Mais um belo exemplo de arbitragem no Rugby

O jogo entre Sharks e Rebels foi uma verdadeira trabalheira para a equipa de arbitragem chefiada pelo árbitro sul africano Marius van der Westhuizen.

Num jogo muito equilibrado e muito batalhado no qual as duas equipas abusaram do recurso à falta para impedir que o adversário pudesse criar situações de finalização ou para tentar beneficiar (em pontos) de situações irregulares, em quase todos os lances, o árbitro sul-africano conseguiu estar em cima do acontecimento (está claro que em determinados lances precisou sempre da preciosa ajuda do videoárbitro) e conseguiu decidir correctamente no capítulo disciplinar. Pouco interessou a van der Westhuizen se o jogo estava a ser feio, ou se a expulsão do centro dos sharks Andre Esterhuizen por conduta ilegal (com o jogo interrompido, o que ainda é mais grave) ia condicionar a espectacularidade do jogo a partir daquele momento – as regras do jogo são para se cumprir e os árbitros estão lá para isso mesmo, para salvaguardar a transparência, o cumprimento das regras e a verdade desportiva.

Sem ser protagonista, porque os verdadeiros protagonistas (pela negativa) foram os jogadores, a exibição do sul-africano foi uma das melhores senão a melhor exibição da arbitragem nesta edição do Super Rugby.

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Um prémio mais que merecido para NGolo Kanté

O médio francês foi eleito o melhor jogador da temporada da Premier League pela Professional Footballers Association, o sindicato dos jogadores profissionais de futebol de Inglaterra. E foi, muito sinceramente bem eleito!

O trinco está a fazer uma temporada formidável e na minha humilde opinião, está cada vez mais parecido com Claude Makélele, personificando em parte a posição que José Mourinho “inventou” para aquele médio francês no 4x4x2 da sua primeira passagem pelo Chelsea.

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A ponta do iceberg da manipulação de resultados em Portugal

O que se passou ontem em Freamunde no Freamunde vs Penafiel foi de facto algo muito estranho mas não tenho dúvidas para afirmar que se trata de mais um esquema de viciação de resultados na 2ª Liga. Onde há fumo há fogo e esta história, se for bem investigada pela Polícia Judiciária, poderá guiar os inspectores a outras histórias de manipulação de resultados.

O súbito aparecimento de uma desconhecida “coach” de jogadores (pelo menos a fiar pelas declarações que foram proferidas pelo presidente da SAD do Freamunde) as mensagens por esta divulgadas ao referido dirigente (sms que continham o resultado exacto que se iria verificar no intervalo e no final da partida), a estranha actuação do árbitro Hélder Malheiro (validou 1 golo irregular ao Penafiel, anulou 2 ao Freamunde e ficaram, segundo a opinião dos homens da casa por assinalar 2 grandes penalidades a favor da turma da casa; no meio do turbilhão em que foi colocada a arbitragem portuguesa, estes erros de arbitragem até podem ser considerados normais, mas, cruzados com os outros factos, já não são assim tão normais…) e as odds verificadas nas casas de apostas (o Penafiel, 4º classificado da Liga, chegou a ter uma odd de 7 euros por cada euro apostado face aos 2 euros no Freamunde, equipa que neste momento está a um passo de descer de divisão) são per se factos verdadeiramente anormais. E não estão a meu ver associados com a Operação Jogo Duplo.   Continuar a ler “A ponta do iceberg da manipulação de resultados em Portugal”

Leram bem, jornalistas?

retirada da conta oficial de Instagram de Zlatan Ibrahimovic

Nos últimos dias, toda a imprensa desportiva internacional anunciou com toda a pompa que Zlatan Ibrahimovic tinha a carreira terminada. Vários foram os órgãos desportivos e os jornalistas (inclusive alguns em Portugal, com o Record claro está a comandar as republicações de notícias de órgãos de imprensa estrangeiros para território nacional) que, perante o cenário da lesão complicada no joelho que o sueco contraiu na passada quinta-feira no jogo contra o Anderlecht, trataram de lhe fadar a morte para o futebol e o respectivo velório. Imagino como é que Zlatan terá reagido assim que abriu os jornais e viu que de um dia para o outro, sem saber como (o departamento médico do United ainda não se pronunciou completamente sobre a situação do sueco nem tão pouco sobre o tempo de paragem que este deverá enfrentar) estava morto e enterrado para o futebol.

