Peter, o dominador

Que fantástico final de etapa! Que fantástico esforço de Sagan para fazer a reaproximação nos últimos quilómetros e que fantástico sprint do campeão do mundo! Peter Sagan voltou a vencer no Tirreno Adriático na chegada a Fermo, numa etapa de rasga pernas que teve todos os condimentos para garantir aos amantes do ciclismo um elevadíssimo grau de espectacularidade.

A duas curtas inclinações finais proporcionaram uma multiplicidade de variáveis: havia quem, como Luis León Sanchez, um especialista neste tipo de etapas, pretendesse dar à sua equipa, à Astana, a vitória na etapa para de certo modo “remendar” a fraca prestação de Fabio Aru na prova, quem pretendesse (o caso de Vasili Kyrienka da Sky) rodar na frente para desgastar as equipas adversárias para permitir um ataque de Geraint Thomas sem resposta à altura, e quem, o caso de Thibault Pinot da Fdj, pretendesse tentar reduzir a vantagem na geral individual para Nairo Quintana. À espreita para ver o que é que acontecia nos quilómetros finais estavam Tejay Van Garderen, Rigoberto Uran e Peter Sagan, se bem que, desde cedo, a Bora, equipa do campeão do mundo jogou com duas peças: se alguém saísse do pelotão na penúltima subida, estava lá o polaco Rafal Majka para também discutir a etapa. Sem o segundo à geral em prova, Adam Yates, por desistência do ciclista britâncio, a tarefa de NairoMan para manter a camisola azul estaria ligeiramente mais facilitada visto que o atleta da Orica tinha revelado nas etapas anteriores alguma disponibilidade física para colocar os seus poderosos ataques.

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Ideias para a constituição de um Rugby Europeu mais competitivo

“O desenvolvimento do rugby na Europa implica que cada Federação tenha a oportunidade de jogar regularmente com as melhores equipas, a fim de elevar os padrões.
O sistema de promoção/despromoção pertence ao código ético da Rugby Europe em todas as nossas competições.
Não se trata de punir uma equipe específica por causa de seus resultados no Torneio.
Não queremos comprometer o que foi alcançado até agora, mas abrir um diálogo parece crucial para o benefício de todos.
Do ponto de vista desportivo, considerando o desenvolvimento e o futuro do nosso desporto; Por considerações económicas, uma vez que a Europa não pode ser limitada a 6 países; E finalmente, politicamente, porque somos um continente cujo órgão oficial é a Rugby Europe.

Estamos abertos a considerar todas as alternativas, seja um rebaixamento direto, a inserção de um sistema de play-off anual ou a cada dois anos; A integração de uma ou duas equipas ou a criação de uma verdadeira competição europeia, etc … Estamos cientes de que este processo exigirá tempo para construir um projecto comum e alcançá-lo; Mas precisamos começar uma verdadeira colaboração no interesse do crescimento do rugby europeu.” – Octavian Morariu, presidente da Rugby Europe, no final da reunião do organismo no passado dia 9 em Paris.

Este foi portanto o esboço da proposta conjunta (das 48 federações afiliadas do organismo) enviada pela Rugby Europeu à Six Nations Limited, sociedade que gere o Torneio das 6 Nações. Numa altura em que começa a crescer em Inglaterra uma opinião generalizada de que o Torneio das 6 Nações deveria voltar ao seu formato inicial, a 4 equipas, por alegada falta de competitividade da Escócia (que este ano já venceu com muita classe a Irlanda, uma das chamadas Big Four) e da Itália, a Rugby Europa rema contra a corrente, apresentando uma proposta que é essencialmente um ponto a favor dos actuais interesses de desenvolvimento do rugby georgiano e romeno. A proposta é muito válida mas no que respeita ao trabalho que deverá ser desenvolvido pela Rugby Europe e até pela Federação Portuguesa de Rugby para combater as históricas assimetrias de competitividade no rugby europeu, é preciso ir bem mais além.

