Um massacre consentido! Análise: Bayern 1-2 Real Madrid

Vamos ser justos: Ronaldo bisou (e até poderia ter feito mais um não fosse o facto de estar entre os postes o melhor guarda-redes do mundo), o Real carregou e mereceu levar a eliminatória bem encaminhada para o Bernabeu, mas o que aconteceu na 2ª parte do jogo na Allianz Arena ocorreu mais por demérito da equipa e do treinador da casa do que por mérito dos jogadores do Real Madrid. Quando se está a ganhar em casa de um adversário com um valor tão grande como é o da equipa do Bayern e se tem o adversário completamente moribundo em virtude dos erros individuais de um jogador (Javi Martinez) e de um treinador (Carlo Ancelotti, quando perdeu de vez o meio-campo ao abdicar de um médio para a entrada de um defesa lateral), qualquer equipa precisa de dar a estocada final para não ser surpreendida em casa.

Chamar o Robben!

“Eloi, Eloi Bobek lamá sabactani?” – Em jeito de parábola (para quem tenha olhos possa ler) estamos na época da Páscoa. Esta poderá ser a frase que Arjen Robben mais deverá ter dito interiormente nos 90 minutos do Allianz Arena dada a ausência da partida do polaco Robert Lewandowski. Fruto da falta de criatividade da equipa no geral, da circulação quase mecânica e enfadonha que a equipa pratica, da procura incessante pela criatividade dos seus extremos ou na falta de possibilidade destes virem a desequilibrar, das situações de overlaping criadas com os laterais, notou-se nesta equipa do Bayern a falta da sua principal unidade na actualidade, até porque Thomas Muller parece estar em acentuado declínio. Não sei se é uma questão psicológica do jogador ou se é a mudança dos tempos no Bayern: o avançado precisa urgentemente de mudar de ares para recuperar o seu futebol. Falta-lhe muito sinceramente aquela garra e aquele oportunismo de outros tempos. Arjen Robben é na sua idade um elemento escasso para criar pelas suas naturais limitações dado o avançar da idade e se tiver uma catrefada deles em seu redor (a fechar-se as incursões para o interior) como teve no jogo de hoje sempre que assumia o drible, mais difícil se torna a este Bayern criar situações de golo.
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