O golo do dia

A “joga” de Alex Iwobi frente ao Bayern de Munique no jogo amigável disputado pelas duas equipas em Xangai. Continuar a ler “O golo do dia”

Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name”

A propósito do possível regresso de Wayne Rooney ao Everton. O bom filho à casa torna.

Estávamos na temporada 2002\2003 quando, a meio de uma nebulosa temporada abalada por problemas financeiros (o Everton foi na altura obrigado a vender ou desfazer-se a custo zero de grande parte das suas estrelas; jogadores como Francis Jeffers, Nick Barmby, Richard Dunne, Mark Hughes, Michael Ball, Abel Xavier ou Paul Gascoine), era dada a oportunidade ao escocês David Moyes (vindo do modesto Preston North End; para termos uma ideia do currículo alcançado pelo humilde jogador escocês no preâmbulo da sua carreira enquanto treinador, Moyes conseguiu elevar o falido Preston do 3º escalão para a final dos playoffs da Division One, actual Championship, no espaço de 4 anos) de tentar multiplicar “o pão com a pouca farinha que tinha no emblema da cidade de Liverpool. Pedia-se portanto a Moyes que pudesse fazer um trabalho à imagem daquele que tinha conseguido executar no também falido Preston nas 4 temporadas anteriores.  Continuar a ler “Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name””

Serge Gnabry

O novo reforço do Bayern é isto. Veloz, ávido a explorar as costas do lateral (lamenta-se o facto de não ter chegado a tempo de poder jogar com Xabi Alonso), muito técnico, muito fantasioso (o jogador tem uma verdadeira maleta cheia de truques) e finalizador q.b, ou pelo menos, um jogador que só tem olhos para o golo. Apesar de ter desperdiçado algumas bolas no jogo contra a selecção checa, o jovem de 21 anos que foi completamente desaproveitado por Arsène Wenger no Arsenal, clube que o lapidou, marcou 11 golos na temporada 2016\2017 ao serviço do Werder Bremen.

Análise – Final da FA Cup – Arsenal 2-1 Chelsea

2 anos depois da última conquista da competição, Arséne Wenger volta a conquistar a Taça de Inglaterra. No maravilhoso palco de Wembley, as duas equipas de Londres ofereceram-nos um daqueles espectáculos de encher o olho. O Arsenal finalizou uma temporada muito difícil da melhor forma, realizando uma extraordinária exibição contra o campeão em título, o Chelsea de Antonio Conte. O resultado de 2-1 acabou por não espelhar a predominância dos Gunners numa partida em que a formação de Antonio Conte cometeu muitos erros defensivos e foi-se deixando enredar na fabulosa teia estratégica tecida pelo treinador gaulês do Arsenal.

Olivier Giroud e Aaron Ramsey acabaram por ser os heróis da partida, num desafio em que sinceramente foi-me bastante difícil atribuir uma menção honrosa em virtude da prestação incrível de várias unidades do Arsenal. Num dos primeiros toques na bola após a sua entrada para o lugar do desequilibrador Danny Welbeck, o francês assistiu o galês para o golo da vitória, quebrando por completo um ligeiro ascendente do Chelsea (reduzido a 10 por expulsão de Victor Moses) no jogo.

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Os golos da semana

Apesar de não ter escrito muito nos últimos sobre “Bola” (aquela, redondinha, que rola pelo campo e que faz mover 22 homens) o sensacional slalom do argentino não nos passou em claro. Genial jogada do argentino sobre 6 jogadores para fechar a participação na Liga, numa vitória amarga dos catalães em virtude do facto do Real de Cristiano Ronaldo ter conquistado no domingo o seu 33º título espanhol.

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Mais uma vez… Christian Eriksen

Volto a ter que me repetir nos elogios que tenho feito semana após semana ao médio dinamarquês. É o verdadeiro abono de família desta equipa de Mauricio Pocchettino nos momentos de aperto, o que não foi o caso deste jogo porque o Tottenham esteve por cima durante todo o jogo. Mas, foi novamente o antigo jogador do Ajax quem puxou um coelho da cartola para abrir caminho para a vitória dos Spurs no derby londrino, mantendo acesas as esperanças da equipa de White Hart Lane quanto à conquista de um título épico pela qual o clube tem lutado nas últimas temporadas.

Aquele momento em que te apercebes que a defesa do Arsenal bateu no fundo!

Má cobertura dos espaços de defensivos, concentração de vários jogadores num curto espaço de terreno, facilitando o trabalho ao adversário na procura de espaços nas zonas do terreno que estão despovoadas (principalmente nas laterais porque os laterais do Arsenal colam-se aos centrais), falta de intensidade na pressão a meio-campo (Mohammed El Neny é um jogador sem qualidade alguma para estar num clube como o Arsenal; Granit Xhaka continua sem me convencer; para o Borússia de Monchengladbach o suíço foi o negócio do século), dois laterais que defendem muito mal (Bellerin ainda se safa no ataque) e dois centrais sistematicamente apanhados em contrapé porque não sabem o que é realizar uma marcação ao seu adversário directo.

arsenal 2

A coisa vai de mal a pior no feudo privado de Arsène WengerAs suas equipas nunca foram gabadas por serem um primor na atitude defensiva. Antes pelo contrário. Até nos anos em que o técnico francês levou o clube de Highbury a uma ímpar senda de títulos na sua história (13 entre 1997 e 2005) a coisa resolveu-se quase sempre através da colocação de um panzer (Patrick Vieira) à frente de uma dupla de centrais (Tony Adams\Steve Bould; Tony Adams\Sol Campbell) dura de rins e forte no jogo aéreo num sistema de defesa em linha que sempre funcionou com laterais de preponderância ofensiva. Nunca fui fã de nenhum destes centrais porque a estética andava arredada destes como o diabo tenta arredar-se da cruz. Nos primeiros anos de Wenger é legitimo afirmar que o possante médio francês resolvia grande parte dos problemas defensivos do seu compatriota porque era efectivamente um monstro no posicionamento, na pressão, no desarme e no capítulo da intercepção de passes. E não só. Muita da capacidade ofensiva da equipa também se devia facto do francês estar sempre disponível para ir buscar jogo de forma a iniciar as transições, para fazer maravilhosas aberturas e para abrir junto aos centrais de forma a que os laterais se pudessem projectar nos flancos. O resto é o típico W formado a meio-campo no 4x2x3x1

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