Com Marcelino Garcia Toral, Gonçalo Guedes está a crescer imenso


3 exemplos práticos recentes da liberdade que o modelo de jogo do novo treinador do Valência (agente que finalmente parece estar a terminar com o período de desordem, confusão e caos que reinou no clube ché nas últimas temporadas; período que foi notoriamente construído por uma notória falta de estratégia alavancada pelo exagero das relações entre Peter Lim e Jorge Mendes) dá ao português, retirando-lhe o seu melhor rendimento e o seu melhor futebol.

Para não entrar exaustivamente em pormenores em relação às dinâmicas do quadro táctico de Toral, a liberdade ao nível de movimentos que é garantida ao português pelo modelo de jogo do técnico espanhol de 52 anos, resulta:

– em primeiro lugar pela ideia de verticalidade que o treinador quer operacional junto dos médios centro da equipa nas transições para o ataque, quer nas acções de transição para o ataque organizado quer nas acções de transição para o contra-ataque. Sempre que a equipa contrária conceda muito espaço entre a linha média e a linha defensiva,  o português é incentivado a participar nesses processos de verticalidade através da procura dos espaços vazios para receber, acelerar e criar. Para o efeito, o jogador sai do flanco esquerdo para o corredor central.

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  •  em segundo lugar pela constante dinâmica de movimentações que é oferecida pelos avançados junto às defesas adversárias (tanto Mina como Zaza gostam de entrar entre os centrais e os laterais ou de se esconder nas costas dos laterais, permitindo a entrada de Guedes pelo meio como um 3º avançado nas acções de contragolpe) 

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  •  em terceiro lugar pela projecção dos homens da ala direita (Nacho Vidal e Carlos Soler) sempre que o jogador português pega no jogo no corredor central…

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Permitindo ao internacional português fazer sobressair as suas qualidades na condução do esférico em velocidade, na aceleração do jogo através de acções em drible ou do passe, na ligação entre sectores, no capítulo do último passe, e no remate de meia distância, aspecto particular que é incutido vivamente por Toral junto dos seus jogadores, nas situações em que a equipa adversária permita espaço no corredor central para armar o remate.

5 opiniões sobre “Com Marcelino Garcia Toral, Gonçalo Guedes está a crescer imenso”

  1. agente que finalmente parece estar a terminar com o período de desordem, confusão e caos que reinou no clube ché nas últimas temporadas; período que foi notoriamente construído por uma notória falta de estratégia alavancada pelo exagero das relações entre Peter Lim e Jorge Mendes

    Mas isso não apaga o facto de Gonçalo Guedes ser um jogador Gestifute. 🙂 Mas também é natural que o papel do Valencia no famoso Carrossel esteja diminuído. É bom de lembrar que as desventuras de Mendes com o Fisco e a Justiça espanholas começaram precisamente quando o Ayala começou a meter a boca no trombone.

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  2. Boas Ricardo,

    Sim, é verdade. No entanto também me parece que a contratação do Guedes e do Kondobia (acho que posso também incluir o Kondogbia, jogador que apesar de ser representado pelo pai também tem feito parte nos últimos anos do carrossel do Mendes) foi uma espécie de compensação (uma compensação que interessou a ambas as partes porque os dois jogadores tem qualidade; o Mendes precisava claramente de enfiar o Guedes em qualquer sítio para que este não caísse no esquecimento nas bancadas do Parque dos Príncipes) aos 4 jogadores agenciados pelo Mendes (Enzo, Nani, Aderllan, Vinícius) que o Marcelino Garcial Toral riscou do elenco logo nos primeiros dias de trabalho.

    Logo no discurso de apresentação, o Toral manifestou a ideia que quer “por ordem, critério e disciplina no clube” – foi um discurso que agradou essencialmente aos adeptos, grupo que está fartinho das negociatas do Lim e do Mendes. É de lembrar que os adeptos destes clubes tem muita força – são reivindicativos, fazem barulho, não descansam enquanto não mobilizarem todas as forças vivas da cidade para expulsar quem quer que seja do clube. Acho que os adeptos de todos os clubes nos quais o Mendes tem interesses (esta ideia já começou recente e finalmente a despertar na mente de alguns adeptos benfiquistas) já começaram a perceber que não tem ali, na maior parte dos casos, um bom parceiro mas sim um verdadeiro sanguessuga.

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  3. O Nani é representado por Federico Pastorello desde 2013 – isto é, desde a última renovação com o Manchester United. De outra forma, ele nunca teria ido parar por empréstimo ao Sporting, até porque foi aí que Bruno de Carvalho percebeu com que tipo de pessoa sinistra ele estava a lidar.

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