Manchester United vs Crystal Palace


Acredito que, para vir a Old Trafford realizar este espectáculo deprimente, mais valia aos jogadores do Crystal Palace terem ficado no jardim anexo ao estádio a tratar das belas roseiras que por lá se encontram em viva flor. A primeira parte da exibição dos palacianos em Manchester atesta e corrobora bem a razão pela qual a equipa do conservador e arcaico Roy Hodgson ocupa o último lugar da tabela sem ter marcado qualquer ponto e sem ter somado qualquer golo em 6 jornadas.

O dummy de Rashford ao horrível lateral direito Joel Ward na jogada do primeiro golo dos red devils (vide post anterior) tratou de simplificar um jogo de si fácil pela incapacidade demonstrada pelos palacianos (em particular pela sua dupla de médios) na saída para o contragolpe. À formação de Mourinho nem foi preciso pressioná-los, bastando apenas ao treinador português cortar as pontas por intermédio da marcação em risca que foi realizada à risca pelos seus laterais (Ashley Young e Valencia) sobre os médios ala adversários Andros Townsend e Joel Puncheon e ter dois centrais capazes de controlar bem a profundidade para evitar a chegada de bolas ao avançado Sako na sistemática, rudimentar e pré-histórica descarga de bolas que foi realizada nos primeiros 45 minutos pelo lateral Patrick Van Aanholt e por Yohan Cabaye. O Palace demorou meia-hora a conseguir realizar uma saída com sentido para o meio-campo adversário, ganhando outra dimensão no seu jogo nos momentos em que o médio francês, esclarecido médio cuja capacidade de passe até é mal empregue para tamanha falta de qualidade na frente de ataque, conseguiu servir pode assumir a construção no meio-campo adversário e conseguiu servir a desmarcação de Sako pela esquerda que terminou com um bojarda mal medida do avançado para uma defesa apertada de David DeGea.

O 4x2x3x1 (disposto numa oscilação entre uma versão mais larga, mais estendida a toda a largura do terreno e um bloco mais compacto no miolo) defensivo dos palacianos foi resolvido com muita calma. Quando em posse, a formação de Mourinho, Matic dá critério à primeira fase de construção, aproveitando a apatia adversária. A somar à clarividência do sérvio neste aspecto, os 3 homens que jogam à sua frente (Mata, Mkhytarian, Rashford) apresentaram muita mobilidade (descendo pelo interior do terreno para vir buscar jogo ao médio sérvio; criando situações de superioridade que obrigaram Cabaye a saltar de galho em galho e Milivojevic a ter que abandonar a marcação individual que está a realizar a Mkhytarian) e trocaram várias vezes de posição entre si para confundir por completo os pobres médios da formação londrina. Rashford apareceu portanto várias vezes na interior direita, Mata apareceu imensas vezes nas costas de Lukaku e Mkhytarian tratou de realizar alguns movimentos divergentes do centro para as alas quando Matic optou por iniciar a construção pelos corredores.

 

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