Desmistificar os novos imputs tácticos de Klopp em Liverpool

Há uns dias atrás já tinha escrito, a propósito das minhas observações do “novo” Liverpool de Klopp no jogo de preparação frente ao Hoffenheim, as ligeiras nuances que Mohammed Salah oferece em alguns aspectos ao modelo de Jurgen Klopp.

Com a utilização de linhas altas (avançados atrás da linha da bola), quer em 4-2-3-1 ou 4-4-1-1 (os sistemas tácticos mais utilizados no Mainz e no Dortmund) quer em 4x3x3 ou 4x3x2x1 (os sistemas tácticos mais utilizados em Liverpool) o treinador alemão pretende que a sua equipa seja uma equipa muito pressionante (com intensidade; sem momentos para respirar ou para deixar a outra equipa respirar) e muito bem organizada defensivamente.

Dentro dos sistemas tácticos operacionalizados pelo treinador alemão em Liverpool, os jogadores mais avançados no terreno devem constituir a primeira barreira de pressão (média\alta, dentro do meio-campo adversário) a sério para os adversários. A 2ª linha de pressão, composta por médios (Lucas Leiva, Emre Can) tem alguma liberdade, para poderem, por exemplo, cair em cima dos seus adversários nas faixas se os adversários quiserem iniciar a transição para o meio-campo adversário pelos corredores. Como uma boa parte das equipas “pequenas” do campeonato inglês assenta as suas matrizes ao nível de processos no contra-ataque e não gostam (algumas não se sentem mesmo confortáveis) de ter a bola na sua posse durante períodos de tempo prolongados, o alemão viu nesta chave, a chave do sucesso para tentar anular o contra-ataque adversário e dominar as partidas. A pressão média\alta quando bem executada tem a capacidade de deixar as equipas algo vulneráveis quando a bola é recuperada. A recuperação por defeito é um momento que faz subir as linhas imediatamente. Recuperando por exemplo a bola num erro de um central, numa situação em que estejam 4 jogadores muito próximos, rapidamente se pode criar uma situação de superioridade numérica que pode ser causadora de perigo junto da baliza adversária. Continuar a ler “Desmistificar os novos imputs tácticos de Klopp em Liverpool”

Andy Robertson

A transferência do lateral escocês do Hull para o Liverpool por 11 milhões de euros foi uma verdadeira pechincha para os Reds. No início deste defeso, a imprensa portuguesa avançou a possibilidade do Sporting estar interessado nos serviços do talentoso lateral esquerdo. O “negócio Coentrão” acabou por ser mais rentável para os cofres leoninos. Jorge Jesus ganhou, para uma posição muito sensível do terreno, um jogador experiente com quem já realizou um virtuoso trabalho no passado, pesem embora as condicionantes que afectaram o jogador nas últimas temporadas, mas poderá, por outro lado, ter deixado passar um dos mais talentosos laterais da nova geração europeia.  Continuar a ler “Andy Robertson”

Momentos da jornada de qualificação europeia para o Mundial

 

O mágico Stevan Jovetic. A carreira do internacional montengrino atingiu nos últimos anos um terrível ocaso. Pode-se até mesmo dizer que a transferência realizada em 2013 da Fiorentina para o Manchester City teve o efeito inverso (e por conseguinte perverso) em relação às expectativas que todos os verdadeiros connaisseurs desta arte depositavam no jovem montenegrino: ao invés de se tornar um jogador mais regular, característica (regularidade) que lhe permitiria finalmente ascender à elite do futebol mundial, estatuto que seria mais coadunante com o ´brilhantismo técnico apresentado pelo jogador nos anos em que representou a Fiorentina, o jogador esteve adormecido durante algum tempo, acordando na parte final do empréstimo ao Sevilla, clube que não irá accionar a sua opção de compra junto do Inter no final deste mês. Continuar a ler “Momentos da jornada de qualificação europeia para o Mundial”