A táctica dos 50 mil cruzamentos: sempre a pensar naquele auto-golo milagroso


Tantas vezes vai o cântaro à fonte que há de quebrar de qualquer forma. Frente a uma selecção algo expectante (com uma razoável organização defensiva, pese embora os espaços que está a permitir para a selecção portuguesa circular a bola no seu meio-campo; pressionante q.b nos momentos de transição e quando a bola entra nos corredorers; nunca concedendo superioridade numérica nas faixas, obrigando à construção de momentos de superioridade portuguesa com recurso aos deslocamentos de Ronaldo até aos flancos ou de André Silva, movimentos que começaram a surgir a partir da meia-hora; segura na transição; capaz de adormecer o jogo nos momentos de maior excitação ofensiva da selecção portuguesa) não denoto qualquer novidade nos processos de jogo ofensivos desta selecção.

William e Moutinho têm estado fantásticos na transição, retirando a bola das zonas de maior pressão suíça no miolo e lançando bem o ataque, com recurso ao passe preferencial para a ala direita (na ala esquerda, João Mário tem efectivamente tido mais oportunidades para acelerar nas acções de contragolpe, estando um pouco lesto a soltar a bola quando os adversários saem no seu encalce para matar a transição; Eliseu nem sempre sobe para apoiar as suas investidas), ala onde Bernardo tem recebido bem e contemporizado à espera da subida de Cedric quer pelo interior quer pelo exterior. Neste flanco, a presença constante de Ronaldo permite a criação de combinações que quase sempre redundam em oportunidades de cruzamento quer para Cédric quer para João Moutinho, jogador que também tem aparecido muito bem pela interior direita a apoiar as investidas dos flancos. No entanto, é no capítulo da definição e do último passe onde a selecção portuguesa tem vindo a falhar. Com pouca presença na área (André Silva começou o jogo sozinho frente aos dois laterais suíços; a partir da meia-hora, João Mário tem aparecido mais vezes em zona de finalização para dar mais uma opção a quem cruza) os cruzamentos tem saído bastante largos. Entalado entre os centrais adversários, André Silva não tem tido muitas oportunidades para atacar a bola e a verdade é que o avançado do AC Milan também não tem facilitado a vida de quem cruza. Bastará portanto uma movimentação para um determinado sentido (1º poste\2º poste) para pedir um cruzamento para um determinado espaço.

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