O patrão Battaglia revelou aos seus compatriotas a experiência que foi marcar Lionel Messi

Quando o Sporting decidiu avançar para a contratação do argentino, disse para mim mesmo que face ao que tinha visto do rendimento do jogador quer ao serviço do Chaves na primeira metade da temporada quer ao serviço do Braga na segunda metade da temporada 2016\2017, estaríamos a realizar a melhor contratação da presente temporada, numa transferência que só pecava, no meu entendimento, pelo empréstimo de Jefferson aos bracarenses. Não posso ser de todo hipócrita neste aspecto em particular: sempre fui apreciador das qualidades ofensivas (a forma como se projecta no terreno, a sua capacidade de cruzamento, a sua evidente capacidade de carregar o jogo para a frente) do lateral esquerdo brasileiro (apesar de também reconhecer que Jefferson tem efectivamente muitas deficiências quer no plano defensivo, designadamente de âmbito posicional, quer na vertente ofensiva como a incapacidade de conseguir jogar com o interior) mas, por outro também sei depreendi, que as pequenas lesões sofridas no último ano (que efectivamente levaram Jorge Jesus a preteri-lo por um cepo com duas rodas para a frente chamado Marvin Zeegelaar) desmotivaram imenso o jogador. Quando era chamado por Jorge Jesus para cumprir um par de minutos, Jefferson já não demonstrava de todo aquela “fome de vencer” que o caracterizou nas primeiras três temporadas ao serviço da formação de Alvalade.  Continuar a ler “O patrão Battaglia revelou aos seus compatriotas a experiência que foi marcar Lionel Messi”

O segredo esteve no engodo criado nos primeiros 15 minutos da segunda parte

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O parco conhecimento sobre futebol que possuo já me permite obter, em 2 ou 3 minutos de observação de uma equipa, um conhecimento mais ou menos alargado (e rigoroso; na maior parte das vezes rigoroso) sobre o modelo de jogo, processos (ofensivos e defensivos) e métodos de treino de uma determinada equipa ou treinador. Nesses 2 ou 3 minutos tento, identificar, com olhos de falcão, os processos de jogo padronizados (se bem que a padronização dos processos a médio e longo prazo é sinónimo de previsibilidade) e os diversos comportamentos assumidos em campo pela equipa (colectivamente) e pelas suas partes (os jogadores). Ao fim de 2 ou 3 observações, consigo perceber também as mais-valias que um jogador oferece às ideias e princípios de um determinado modelo trabalhado por um treinador, as suas lacunas e a forma em como se pode optimizar o seu rendimento.  Para quem assiste diariamente a jogos de futebol comigo, não deverá achar estranho se ao final de 5 minutos estiver em condições de dizer que tal equipa utiliza um processo de circulação x, com um comportamento y em momento defensivo. Tal análise leva-me indubitavelmente a crer que para criar problemas defensivos à equipa z, a equipa b precisa de praticar determinado tipo de processos, aplicar determinado sistema de pressão, limitar as acções do jogador d e assumir um determinado comportamento na sua organização defensiva ou explorar um determinado tipo de acções onde um dos seus jogadores é forte ou é criativo, por exemplo.

Na análise ao jogo da 1ª mão pude escrever que para desbloquear os jogos contra as equipas que praticam o mesmo modelo que é praticado pela formação romena, o Sporting teria de assumir uma de várias posturas:

Como é que se desbloqueiam jogos contra este tipo de equipas?

Existem a meu ver várias maneiras para desbloquear este tipo de adversários:

