Real Madrid 2-1 Manchester United – Isco e mais 10

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Ainda não foi desta que José Mourinho pode levantar uma das duas taças que lhe faltam no seu extenso palmarés. Na primeira “final europeia” disputada em Skopje (Macedónia), a primeira presença do português (nas outras 2 conquistas europeias, o português não permaneceu nos clubes em questão para poder participar no acto solene de inauguração da época de caça no futebol europeu) no jogo de disputa do troféu ficou marcada, na minha opinião, por um conjunto de fases em que o Real de Zidane subjugou a sua formação a seu belo prazer. Os homens de Manchester ameaçaram ter capacidade para poder forçar um prolongamento que seria deveras injusto por exemplo, para o que fez Isco ao longo dos 74 minutos em que esteve em campo e para o futebol miserável que os Red Devils praticaram até aos 65 minutos. O médio internacional espanhol foi, sem sombra para dúvidas, o homem do jogo de um partida bastante intensa que poderia ter sido disputada para as meias de uma Champions. Continuar a ler “Real Madrid 2-1 Manchester United – Isco e mais 10”

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Análise – Final da Liga Europa – Manchester United 2-0 Ajax – A vitória do pragmatismo

A vitória do Manchester United de José Mourinho na Liga Europa não foi a vitória do cinismo. A vitória do Manchester United de José Mourinho na Liga Europa também não foi a vitória da equipa mais forte. A vitória dos Red Devils na Liga Europa não foi a vitória da estética, nem a vitória da garra. A vitória dos comandados de José Mourinho na Liga Europa foi a vitória (sofrível) do pragmatismo. Do mesmo pragmatismo que rendeu triunfos em Londres e em Milão. O United cumpriu a sua missão como o plantel mais dotado desta fase final da Liga Europa. Mais mal do que bem. Mal era se não cumprisse face aos adversários que defrontou. Mais sofrível do que confortável. Contra adversários de segunda e terceira linha do futebol europeu à excepção do Ajax. À rasca. À rasquinha, se tomarmos em conta os acontecimentos dos minutos finais do jogo de Old Trafford frente ao Rostov e os minutos finais do jogo da 2ª mão das meias-finais frente ao Celta. O treinador português está obviamente de parabéns: a sua equipa fez finalmente um bom jogo na Liga Europa. Mais no capítulo defensivo do que no capítulo ofensivo. Mourinho estudou bem o adversário e anulou-o por completo, evidenciando as suas lacunas.

Contudo, este título não disfarça o facto da época ter sido um completo fracasso. O United avançou muito pouco com o português em relação a Van Gaal. O técnico português demorou muito tempo a implementar a identidade que pretendia, deixando a equipa a navegar num limbo de ideias. A identidade da equipa não foi totalmente construída ao fim de uma temporada, obrigando decerto o português a ter que reformular tudo no próximo verão. O United revela-se como uma equipa que procura as mesmas soluções (bloco baixo, saída no contra-ataque com poucas unidades envolvidas nas acções\jogo directo em desespero para as torres que possui na frente) à falta de gente capaz. A equipa não engatou nas transições para o ataque. A equipa tem défices enormes de criatividade. Ao longo da temporada, o principal reforço, foi sempre questionável porque evidenciou sempre “pouca fome” e muita lentidão de processos. O sector defensivo é altamente questionável ao nível de valor. Há muita “madeira podre” (termo britânico: “dead wood”) no plantel que tem que ser despachada.
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Análise: Manchester City 0-0 Manchester United

Ao 3º encontro, o empate! Mourinho jogou para o empate e a equipa deu-lhe o empate. Depois de 2 jogos em que cada um dos treinadores pode sorrir, ao 3º, veio um empate que deixa tudo na mesma no que respeita à luta directa pelos lugares de qualificação directa e indirecta para a Champions League. O empate foi o resultado que mais castigou a única equipa que quis vencer a partida, o Manchester City de Pep Guardiola.

Com baixas de vulto registadas em ambas as equipas (Zlatan, Rojo e Pogba no lado do United; John Stones, David Silva e Nolito na equipa de Guardiola) ambas as equipas apresentaram-se com os melhores onzes disponíveis para atacar ester derby. Para colmatar a ausência do avançado sueco, José Mourinho decidiu fazer ascender ao onze titular para a esquerda do ataque Anthony Martial, movendo Marcus Rashford para a frente de ataque. Foram precisamente estas as duas unidades que conseguiram trabalhar os raros lances que a equipa dispôs no último terço do City. Com um começo de jogo muito agitado, tanto Martial como Rashford deram muita água pela barba aos seus marcadores directos (Pablo Zabaleta e Nicolás Otamendi) nos lances em que conseguiram isoladamente (muito isoladamente em contra-ataque) criar desequilíbrios através do seu fortíssimo drible e da sua velocidade. Em alguns dos lances, os dois homens mais adiantados do United obrigaram os seus marcadores directos a ter que cometer algumas faltas para os travar bem como Vincent Kompany a ter que fazer dobras aos seus companheiros para travar as suas incursões. Fora isso, o United criou apenas 2 ocasiões de perigo no jogo, uma delas flagrante quando Ander Herrera não conseguiu bater Cláudio Bravo com um cabeceamento ao 2º poste no final da primeira parte. Estas linhas resumem o parco comportamento ofensivo do United em toda a partida, numa partida em que os médios e avançados serviram essencialmente para defender e “perder bolas atrás de bolas na transição”.

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Breve análise: Manchester United 2-1 Anderlecht

Este elenco do Manchester United é o elenco mais estranho, senão mais bizarro que vi nos últimos 15 anos do trabalho de José Mourinho. Escrevo-o abertamente e sem rodeios. É para mim um facto inacreditável ver que o português, treinador que privilegia o rigor, a atitude, a disciplina, a construção de um plano de jogo sólido, mesmo que tais opções lhe custem andar arredado dos lugares cimeiros, chegou ao final da temporada neste clube (indiferentemente do lote de jogadores que possui e das lacunas da equipa, existem aqui jogadores que são apostas para o futuro)  sem conseguir formar um onze, sem ter planos de jogo devidamente trabalhados, sem conseguir “tirar” proveito de vários jogadores e sem conseguir evoluir mais que 2 ou 3 jogadores deste plantel. Em abono da verdade, só tenho visto evolução em 3 jogadores desta equipa do United: Bailly, Herrera e Rashford. Em variadíssimos casos (Pogba, Blind, Rojo, Valência, Martial, Ashley Young) só tenho visto regressão. Quando assim acontece, e quando o técnico português é obrigado a vir constantemente a público criticar a atitude e o profissionalismo de vários jogadores, de nada valeu o ano zero em Manchester. Mourinho terá que voltar a construir tudo de novo na próxima época com a entrada de várias unidades.

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