Os golos da jornada (1ª parte)

Face à muralha de jogadores que o adversário colocou na área, Wijnaldum foi obrigado a sacar dos galões para encontrar espaço para disparar aquela bomba. No entanto, no início da jogada, com aquele pequenino toque de excelência técnica, o holandês teve o mérito de desmontar por completo a linha média adversária, abrindo espaço para a saída para o contra-ataque.

Depois de um arranque algo irregular na Premier, arranque no qual, pesem os interessantes e bem trabalhados pormenores demonstrados pela equipa no capítulo da organização da pressão (“a menina dos olhos de Jurgen Klopp”) e da transição para o contra-ataque (pormenores que permitiam à equipa passar rapidamente de uma mentalidade defensiva para uma mentalidade ofensiva, procurando servir, com pragmatismo em profundidade, em cada recuperação, as velozes investidas dos seus homens da frente, em especial as de Sadio Mane e Mohammed Salah) acabou por sobressair (pela negativa) a fragilidade defensiva do quarteto defensivo orientado pelo técnico alemão, o Liverpool vai começando a “despertar” para uma fase de maior regularidade quer em termos de resultados, quer em termos exibicionais, embora os 12 pontos de diferença para o City e a mais que evidente diferença de qualidade entre os planteis e o futebol das duas equipas, não permitam aos reds dizer que estão em condições de atacar o quer que seja pelo menos na presente temporada. Para reforçar esta ideia, sirvo-me da miserável exibição realizada por Dejan Lovren frente ao Tottenham, exibição no qual o croata e o seu colega de sector, o camaronês Joel Matip demonstraram possuir muitas dificuldades no controlo à profundidade adversária.  Continuar a ler “Os golos da jornada (1ª parte)”

Anúncios

Mais um erro na saída de Glen Johnson…

Morata não perdoa. O avançado espanhol já é per se forte nestas acções. Exposto, Darren Fletcher pouco ou nada pode fazer.

Stoke City vs Chelsea – 2 erros, vida descansada para a formação de Conte

https://dailymotion.com/video/x61q4na

Bastaram 2 minutos e um erro partilhado a meias por Glen Johnson e Martins Indi na cobertura ao avançado espanhol para a formação londrina tomar o controlo total de uma partida, aborrecida, diga-se em abono da verdade, na qual, a formação de Antonio Conte, confortável no seu meio-campo vai dando mais iniciativa ofensiva aos homens da casa.

De uma bola recuperada por Bakoyoko no seu meio-campo, acelerada por Kanté com uma variação para Cesar Azpilicueta, nasceu o primeiro golo dos Blues. Os franceses tiveram o mérito de tirar a bola da zona de maior concentração de adversários para lançar o ataque e o defesa espanhol (jogador que tem procurado constantemente a ligação com o avançado através do lançamento em profundidade; nem sempre bem, despejando bolas para a frente que não são pedidas pelo avançado espanhol) tratou de procurar o seu compatriota com um passe longo para as costas da defesa. Bem vivo no meio de Martins Indi e Glen Johnson, Morata só teve que ir na peugada do passe de Azpilicueta para abrir o marcador.

Continuar a ler “Stoke City vs Chelsea – 2 erros, vida descansada para a formação de Conte”

O avançado completo que é Alvaro Morata

O momento frente ao despromovido Granada não é o mais ideal para se realizar uma análise séria e rigorosa sobre o quer que seja. Estando os merengues a jogar contra uma equipa que está neste preciso momento a definhar até ao final da temporada, seria de esperar à partida uma vitória relativamente fácil destes no terreno dos andaluzes. Continuar a ler “O avançado completo que é Alvaro Morata”

Como não amar o futebol de Isco?

Da suada vitória do Real Madrid nas Astúrias sobressaiu obviamente a grande exibição de Isco. Francisco “Isco” Alarcón, o menino que deu nas vistas em Málaga na temporada 2011\2012 está outro jogador com Zinedine Zidane. Posso mesmo afirmar sem qualquer pejo, numa altura em que se tem falado que o jovem de 24 anos poderá sair do clube, que este ficará em Madrid porque está a ser moldado pelo treinador francês à sua imagem e semelhança. E como precisou a equipa do Real dos pezinhos de veludo do criativo espanhol para ajudar a resolver uma partida muito complicada face a uma equipa do Sporting de Gijón que conseguiu defender de forma muito compacta no último terço.

A exibição do médio vai muito mais além da linda jogada individual que realizou no lance do primeiro golo. Muito mais. A equipa precisou como do pão para a boca da capacidade de pensamento do médio ofensivo. O Isco de Málaga, aquele que só sabia fazer incursões em drible do flanco esquerdo para o meio de forma a puxar do seu arqueado remate acabou. Estamos a falar de um jogador diferente, que conhece o ritmo ideal que deve imprimir em cada jogada, que joga de cabeça levantada a ler todas as soluções que lhe são possíveis realizar no momento em que tem a bola (e que muitas vezes tem que estar focado em dois lances, no que está a disputar e no movimento dos seus colegas) e que quando não tem uma linha de passe segura que permita acrescentar à equipa progressão e\ou continuidade na acção ofensiva, parte ele próprio à aventura, porque tem, de resto, os skills necessários para o fazer no capítulo da finta. Zidane também era assim. Se havia alguém que conseguia repentinamente colocar várias mudanças da velocidade para desequilibrar adversários, esse jogador era o astro francês. Se havia jogador que partia sempre para a finta quando não existiam linhas de passe, esse jogador era Zidane. Se havia jogador que conseguia focar em diversos aspectos do jogo que se passava em seu redor, esse jogador era Zidane. Se havia jogador que acrescentava ideias quando o colectivo não as tinha… e por aí adiante! Isco está a tornar-se exactamente o mesmo jogador e é indubitavelmente uma arma muito valiosa para este tipo de jogos, ou seja, para jogos contra equipas mais recuadas e mais fechadas.

O algodão não engana. A inteligência está lá. E lateralizar não é mau quando se permite por exemplo criar uma data de situações em que o lateral (Danilo) tem todo o espaço e muito tempo para colocar um cruzamento atrasado. Tal situação permitiu por exemplo a Morata a obtenção do segundo golo dos madrilenos. Quem é que esperou pela subida do lateral para lhe criar a situação de cruzamento mais profícua de uma zona mais recuado? Isco, pois claro. A situação que acima enunciei foi uma constante no jogo ofensivo do Real Madrid.