  • Recuando o bloco – O Sporting baixa as suas linhas, dá a posse ao adversário e com a posse leva o adversário a assumir um comportamento ofensivo mais expansivo e empolgado no qual mete mais unidades nos processos ofensivos, para, capitalizar todos os erros que possam ser cometidos na circulação a meio-campo. Uma equipa mais balanceada, com mais unidades presentes nos momentos de construção e criação, é uma equipa tendencialmente mais exposta defensivamente, porque nem sempre poderá ser rápida a fazer a transição para o momento defensivo.
  • Chamando a pressão adversária com uma circulação de bola mais prolongada à saída do seu meio-campo para que o Steaua sinta vontade de subir as suas linhas para pressionar mais alto. A subida de linhas permite a obtenção de espaços para jogar entre linhas se existir uma saída ordenada e em bloco ou permite o lançamento de mais bolas para as costas do adversário.
  • Rotação constante do segundo avançado entre o corredor central e as faixas para auxiliar tanto o jogo exterior (triangulações) como o jogo interior (fixando-se entre linhas para receber, virar, fintar ou servir desmarcações). Podence é um jogador capaz de cumprir estes requisitos.
  • Troca posicional constante ao longo do jogo. Já vimos que Acuña dá-se bem com o jogo interior e até o procura quando não tem bola no flanco ou quando é Coentrão quem sai a jogar. O Argentino sabe sempre o que fazer à bola. Pode assistir. Pode tentar cair sobre os defesas adversários em drible. Pode rematar de meia distância sempre que tiver uma aberta para tal. Porque não alterar o actual estado estaticista que se pode observar com clarividência ao longo de vários momentos do jogo com trocas posicionais entre Podence e Acuña, por exemplo?

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Competência

Fico muito feliz em saber que o meu Sporting não está interessado em deixar pontos por esses campos deste Portugal. A exibição na primeira parte foi de pura competência. Esperemos porém que a armadilha de Guimarães, não esteja novamente escondida nos últimos minutos da 2ª parte, à imagem daquilo que aconteceu na época passada.

Sem delongas e sem demoras, porque o intervalo é curto, realço alguns dos pontos de observação que me pareceram mais importantes para esta autêntica lição de sobriedade que o Sporting deu em Guimarães nos primeiros 45 minutos:

  • Construção apoiada nos primeiros 10 minutos, com os centrais a chamar a equipa adversária à pressão, e os médios (principalmente Adrien e Bruno Fernandes; a funcionar em diversas saídas como um terceiro médio, colocando-se mais à frente quando a equipa estava instalada no meio-campo adversário) escondidos por detrás dos homens de 2ª linha de pressão da formação vitoriana para virem receber o jogo.
  • Fábio Coentrão muito aberto pela esquerda. Com a bola a ser jogada para o interior, e a pressão a sair na direcção de Acuña e Gelson, o lateral teve um oásis durante a primeira parte.
  • Um golo madrugador, fruto da soberba inteligência de um jogador, a tornar fácil uma missão que poderia complicar-se com o decurso do jogo.
  • Pressão à construção adversária vs controlo da profundidade – O Sporting tentou encurtar os espaços entre as suas linhas, com uma linha defensiva ligeiramente subida quando o Guimarães saía a jogar. Em pressão alta ou em pressão média\alta, a equipa leonina complicou sempre a saída de jogo dos vitorianos. Adrien foi um galgo em cima de Zungu e Celis (para roubar e não deixar jogar ou para limitar o tempo para pensar e executar na 1ª fase de construção; Zungu e Celis já são algo limitados a construir) e Battaglia fez uma vigilância muito apertada a Hurtado. A diminuição do tempo disponível para construir nos primeiros 25 minutos castrou os planos (de jogo em profundidade) de Pedro Martins e obrigou a ter que alterar o posicionamento do extremo esquerdo Hélder Ferreira, passando-o para o centro por troca com Hurtado.
  • Extremos do vitória a terem que receber o jogo à saída do seu meio-campo (onde naturalmente são menos perigosos) com os laterais leoninos a sair na pressão “no osso”, ou seja a não dar espaço para criar. Foi assim que Coentrão conseguiu controlar Raphinha durante grande parte do primeiro tempo.
  • Excelente reacção de toda a equipa à perda da bola. Num lance de contra-ataque no qual Gelson (mais adiantado no terreno que Bas Dost) não conseguiu passar João Aurélio, vimos Dost a fechar imediatamente na direita. O 3º golo nasce de uma recuperação de bola de Battaglia (afinal, quando o argentino quer, tem passe) seguida de um extraordinário lançamento para a projecção de Coentrão pela esquerda.

