Voleibol – Liga Mundial – Egipto 3-2 Portugal – morrer na praia

O poder da força mental em equipas de alta competição. Durante alguns minutos, assim que a jovem formação portuguesa conseguiu transformar uma inerte desvantagem de 2 sets a 0 num empate a 2 sets no final do quarto parcial, este foi o título que estive a congeminar na minha cabeça para este post. Na República Checa, a equipa nacional voltou a não ser feliz contra a selecção egípcia na 2ª jornada da Liga Mundial 2017. Faltou-nos um pouco mais de cabeça e de felicidade no 5º set para consumar a reviravolta operada no 3º e 4º set numa partida em que a selecção nacional conseguiu ter forças para inverter uma falsa partida nos primeiros 2 sets.  Continuar a ler “Voleibol – Liga Mundial – Egipto 3-2 Portugal – morrer na praia”

Bloco de Notas da História #20 – O Voleibol está de regresso a Alvalade

Posso dizer que ainda sou do tempo em que a nave vibrava com cada remate do então craque Maurício Cavalcanti, no tempo em que Alvalade morava um dos melhores distribuidores da história do Voleibol. Miguel Maia. Esse histórico Miguel Maia, jogador que se tornou hoje o primeiro reforço de um clube que procura, 22 anos depois da controversa (para não dizer polémica) decisão tecnocrata de Pedro Santana Lopes, recuperar o seu lugar no topo da modalidade.

Esperemos que todo o elenco que vai ser contratado possa ser um grupo à medida do espírito resiliente e vencedor do Sporting Clube de Portugal

O desporto também é para velhos – o 30º título da carreira de Miguel Maia

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Maior parte de nós, das pessoas da minha geração (pessoas entre os 20 e os 30 anos) conhecem-no pelo volei de praia. Longas foram as noites, em 1996 e em 2000 na qual torcemos arduamente, devidamente agarrados pela nossa fé Lusitana, para que Miguel Maia e o seu companheiro de estrada João Brenha pudessem trazer aquela medalha que tanto mereceram e que tão injustamente lhes escapou dos dedos, como de areia se tratasse, em duas ocasiões.

O que muitos não sabem é que o mesmo Miguel Maia (João Brenha já teve uma carreira de pavilhão mais modesta) foi quiçá um dos melhores distribuidores mundiais da sua geração. E só não foi um ícone mundial do voleibol do seu tempo porque em determinados períodos da carreira, o jogador decidiu focar-se no volei de praia em detrimento da participação com a nossa selecção nas Ligas Europeias e Mundiais.

Confesso que lhe tinha perdido o rasto até há bem pouco tempo quando, sem prestar muita atenção ao que estava a ler nas páginas dedicadas às modalidades amadoras, esbarrei com o nome do distribuidor na ficha de jogo de uma partida dos tigres da costa verde. Pensei que não poderia ser verdade mas efectivamente é: Miguel Maia ainda joga aos 45 anos e ontem voltou a conquistar mais um título para o seu extenso palmarés. Prestes a completar 28 anos enquanto atleta sénior, Miguel Maia tem mais anos de volei e títulos (30) que eu de anos de vida. E o voleibol ainda lhe dá, em tão avançada idade, Vida, provando mais uma vez que no desporto não existem prazos de validade enquanto a mente humana desejar continuar a ter prazer na prazer na prática e na conquista de títulos.