A imagem do dia

bolt

Momento de drama no Estádio Olímpico de Londres. Naquela que deveria ser a transmissão mais gloriosa da sua longa e vitoriosa carreira, a última de uma verdadeira segunda vida em que o seu principal rival foi a sua própria sombra e em que a vontade foi sempre de uma voracidade infinita, o músculo agarrou e a máquina foi parando lentamente até cair no chão, exaurida em dor. O valente cérebro do atleta jamaicano ainda quis chegar ao destino mas o músculo, velho e cansado, não lhe permitiu cambalear por mais de 5 metros. Por mais estímulos que o  Usain Bolt estivesse a sentir, o seu corpo atingiu o pleno de estado de finitude. O jamaicano não merecia esta despedida. Nenhuma lenda do desporto merecia despedir-se assim, de forma tão dolorosa, tão dolente, e tão dramática. A dor sentida na coxa não pode ser de forma alguma comparável à dor psicológica que o atleta deverá ter sentido naquele preciso momento. Continuar a ler “A imagem do dia”