Tudo o que Robben deu para que o milagre acontecesse


arjen robben

Eu não sei, que mais posso ser
Um dia rei, outro dia sem comer
Por vezes forte, coragem de leão
As vezes fraco assim é o coração
Eu não sei, que mais te posso dar
Um dia joias noutro dia o luar
Gritos de dor, gritos de prazer
Que um homem também chora
Quando assim tem de ser(…)

Pedro Abrunhosa – Tudo o que eu te dou – 1993 – editada somente em 2005 no álbum Intimidades.

O rei do futebol despediu-se da sua selecção. De forma inglória, oferecendo tudo o que tinha, para tornar o que era impossível num verdadeiro milagre, para transformar um ciclo de 4 anos absolutamente patético (no qual acima de tudo, creio que o problema residiu na mudança do paradigma de aposta na formação; a formação holandesa tem vindo a perder qualidade; as equipas holandesas tem-se abastecido ainda mais fora do país e, comprando literalmente tudo o que mexe na formação de outros países, com especial enfoque para a formação países nórdicos; basta olhar para os planteis dos 6 principais clubes daquela liga – Ajax, Feyenoord, PSV, Twente, Vitesse e AZ Alkmaar – para o constatar;) no qual não pode dizer que a laranja mecânica tenha construído um bom colectivo porque não o construiu.

Neste momento, se tirarmos os consagrados Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar e Wesley Sneijder da equação, eu olho para a selecção holandesa e os únicos valores de créditos firmados no futebol europeu são Maarten Stekelenburg, Stefan De Vrij, Georgínio Wijnaldum, Daley Blind, Kevin Strootman, Davy Klaasen e Bas Dost; os restantes, nomeadamente jogadores, como Marco Van Ginkel, Nathan Aké, Karim Rekik, Tony Vilhena, Davy Propper, Vincent Janssen, Memphis Depay são ainda talentos por confirmar\eternas esperanças.

Frente aos suecos, os holandeses precisavam de uma vitória memorável por 7 bolas de diferença para rumar aos playoffs de apuramento. Ao seu estilo, Robben bem puxou dos galões para tornar o sonho possível, realizando uma fantástica exibição de despedida na qual marcou 2 golaços, um na conversão de uma grande penalidade e outro com um tiraço à entrada da área:

https://dailymotion.com/video/x642pfi

https://dailymotion.com/video/x642pzt

Uma despedida absolutamente memorável. Logo que vi, neste cenário concreto (sem presença de qualquer jogador holandês na área no momento em que Babel recebe) o posicionamento de Robben no momento em que a bola chega a Babel, percebi imediatamente o desfecho da jogada: a bola tinha que entrar ali na zona morta da defesa.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s