o ataque e o defesa espanhol (jogador que tem procurado constantemente a ligação com o avançado através do lançamento em profundidade; nem sempre bem, despejando bolas para a frente que não são pedidas pelo avançado espanhol) tratou de procurar o seu compatriota com um passe longo para as costas da defesa. Bem vivo no meio de Martins Indi e Glen Johnson, Morata só teve que ir na peugada do passe de Azpilicueta para abrir o marcador.

A partir daí, os Blues aplicaram (à risca) o habitual protocolo estratégico que é pedido por Conte nos jogos fora quando a equipa se encontra em vantagem. Os Blues baixaram as suas linhas até ao seu meio-campo, fizeram descer os seus alas para garantir equilíbrio nos corredores face a uma equipa cuja construção passa por verticalizar o jogo dos médios (Allen e Fletcher) para os interiores numa primeira fase e dos interiores (em especial de Shaqiri) para os alas (Pieters e Diouf) ou para o surgimento de Choupo-Moting nos flancos, colocaram os seus dois médios defensivos a pressionar com relativa intensidade o momento da construção (em especial Joe Allen) e deixaram os homens de Mark Hughes circular à vontade, em ataque organizado (esta formação do Stoke sente-se algo desconfortável quando é obrigada a atacar em ataque posicional, preferindo um contexto de jogo mais caótico, menos preenchido a meio-campo para poder desequilibrar através de rápidas saídas para o contra-ataque) dentro de um clima totalmente controlado por um bom sistema de coberturas posicionais resultante do engajamento táctico (as duas formações actuam em 3x4x3) em que se encontra o jogo. Na primeira parte, a equipa de Hughes também teve algumas dificuldades para conseguir colocar velocidade na sua construção, tornando portanto os seus processos algo previsíveis para quem defende.

Quando em posse, os Blues não arriscam uma palheta na circulação. Ao longo da primeira parte, foram várias as vezes em que se pode ouvir, a alto e bom som, Conte a pedir a Kanté para o médio ficar junto ao seu eixo de 3 ao invés de se movimentar entre as linhas adversárias para abrir linhas de passe e promover rupturas. O italiano pretende claramente que a equipa possa adormecer o jogo, retirando a posse ao adversário por longos períodos, sem descurar os equilíbrios defensivos pretendidos em caso de perda. Sem pouca iniciativa, foram várias as vezes nos quais os 3 defesas londrinos, devidamente apoiados pelos 2 médios defensivos, trataram apenas de trocar a bola entre si no circulo central perante a apatia adversária.

O 2º golo dos Blues acabou por surgir de um lance no qual, no início da construção da equipa da casa, o experiente (mas tosco, muito tosco) Darren Flecther, bastante pressionado (numa fase em que os londrinos voltaram a pressionar mais alto no terreno) entregou o ouro ao bandido.

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