Courtois!


Influente a segurar o empate que é para já garantido pelo Chelsea na recepção ao controlador City.

A formação de Guardiola está a ter naturalmente o controlo total da partida (quer em termos de posse; 66%; 315 passes com uma eficácia na casa dos 90%; quer também em termos de domínio territorial) mas esta a terá algumas dificuldades para chegar à baliza dos Blues. A construção está a ser óptima mas têm faltado 30 metros ao jogo do City. Partida nos designados “2 blocos de Guardiola” (os dois laterais Delph e Kyle Walker tem-se limitado a entrar no miolo no momento de construção; a estratégia dos laterais invertidos aqui explicada há bem pouco tempo) com Sané e DeBruyne bem abertos nas alas (para obrigar a equipa londrina a estender-se mais no terreno; a partir do minuto 35 o belga procurou outros espaços, inserindo-se mais entre as linhas adversárias no corredor central) e Sterling a adoptar uma posição interior mais próxima de Gary Cahill para facilitar acções 1×2 que possibilitassem a DeBruyne a conquista da linha de fundo e a possibilidade de tirar cruzamentos para a área sem oposição. O “vagabundo” David Silva tanto tenta activar o flanco direito como tem vindo à esquerda realizar as mesmas combinações com Leroy Sané. O espanhol teve nos pés uma das maiores situações de perigo quando numa dessas combinações, através de uma entrada para área pelo interior do corredor esquerdo, obrigou, com um remate cruzado (efectuado sob pressão de Fabrègas; os londrinos tem conseguido concentrar muita gente na área sempre que os citizens entram no seu último terço com bola) Courtois a uma defesa apertada.

O Chelsea ainda deu um arzinho com Morata em campo. Nos primeiros minutos, nas saídas para o contra-ataque, a formação de Conte procurou a profundidade que é oferecida pelo espanhol bem como os seus movimentos de antecipação aos centrais adversários, movimentos que são realizados com o objectivo de segurar a bola e procurar imediatamente Hazard, de maneira a poder “virar” o belga de frente para o jogo com espaço para promover as suas velozes acelerações. Essa dinâmica particular da estratégia de Conte explica a razão pela qual Guardiola decidiu não projectar os laterais no terreno, conferindo equilíbrio defensivo à equipa. Em várias ocasiões, Morata procurou, com movimentos circulares cair nas faixas, aparecendo assim nas costas de Walker ou Delph para receber e partir para a baliza ou para as suas acções 1×1. A Walker valeram em duas situações criadas pelo avançado espanhol o bom posicionamento de Stones nas suas costas para fazer a compensação. Assim que o espanhol saiu, o Chelsea deixou de conseguir estender o jogo até à outra margem.

Nota ainda para a dinâmica ala direita dos blues. Sempre que a equipa consegue guardar a posse no meio-campo adversário, quer Kanté quer Azpilicueta tentam projectar-se no flanco para conseguirem receber e\ou realizar cruzamentos para a área, no caso do espanhol, ou tentar entrar pela área dos forasteiros (Kanté) através de combinações 1×2 com Hazard.

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