Um mero e modesto apontamento sobre o invencível Inter de Spalletti

Entre o “Michaelangelismo” de Maurizio Sarri, pintura criativa da maior fineza estética que se pode ver por esses relvados mundo fora, estilo de jogo nada transalpino, e o pensamento clássico da história do futebol italiano (de Helenio Herrera, de Enzo Bearzot,  de old Trap, de Marcelo Lippi, entre outros que ajudaram a sedimentar a clássica forma de jogar italiana ao longo da história) Luciano Spalletti vai conseguindo levar a água ao seu moínho, ressuscitando o Inter de um percurso errático marcado por “anos de más escolhas directivas “- quer ao nível dos pseudo-treinadores passaram nos últimos anos pelo clube, quer ao nível das apostas realizadas no preenchimento de planteis, desde as apostas totalmente erradas que foram realizadas na contratação de veteranos que nada acrescentaram (foram dezenas os que lá passaram nas últimas 5 temporadas), apostas que revelaram algum desnorte e pura falta de estratégia de futuro, às apostas precoces (jogadores que se vieram a despontar noutros clubes como foram os casos Phillippe Coutinho, Diego Laxalt, Yann M´Vila, Alex Telles, Alfred Duncan) em jogadores que só explodiram após sua passagem pelo clube – e lançando novamente os nerazzurri na luta por qualquer coisa cuja forma ainda não é totalmente conhecida por ora, porque Spalletti continua a considerar que a equipa “ainda não está em condições de lutar pelo título” (o discurso interno do treinador poderá ser outro , conforme, claro está, o andar da carruagem) pese embora o facto de ter declarado, no dia da sua apresentação, que o seu “Inter” irá fazer bater muitos corações. 

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Os golos do dia (1ª parte)

A alegria de toda uma nação (sofredora; a passar por um período muito conturbado da sua história; na qual, na sequência da Revolução da Primavera Árabe de 2011, passou de uma feroz ditadura para outra ainda mais feroz, a de Mohammed Morsi, entretanto derrubada em 2012 por Abdul Al-Sisi) nos pés de um único jogador, nos pés grande ídolo do futebol egípcio: Mohammed Salah. Confesso que me emocionei imenso ao ver estas imagens. Não me coibi até de verter uma lágrima quando vi os efusivos festejos dos 80 mil adeptos presentes no Cairo, festejos que me fizeram recordar os meus eufóricos festejos no momento do inesquecível do golo de Miguel Garcia em Alkmaar, daquele golo de Rochemback frente ao Newcastle, do golo de Acosta que nos abriu portas para um título inesquecível, daquele golo do Capel frente ao Athletic ou daquele golo de Figo frente aos ingleses no Euro 2000. Esta é a verdadeira essência do futebol: uma equipa que não desiste do seu sonho até ao último minuto, a explosão de alegria de uma gigantesca população de 96 milhões de pessoas que ama o futebol da cabeça aos pés. O grande colosso do futebol africano está de volta ao Mundial, 27 anos após a última presença. Salah sucederá certamente a Abdel Ghani (o barbudo!) como o rei do futebol daquele país.  Continuar a ler “Os golos do dia (1ª parte)”

Os golos do dia

 

Excelente gesto técnico do médio do Chelsea. O remate em rosca deu um extraordinário efeito à bola, tirando-a do alcance do voo de David Ospina.

Início este post com o fantástico golo de Willian no empate a 1 bola do Brasil (já qualificado há muito para a Rússia) frente à Colômbia, selecção que ainda terá que penar mais um bocado para conseguir a qualificação nesta frenética “ronda” de qualificação da COMNEBOL. Continuar a ler “Os golos do dia”

Os golos do dia

Começo pelo quentinho clássico disputado no Olímpico entre a Roma e o Inter (1-3) mais concretamente pelo lance do golo que deu vantagem aos romanos numa partida em que a formação de Eusébio Di Francesco mandou 3 bolas aos ferros da baliza de Samir Handanovic.

Bom trabalho de Grégoire Defrel a encontrar a linha de passe para Naingollan perante a desvantagem que possuia frente aos 2 jogadores do Inter que estavam a realizar a cobertura. O cruzamento do belga é soberbo assim como também é a desmarcação do ponta-de-lança bósnio no meio dos dois centrais da formação de Spalletti. Aproveitando a falha de marcação, o bósnio pede atempadamente a bola para as costas, posiciona-se no limite da linha defensiva, entra nas costas dos centrais, mata a bola no peito e coloca um daqueles remate secos dignos do killer instinct que só os grandes pontas-de-lança conseguem ter no momento de finalizar.

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O golo do dia

Do que tenho visto da participação do Inter na International Champions Cup, ou muito me engano ou Luciano Spaletti está a alimentar um verdadeiro, produto e proficiente “cavalão de corrida” para o contra-ataque. Continuar a ler “O golo do dia”