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A rapidez, a coragem e a sobriedade de Mats Hummels

O central alemão do Bayern faz da posição de defesa central uma arte admirável. Sempre elegante quer seja a sair a jogar com a bola nos pés, até mesmo quando tem que ser ele a rasgar a primeira linha de adversário quando os médios não oferecem linha de passe ou quando a esquemática de pressão do adversário assim o obriga, quer seja a desarmar. Sempre rápido e efectivo. Efectivamente, o melhor central do planeta nos dias que correm.

O Bloco de Notas da História #1 – O dia em que El Pibe subiu ao tapete verde de Alvalade

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E fez entrar o vulcão de Alvalade em erupção sempre que era desarmado por um jogador leonino. Taça Uefa 1989\1990

Golo da Semana (Liga Portuguesa)

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Para Jorge Jesus ver… não… para Jorge Jesus trabalhar! Eu gosto muito do futebol do Iuri Medeiros. Tecnicamente é um portento e tem um nível de criatividade fantástico. Mas tem um comportamento defensivo muito mau, deixando quase sempre o seu lateral Edu Machado exposto em inferioridade numérica na ala direita. É naturalmente devido a essa pouca rigidez defensiva, num futebol moderno que requer que todos os jogadores defendam, que todos os jogadores acompanhem a subida dos laterais contrários, nesse futebol em que tenderá a vencer quem mais corre, quem mais dinâmicas apresenta e quem mais espaços defensivos é capaz de cobrir para impedir a invasão adversária, que Iuri Medeiros ainda não se assumiu no Sporting.

Enquanto os outros, os árbitros bem pagos, dão-se ao luxo de fazer o que Tiago Martins fez hoje em Guimarães sem que surja qualquer punição

Claro que concordo com as declarações do presidente da APAF Luciano Gonçalves. 

Durante os meus anos de Universidade conheci ao de leve a realidade destes árbitros por via de um dos meus colegas de casa, um jovem universitário que conciliava os estudos com a arbitragem. Grande parte dos miúdos que se inscreviam ano após ano nos cursos de arbitragem da AF Coimbra eram jovens universitários (na sua maioria antigos futebolistas que não conseguiram fazer a passagem para o escalão sénior) carenciados à procura de um rendimento extra que lhes pudesse chegar para fazer face às despesas, enquanto, obviamente, continuavam dentro da modalidade que lhes dá prazer.

Pior que os 5 euros e meio por hora, pagos a recibo verde, para esses jovens era (e pelos vistos continua a ser) o facto deste vencimento (que na maior parte dos casos não chega aos 3 mil euros por ano) influir com a sua bolsa de estudo. Esse assunto foi durante vários anos um assunto muito discutido na casa onde vivia, para amargura daqueles que precisavam imenso de acumular os rendimentos das duas fontes. E claro está, pelo meio sujeitavam-se a ser agredidos por indivíduos da estirpe daquele valentão que pegou no pau para bater no árbitro, aqui em Viseu (Vila Chã de Sá), bem perto curiosamente do local onde actualmente habito.

Não existe perdão para a atitude lamentável dessa estirpe de indivíduos mas a lei ainda é muito branda para com este tipo de agressores.mas a lei ainda é muito branda para com este tipo de agressores.
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Os putos… É preciso apostar nos putos

putos

A matéria prima com que Jorge Jesus deverá trabalhar nos próximos anos. Indiscutivelmente. A formação obviamente que não chega per se para que o Sporting possa lutar por títulos. Poucos são os clubes mundiais com uma essência e uma filosofia exclusivamente formativa capazes de lutar por títulos todos os anos. O Ajax deverá ser a única excepção porque pertence a uma realidade completamente diferente, uma realidade que até se pode considerar como contra-corrente ao futebol europeu, ou seja, a realidade do futebol holandês, um futebol onde praticamente todos os clubes apostam na formação local ou no desenvolvimento de jovens jogadores.  Continuar a ler “Os putos… É preciso apostar nos putos”