A esquerda de Federer não é uma Instituição do ténis; é património cultural imaterial da humanidade

E a perfeita descontracção (num clima de total concentração e total confiança) com que o suíço jogou contra um dos tenistas em maior ascensão no cenário mundial na presente temporada (Alexander Zverev) é absolutamente divinal.

A jogada do dia

O monumental winner de Pablo Cuevas frente a Alexander Zverev no jogo a contar para os quartos-de-final do Masters 1000 de Madrid, prova em que o uruguaio, actual 27º do ranking mundial está a confirmar o ascendente de forma que tem vindo a protagonizar na presente temporada. Pela primeira vez em 13 anos como profissional, o uruguaio de 31, irá disputar as meias-finais de um Masters 1000.

Na antecâmara de Roland Garros, os 11 triunfos contra 4 derrotas somadas pelo uruguaio em todos os jogos realizados na terra batida, a sua especialidade, depois de também ter conseguido chegar em piso duro aos quartos-de-final do Master de Indian Wells, o que efectiva o seu crescente estado de forma física e mental, podem tornar o uruguaio o adversário que nenhum favorito à conquista da prova de grand slam francesa quer enfrentar nas primeiras rondas. Porque quem efectivamente consegue chegar às meias-finais de um Masters (não nos podemos esquecer para reforçar este argumento que há coisa de 3 semanas, Cuevas eliminou com estrondo Stan Wawrinka na 3ª ronda de Monte Carlo) pode também chegar às meias-finais de um Grand Slam.

O exibicionismo de Nick Kyrgios – parte 2

Há cerca de um mês atrás escrevi aqui pela primeira vez algumas notas muito pessoais sobre a minha opinião acerca do tenista australiano Nick Kyrgios. Nesse pequeno post de introdução ao ténis do australiano deixei no ar a ideia que se o atleta alocar todos os seus recursos técnicos a uma maior objectividade, e se controlar de vez os seus laivos de estupidez e até de exibicionismo, poderá ser o “caso sério” da próxima geração do ténis. Continuar a ler “O exibicionismo de Nick Kyrgios – parte 2”