O facto da lesão “ser uma lesão complicada,” com um “tempo de recuperação bastante longo” e que “os jogadores que a sofrem nunca mais voltam a ter o mesmo rendimento” (de vez em quando os jornalistas acreditam que são médicos, revelando ser mestres na arte da tudologia; ou então estamos perante uma situação em que uma bola de cristal andou pelas redacções à falta de dados palpáveis que possam afiançar uma previsão mais fidedigna) a “idade avançada do jogador” e a eventual falta de predisposição por parte do jogador para passar por um árduo e penoso período de recuperação face à sua idade, foram os toscos argumentos utilizados pelos jornalistas para continuarem com a sua incessante saga de caça aos cliques.

Zlatan veio hoje dizer com este post no instagram que as coisas não se vão processar como os jornalistas querem mas sim como ele quer que as coisas se processem. Um verdadeiro campeão não se rende “por dá cá aquela palha” no primeiro obstáculo que é chamado a atravessar. Eu não tenho quaisquer dúvidas: sendo um jogador bastante forte no plano mental, o sueco vai regressar em breve aos relvados. E vai regressar com tanta ou mais vontade de vencer do que aquela que tinha. Nem que seja para voltar a ter o prazer de calar um bando de mentirosos e especuladores que só “sabem viver” à custa da miséria dos outros e da constante invenção de notícias especulativas sem fundo de verdade.

Hoje Escreves Tu #11

Por Eduardo Barroco de Melo

Se matematicamente ainda é possível, o campeonato acabou hoje. Claro que foi mais um jogo em que o árbitro deixou os cartões em casa e parece incapaz de ver faltas na área, mas que o “jogo externo” está contra o Porto já nós sabemos. Isso não apaga, contudo, as culpas próprias de um clube que anda perdido há muito. Esqueçam lá o “Somos Porto” e o “Só perdes quando desistes de lutar”, isso é bom para enganar tolos. É certo que este clube foi forjado na capacidade de trabalho para ultrapassar os obstáculos que lhe foram colocados no caminho sucessivamente. Mas as frases feitas não fazem nenhuma organização, e se há coisa que define o sucesso é a competência. O Porto foi o clube mais competente no futebol português nos últimos 40 anos, mas andamos há quatro anos (mais?) à deriva.

Acreditei que era possível ganhar apesar do Nuno Espírito Santo, mas o jogo de hoje é prova de que isso não é possível. Tenho imenso respeito pelo que deu como jogador e pela forma como sente o clube, mas a total desorganização em campo não são desculpáveis por isso. Nuno não soube fazer a transição para um clube grande e é confrangedor ver esta equipa a jogar como uma equipa pequena. Jogar a defender com muitos e a despejar bolas na frente de forma absolutamente aleatória tem sido a norma e contra uma equipa que jogou com 11 dentro de área é um suicídio. Ser obrigado a ver como se desvalorizam jogadores como Rúben Neves, Óliver Torres, Otávio, Brahimi e André Silva e ter de ver Maxi, André André ou Soares (que não tem qualidade nem para fazer parte do plantel) é inqualificável.

Há pouco tempo comemoraram-se 35 anos da presidência de Pinto da Costa e estamos todos eternamente gratos pelo que fez pelo clube. Mas, no fim desta época, deixa de haver condições para que mantenha o cargo. Quem não sabe sair por si, tem de sair empurrado. E não há ninguém maior do que o clube, nem mesmo Pinto da Costa.

Messi gelou o Bernabéu e reabriu a luta pela Liga Espanhola

Recebeu, fintou, criou o desequilíbrio a meio-campo, deu a progressão a André Gomes (hala!), Jordi Alba assistiu e La Pulga apareceu precisamente onde gosta de finalizar para enviar a bola para o canto inferior esquerdo da baliza de Keylor Navas. Vez, outra vez, na última jogada do encontro, ao 2º minuto de compensação dado por Hernandez Hernandez, o argentino decidiu o superclássico, chegando ao seu golo 500 com a camisola blaugrana. Com um toque de classe e de clara superioridade moral perante um silencioso Bernabeu (que gélido balde de água que foi despejado naquele minuto final) o argentino foi à linha de fundo, tirou a camisola e exibiu-a ao público madrileno para que nunca se esqueçam dele. Apesar do facto do Real Madrid ainda ter um jogo em atraso para cumprir frente ao Celta de Vigo (uma das equipas em melhor forma no futebol de nuestros hermanos) com o golpe de teatro perpetrado, o argentino salvou o Barça do abismo, espantou alguns dos fantasmas que tem vindo a atormentar a equipa nas últimas semanas e devolveu a equipa à luta pelo título.

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