A grande área da irracionalidade

1, 2, 3, 9! 9 foram os lances de área que o Sporting construiu ao longo dos 90 minutos.

Em todos, faltou isto e aquilo. Não tirando qualquer mérito aos centrais adversários (porque os centrais do Setúbal fizeram a melhor exibição possível em Alvalade; não estiveram perfeitos mas fizeram uma boa exibição ao nível da marcação; cortaram, aliviaram, estorvaram acções) faltou imensa racionalidade aos avançados (e extremos leoninos) na hora de finalizar. Sabemos que naquele tipo de lances, o curtíssimo espaço de tempo que é dado aos jogadores (pelos adversários; uma espécie de “ou matas, ou a acção morre”) para tomar decisões, influencia a decisão que o jogador toma. Na área, qualquer jogador também precisa de um pico de técnica (no acto de recepção), de agilidade (na capacidade de transformar rapidamente a recepção no remate)e de destreza atlética naquela bola que se vai buscar literalmente ao arco da velha. Contudo, o factor mais importante para uma finalização continua a ser o cognitivo. Não é portanto à toa que a área é o verdadeiro complexo da irracionalidade. Ao factor tempo (todas as acções estão à partida limitadas na vertente temporal) junta-se a explosiva mas natural ânsia que é sentida no momento em que o jogo tem a bola disponível para tocar fogo. Enquanto alguns jogadores são capazes de tomar a melhor decisão possível no curto espaço de tempo que lhe é dado para pensar e executar em qualquer parte do terreno porque são jogadores inteligentes em todas as decisões que tomam, outros ficam a desejar. Nesse aspecto, Doumbia é um jogador que fica a meu ver algo a desejar, apesar do seu inegável poder de fogo. E essa é por exemplo a diferença em relação a Bas Dost. O costa-marfinense vai com tudo mesmo quando não tem a melhor oportunidade nos pés. O holandês assiste quando sente que não pode finalizar. Continuar a ler “A grande área da irracionalidade”

7 Notas sobre a vitória do Sporting na Vila das Aves

As dificuldades sentidas pelos leões nos primeiros 25 minutos para contrariar uma organização defensiva de altíssimo nível da formação orientada por Ricardo Soares – A versão 2017\2018 da formação Avense (orientada pelo antigo técnico dos Chaves e por 4 jogadores preponderantes no sucesso obtido pelos flavienses na temporada passada) tresanda às linhas mestras que foram desenvolvidas pelo seu treinador na época passada em Chaves. Ricardo Soares conseguiu (é certo que a transição de Chaves para a Vila das Aves de 4 jogadores que tiveram alguma preponderância nos processos construídos pelo treinador na formação transmontana pesa e de que maneira na operacionalização do seu conceito de jogo) em pouco tempo dotar a equipa de uma organização defensiva de altíssimo nível.

A formação Avense não foi porém pressionante (à saída de bola e até a meio-campo) como deveria ter sido face ao prodigioso sentido posicional que foi revelando ao longo da primeira parte, não foi agressiva no seu último reduto, viu os seus centrais cometerem algumas falhas na abordagem ao 1×1 adversário e em determinados momentos do jogo foi muito permeável nas laterais. Nelson Lenho foi até em diversos momentos do jogo um jogador totalmente irreconhecível face ao enorme futebol que evidenciou em Chaves.  Continuar a ler “7 Notas sobre a vitória do Sporting na Vila das Aves”

Análise – Taça das Confederações – Portugal 2-2 México

Ao longo dos 90 minutos, as bolas paradas foram um problema para a nossa selecção. Não quero com isto dizer que os mexicanos tenham criado perigo de maior neste departamento específico do jogo, porque não criaram, mas, a abordagem aos lances, não foi positiva. Vários foram os livres e cantos que não foram devidamente atacados. Aos 91″, num lance em que creio que Rui Patrício deveria ter sido o corajoso guarda-redes que é, José Fonte perdeu o duelo aéreo para o seu congénere mexicano Hector Moreno. A cabeçada do central que actualmente representa o PSV Eindhoven deu justiça ao resultado de uma partida medíocre em que pudemos ver dois estilos completamente diferentes na estética mais iguais ao nível de objectividade: zero. De um lado tivemos o tosco chutão em profundidade dos campeões europeus frente ao dinâmico teste que os mexicanos colocaram em campo ao treino analítico de circulação de bola que foi ministrado nos últimos meses pelo seleccionador mexicano Juan Carlos Osório

