A arquitectura de uma “forma de jogar” doentia


Reparem como, no momento em que Iniesta recebe a bola, Isco sai das costas de Belotti (aproveitando a passividade do avançado; devia ter acompanhado para encurtar espaços; se o tivesse feito, Isco jamais receberia e a Itália poderia até ter recuperado a posse) para aproveitar o enorme espaço que Verratti tem para cobrir dada a posição do seu colega de sector, no “controlo defensivo” a Iniesta. O jogador do Real Madrid aproveita-se desse espaço (indefensável para qualquer jogador) para aparecer, aproveitando posteriormente o movimento balanceado que o médio do PSG fez para lhe cair rapidamente em cima. Verrati é apanhado em contra ciclo. À velocidade a que o italiano vai é muito difícil travar um movimento no sentido oposto. 

Se eu fosse Giampaolo Ventura tirava a equipa de campo e não aparecia para a 2ª parte. Os processos de jogo desta equipa espanhola são absolutamente doentios. Até eu, com a minha parca (não é vasta, mas chega para consumo do que é tido como normal) experiência de análise tive que recorrer a dois cafés para olhar com verdadeiro olho de Falcão para os processos de circulação, para os movimentos de toda a linha ofensiva espanhola (os de Koke terão sido os mais fáceis de analisar durante o primeiro tempo) para poder estar aqui a descrever a “surrealidade do “jogar” desta selecção de Júlen Lopetegui.

Os processos de jogo dos espanhóis resumem-se basicamente a: Continuar a ler “A arquitectura de uma “forma de jogar” doentia”