A importância e a função dos dois médios no sistema 3x4x3 – o exemplo paradigmático de Granit Xhaka no Arsenal

Num sistema táctica 3x4x3, as necessidades ditadas pelo próprio sistema (alas bem projectados no último terço do terreno, avançados interiores com uma forte capacidade de drible, a criação de situações de superioridade numérica ao redor da área; normalmente de 5 para 4, ou seja, os 3 da frente acompanhados dos dois alas contra 4 adversários) obrigam os médios a adoptar um posicionamento mais recuado no terreno e a terem funções completamente distintas. Um dos médios é por norma mais destruidor (podendo jogar ligeiramente atrás ou ligeiramente à frente do outro médio conforme as necessidades da equipa; Mohammed El Neny usualmente joga ligeiramente mais à frente do médio, para poder reagir mais rapidamente à perda da bola resultante de uma tentativa de passe deste, através da pressão imediata ao jogador que intercepta, ou então para poder receber a bola entre entre linhas; para além desse aspecto muito peculiar, o médio egípcio, tem, como já pudemos ver frente ao Benfica na Emirates Cup muita clarividência quando se aproxima da área) assume a construção de jogo, preferencialmente através do passe longo lateralizado e do passe curto verticalizado para a entrada entre linhas de um dos avançados\avançados interiores (com esporádicas incursões verticais em passe longo às costas da defesa se a equipa tiver um jogador capaz de se desmarcar rapidamente por entre os centrais para as suas costas).  Continuar a ler “A importância e a função dos dois médios no sistema 3x4x3 – o exemplo paradigmático de Granit Xhaka no Arsenal”

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Que belo arranque de Premier League

Dispensa qualquer comentário adicional.

O tendão de aquiles dos sistemas de pressão alta

Na primeira parte do jogo disputado ontem entre Arsenal e Chelsea (Community Shield) houve um momento bem interessante no qual os Gunners conseguiram contornar (com bastante estilo e eficácia) a pressão alta realizada pelos homens da formação orientada por António Conte.  Continuar a ler “O tendão de aquiles dos sistemas de pressão alta”

O golo do dia

A “joga” de Alex Iwobi frente ao Bayern de Munique no jogo amigável disputado pelas duas equipas em Xangai. Continuar a ler “O golo do dia”

Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name”

A propósito do possível regresso de Wayne Rooney ao Everton. O bom filho à casa torna.

Estávamos na temporada 2002\2003 quando, a meio de uma nebulosa temporada abalada por problemas financeiros (o Everton foi na altura obrigado a vender ou desfazer-se a custo zero de grande parte das suas estrelas; jogadores como Francis Jeffers, Nick Barmby, Richard Dunne, Mark Hughes, Michael Ball, Abel Xavier ou Paul Gascoine), era dada a oportunidade ao escocês David Moyes (vindo do modesto Preston North End; para termos uma ideia do currículo alcançado pelo humilde jogador escocês no preâmbulo da sua carreira enquanto treinador, Moyes conseguiu elevar o falido Preston do 3º escalão para a final dos playoffs da Division One, actual Championship, no espaço de 4 anos) de tentar multiplicar “o pão com a pouca farinha que tinha no emblema da cidade de Liverpool. Pedia-se portanto a Moyes que pudesse fazer um trabalho à imagem daquele que tinha conseguido executar no também falido Preston nas 4 temporadas anteriores.  Continuar a ler “Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name””

Serge Gnabry

O novo reforço do Bayern é isto. Veloz, ávido a explorar as costas do lateral (lamenta-se o facto de não ter chegado a tempo de poder jogar com Xabi Alonso), muito técnico, muito fantasioso (o jogador tem uma verdadeira maleta cheia de truques) e finalizador q.b, ou pelo menos, um jogador que só tem olhos para o golo. Apesar de ter desperdiçado algumas bolas no jogo contra a selecção checa, o jovem de 21 anos que foi completamente desaproveitado por Arsène Wenger no Arsenal, clube que o lapidou, marcou 11 golos na temporada 2016\2017 ao serviço do Werder Bremen.

Análise – Final da FA Cup – Arsenal 2-1 Chelsea

2 anos depois da última conquista da competição, Arséne Wenger volta a conquistar a Taça de Inglaterra. No maravilhoso palco de Wembley, as duas equipas de Londres ofereceram-nos um daqueles espectáculos de encher o olho. O Arsenal finalizou uma temporada muito difícil da melhor forma, realizando uma extraordinária exibição contra o campeão em título, o Chelsea de Antonio Conte. O resultado de 2-1 acabou por não espelhar a predominância dos Gunners numa partida em que a formação de Antonio Conte cometeu muitos erros defensivos e foi-se deixando enredar na fabulosa teia estratégica tecida pelo treinador gaulês do Arsenal.

Olivier Giroud e Aaron Ramsey acabaram por ser os heróis da partida, num desafio em que sinceramente foi-me bastante difícil atribuir uma menção honrosa em virtude da prestação incrível de várias unidades do Arsenal. Num dos primeiros toques na bola após a sua entrada para o lugar do desequilibrador Danny Welbeck, o francês assistiu o galês para o golo da vitória, quebrando por completo um ligeiro ascendente do Chelsea (reduzido a 10 por expulsão de Victor Moses) no jogo.

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