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Análise: Braga 2-3 Sporting – O suspeito do costume

Jogo muito agradável de seguir em Braga. Bas dost resolveu o difícil, num jogo em que o “difícil” o foi por culpa própria do quarteto defensivo do Sporting (em especial do seu defesa esquerdo Marvin Zeegelaar) e pela extrema eficácia do Braga no contra-ataque, capitalizando em lances de perigo todos os erros cometidos pelo Sporting nas transições para o ataque. O avançado holandês recuperou com o seu hat-trick 3 dos 5 golos que detinha de atraso em relação a Lionel Messi, relançando a sua luta particular pela Bota de Ouro Europeia.
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Um empate amargo

Num jogo tão equilibrado, tão disputado e com tantas divididas a meio-campo, a haver destaque para um jogador esse destaque vai obviamente para o capitão Adrien Silva. No meio do desnorte que William revelou em determinados momentos da partida e nas mil e uma falhas cometidas pelo Sporting na transição (foram incontáveis os passes falhados que deram origem a situações de contra-ataque do Benfica) Adrien conseguiu manter sempre o norte e carregar a equipa para a frente quando tinha que o fazer.

Do físico e batalhado jogo de Alvalade, ficámos com uma certeza: o Benfica está a um passo de se sagrar tetra campeão. Não acredito que o Benfica cometa um deslize até ao final da temporada. Com um inédito livre, cobrado com magistralidade pelo sueco Victor Lindelof a castigar uma verdadeira estupidez (uma das muitas) de Alan Ruiz no jogo, o Benfica passou o teste de Alvalade.

Em termos de jogo jogado, o Sporting foi a equipa que mais situações de golo criou (4 foram as criadas pelos leões contra 0 da parte do Benfica) mas não praticou um futebol extraordinário, antes pelo contrário. Os múltiplos erros provocados nas transições por clara intranquilidade de várias unidades (Schelotto, Ruiz, o próprio William) poderiam ter custado caro se o Benfica tivesse desenvolvido melhor os bónus que a turma leonina lhes ofereceu. Por outro lado, se Bas Dost tivesse carimbado as 3 oportunidades golo que lhe foram literalmente oferecidas na 2ª parte, estaria aqui decerto a narrar uma vitória do Sporting. O Benfica foi uma equipa mais obreira, mais pressionante a meio-campo e mais inteligente na gestão dos vários contextos que o jogo ofereceu, levando para casa o tão desejado pontinho ambicionado certamente pelo seu treinador na preparação para este jogo.
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Notas sobre a vitória do Sporting em Setúbal

1. Em primeiro lugar, quero dar os meus parabéns ao Setúbal pela esforçada exibição realizada no jogo desta noite. Já tínhamos visto ao longo deste campeonato (em especial nos jogos realizados contra os grandes) que a equipa de José Couceiro é uma equipa muito bem trabalhada defensivamente. É uma equipa que consegue dar a posse de bola em grande parte do jogo, fechar-se lá atrás (bloco médio baixo muito pressionante) e resistir aos sucessivos ataques lançados pelas equipas adversárias. Para além da elevada capacidade de pressão de quase todas as unidades, em particular de Costinha e de Mikel, é uma equipa que raramente se desequilibras nas alas, não permitindo a obtenção de superioridade numérica por parte dos adversários. Acresce ainda o facto de ter dois belíssimos centrais (um deles falhou como as notas de mil no jogo de hoje) e um grande guarda-redes. No entanto, não posso deixar de referir que a pressão executada durante todo o jogo bem como a rapidez com que os jogadores do Setúbal atacavam o portador da bola parecia digna de uma equipa que estava a lutar pela vitória na Liga dos Campeões. Sim, é isso! Depois do que aconteceu no caso dos emprestados, e das declarações proferidas pelo presidente do Vitória de Setúbal há algumas semanas atrás, este jogo tornou-se de vida ou morte para os sadinos. Felizmente, não puderam dar a “machadada final” numa equipa que está, como se previa, a finalizar em crescente como o treinador pretendia.

