Carlos Soler – O puto já nasceu com o futebol todo na cabeça


É ver fregueses, é ver. Como dizia nas suas parábolas o outro, o que morreu na cruz pela redenção dos nossos pecados: “Quem tiver olhos, que veja”… É incrível a rapidez com que o jovem de 20 anos Carlos Soler pensa as suas acções (nunca ficando com o esférico na sua posse mais que 3 segunditos) e decide sempre bem, conferindo objectividade ao jogo da sua equipa. Soler não faz um único passe para o lado, não realiza uma única contemporização que permita ao adversário recuperar-lhe o esférico. Sempre que a bola lhe cai nos pés o jogo da equipa ganha metros. Quando a equipa não confere ao jogador uma solução rápida, ele próprio puxa da sua imaginação para inventá-la, criando sempre perigo junto da baliza adversária. Quando um jogador me arrebata assim desta maneira (há uns anos foi curiosamente David Silva) raramente me engano: teremos certamente no valenciano o grande patrão ou um dos grandes patrões da selecção espanhola da próxima década.

Reduzir o adversário a farinha milupa.

No momento da recepção, não aparece ninguém  a fazer a sobreposição pelo exterior para dar continuidade ao lance. O que é que o médio de 20 anos pode fazer? O jogador trata de olhar o adversário olhos nos olhos enquanto magica outra solução, inflectindo para o interior para rematar de pé esquerdo.

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