Itália vs Macedónia (1ª parte)


No Estádio Olímpico Grande Torino, a selecção italiana precisou de 39 minutos (e de um lance de insistência na sequência da marcação de um canto) para inaugurar o marcador frente a uma selecção macedónia que me tem surpreendido quer pela forma como sai bem a jogar a partir de tràs frente à pressão alta que é exercida pelos italianos no seu meio-campo (procurando retirar bem a bola da zona mais intensa da pressão da formação transalpina no corredor central com uma reciclagem para as alas; não tem sido porém fácil aos macedónios progredir no terreno porque circulando a bola para as alas, os médios italianos Parolo e Gagliardini fecham logo o acesso ao jogo interior entre linhas) quer pela sua positiva organização defensiva em 5x3x2 ou 3x5x2 consoante o momento de jogo (para não ter que dar parte de fraca, a comentadora da Sporttv Helena Costapassou 45 minutos a induzir em erro todos os assinantes, vendo uma linha de 4 defensores onde mais ninguém a conseguiu ver!) na qual não tem caído no engodo montado pelos italianos através da disposição dos seus jogadores a toda a largura do terreno, observável a olho pela abertura dos alas (Zappacosta e Darmian) e pelo posicionamento mais interior dos médios ala Insigne e Verdi, disposição que tem como objectivo fazer dançar a estrutura defensiva (principalmente os homens do corredor central; Spirovski e Bardhi tem tentado oscilar entre a pressão a Gagliardini e a Parolo e a cobertura dos centrais; nunca caíndo portanto na tentação de desguarnecer as zonas interiores do relvado) para as bandas laterais, abrindo portanto espaço no corredor central para jogar.

Se exceptuarmos uma boa combinação em tabela realizada por Insigne e Immobile nos minutos iniciais, o maior domínio territorial e a maior posse dos italianos na 1ª parte acabou por ser uma verdadeira mão cheia de nada porque os italianos tiveram muitas dificuldades para fazer a bola entrar no último terço. Ao longo dos primeiros 45 minutos, a Itália de Ventura não criou inclusive qualquer ocasião de golo.

Para finalizar: o sistema táctico de Ventura não faz quanto a mim qualquer sentido a partir do momento em que colocando os centrais bem dentro do meio-campo, os médios (pelo menos um; ficando o outro mais recuado a dar equilíbrio em caso de perda) tem que subir mais no terreno de forma a eventualmente desbloquear o compacto bloco defensivo macedónio através de um posicionamento entre linhas que permita fazer a bola entrar mais no interior do bloco adversário e sair novamente para o jogo exterior, numa circulação que os três canais de terreno. Só assim creio que os italianos poderão convidar aqueles 2 médios (por vezes 3 com a ajuda de Hasani) a sair dos espaços interiores para pressionar os flancos. O que tem visto é quase uma postura assapada e estéril de Parolo e Gagliardini à frente dos centrais, contribuíndo apenas na 1ª fase de construção da equipoa e na pressão às transições adversárias. 

Anúncios

Um pensamento em “Itália vs Macedónia (1ª parte)”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s