2. O Edinho… bem, o Edinho está na primeira liga porque um empresário e um clube assim o querem. Se assim não fosse, o Edinho, pelas limitações técnicas crónicas que possui, estaria provavelmente num Farense ou num Real Massamá…

3. João Costinha. A prova em como há muito talento nas divisões secundárias do futebol português? Sabem onde é que estava o jovem conimbricense há 2 anos atrás? Estava no Lusitano de Vildemoinho, equipa da cidade de Viseu que milita no CNS. Sabem onde é que este jogador merece estar no final desta temporada? Sim, no Sporting. Duvido que os responsáveis leoninos consigam convencer Fernando Oliveira a vender o jogador depois da borrasca que aconteceu com os emprestados (se a nota aparecer, Oliveira vende pois claro!) mas uma coisa é certa: o substituto perfeito para Adrien mora ali na equipa do Vitória de Setúbal.

4. Vamos agora escrever sobre o que interessa. Alan Ruiz: caramba homem! Que exibição de chave de ouro para retribuir as palavras de Jorge Jesus. O argentino está a tornar-se um caso sério? O Nuno Farinha do Record não achava há bem pouco tempo atrás. Mas o que é certo é que não é preciso ter uma database extensa de vídeos para o Youtube para perceber que o jogador afinal até é bem parecido com Juan Román Riquelme. Bastou ver a trivela de classe na assistência para Dost (acho que nem o Aimar sacava aquela), ou o toque de calcanhar que tirou um setubalense da jogada para dar a “assistência” para um torto remate de fora da área de Adrien. Ou a forma em como pé ante pé o segundo avançado argentino se move no último terço, oferecendo linhas de passe quer no corredor central (entre a linhas adversárias) para dar progressão ao jogo, quer naquele spotzinho que Jesus tanto gosta na quina da área (o espacinho entre os centrais e os laterais) para mover aquele jogo de triangulações que permite ao lateral ou ao extremo uma boa plataforma para criar, e\ou que permite uma triangulação que desmarque o lateral dentro da área. Schelotto é efectivamente um dos amplos beneficiários da qualidade do argentino… e

5. De Adrien. O capitão. Critério na transição, critério na pressão e um toque de midas clássico do médio quando recebe o esférico no último terço à entrada da área.

6. Os laterais do Sporting. Cobras e lagartos. Eu próprio me insiro nos autores das críticas. “Eles não sobem bem”, “não fecham bem”, “nunca lá estão quando o adversário faz a transição para o contra-ataque em profundidade”, “não atacam a bola”, “colam-se em demasia aos centrais”, “tem um medo tremendo de jogar para dentro”, “não cruzam bem”, “não são inteligentes nas acções que tomam no último terço” – parece-me que cada vez mais tanto Zeegelaar como Schelotto acabaram por fazer a temporada que fizeram por uma questão de forma física. Se os dois tivessem estado em forma na 1ª metade da época, seguramente que o Sporting teria mais 8 ou 9 pontos na tabela classificativa.

Análise: Sporting 4-0 Boavista

3 pontos, uma agradável exibição, um hat-trick do suspeito do costume (se bem que a exibição do holandês não se ficou por aí) num jogo que em primeiro denunciou que Jorge Jesus já leva o trabalhinho de casa para a próxima temporada bem adiantado. Por sua vez, o Boavista de Miguel Leal apresentou-se em Alvalade com uma estratégia de jogo bem arrojada no primeiro tempo, caindo em virtude dos dois erros crassos dos seus laterais nos dois primeiros golos da turma leonina.

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