Os golos do dia

Ainda sobre a ronda de jogos que se disputaram a meio da semana enquanto se pisca o olho à nova jornada que está aí à porta com vários jogos na noite desta sexta-feira.

Um classico à Kolarov

No 2º golo da goleada infligida pela Roma ao “pobre” Benevento, equipa que ainda não somou qualquer ponto no seu regresso ao convívio com os grandes 82 anos passados da sua primeira participação no campeonato do primeiro escalão do futebol transalpino. Acção individual clássica do possante lateral esquerdo internacional sérvio, jogador que reforçou a formação de Eusébio Di Francesco na presente temporada, após ter sido dispensado por Pep Guardiola.  Continuar a ler “Os golos do dia”

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Os golos do dia

Começo pelo quentinho clássico disputado no Olímpico entre a Roma e o Inter (1-3) mais concretamente pelo lance do golo que deu vantagem aos romanos numa partida em que a formação de Eusébio Di Francesco mandou 3 bolas aos ferros da baliza de Samir Handanovic.

Bom trabalho de Grégoire Defrel a encontrar a linha de passe para Naingollan perante a desvantagem que possuia frente aos 2 jogadores do Inter que estavam a realizar a cobertura. O cruzamento do belga é soberbo assim como também é a desmarcação do ponta-de-lança bósnio no meio dos dois centrais da formação de Spalletti. Aproveitando a falha de marcação, o bósnio pede atempadamente a bola para as costas, posiciona-se no limite da linha defensiva, entra nas costas dos centrais, mata a bola no peito e coloca um daqueles remate secos dignos do killer instinct que só os grandes pontas-de-lança conseguem ter no momento de finalizar.

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Antonio Rudiger

Confesso que quando vi pela primeira vez o central alemão a jogar pela Roma (15\16) foi um jogador que me demorou muito a convencer. A impetuosidade, a extrema agressividade aplicada sobre o adversário e as fifias que o central alemão cometia esporadicamente levavam-me a pensar que estavam perante um daqueles cepos extremos que não chegariam a lugar algum. Com o tempo, fui-me apercebendo que o jogador foi melhorado nos aspectos em que deveria ter sido melhorado: é menos impetuoso e menos agressivo por dá aquela palha (confesso que odeio aqueles centrais que só sabem bater, não revelando qualquer inteligência na abordagem aos lances), mais assertivo no desarme (impõe o físico e desarma sempre com o intuito de jogar a bola), mais ágil do que aquilo que era, mais esclarecido na saída a jogar (chegando até a cometer alguns loucuras para um central quando se aventura com bola em velocidade pelo meio-campo da equipa adversária; na equipa para onde vai jogar, pode ser uma característica muito positiva porque os centrais de Antonio Conte são centrais muito ofensivos; tomemos o exemplo de Cesar Azpilicueta; o espanhol está sempre subido no terreno a apoiar as acções dos corredores e executa vários remates de meia distância por jogo) pese embora o facto de continuar a ser um jogador tecnicamente modesto, e um jogador que usa e abusa do passe longo nas saídas de jogo.  Continuar a ler “Antonio Rudiger”

Adeus Imperador! Sem ti, não teremos mais divertimento

No Totti, no Party! Parte um jogador que me acompanhou ao longo do meu crescimento enquanto ser humano. Vi-o pela primeira vez em campo aos 8 anos. Vi-o pela última vez num momento em que estou a escassos dias de realizar 30. Pelo meio, vi 22 anos de maravilhas. Vi 22 anos de puro romantismo, carisma e de pura liderança em campo. Vi um dos grandes fenómenos do futebol, um daqueles futebolistas que irá perdurar para sempre no Olimpo da modalidade. Um daqueles capazes de realizar façanhas que nos levarão daqui a uns anos a contar aos nossos netos: sim, vi este jogador jogar várias centenas de vezes. Sempre bem. Direi sempre aos meus filhos e netos que jogou bem. Até mesmo não fazia um vistão, jamais poderíamos dizer que jogava mal.

Totti era um daqueles que tinha sempre uma palavra a dizer, uma presença que impunha respeito a qualquer adversário, um passe a colocar no momento certo, uma cartola cheio de truques de magia, um sinistro remate pronto a beijar as redes adversárias.  Continuar a ler “Adeus Imperador! Sem ti, não teremos mais divertimento”

Quando um passe destes é meio golo (visão de jogo)

Kevin Strootman para Stephen El Sharaawy no quentíssimo Chievo Verona 3-5 AS Roma.

Perfeita sintonia entre médio e avançado, revelando ambos uma fantástica visão de jogo. Porque a visão de jogo é precisamente isto: fazer uma leitura muito rápida (face ao tempo muito limitado que um jogador tem para ler, pensar, executar ou mover-se adequadamente sem bola para ir para determinado espaço) do quadro posicional de todos os jogadores e perceber, onde é que existe espaço para jogar e\ou onde é que podemos tirar uma vantagem com a nossa acção, com bola ou sem bola (pronto a recebê-la nesse espaço). Ambos os jogadores da formação romana vislumbraram o espaço aberto pela defesa do Chievo no frame em questão, tratando-se o resto (o passe e a finalização do avançado italiano) de pormenores técnicos de excelência.

Análise: Roma 2-1 Lyon

Um dos parâmetros que utilizo para avaliar se um jogo de futebol é bom prende-se com o tempo. Se o jogo que estou a ver é bom, nem dou pelo tempo a passar. Quando é mau, por norma, não perco mais tempo no seu visionamento e mudo imediatamente de canal. Os dois jogos que vi desta eliminatória despertaram-me a primeira sensação. O Lyon avança para os quartos-de-final da prova, mais pelo que fez na segunda parte do jogo da 1ª mão do que aquilo que fez no jogo da 2ª em Roma. A Roma, um dos principais favoritos à vitória na prova cai com um enorme sentido de injustiça. Os Romanos fizeram uma primeira mão fantástica no Gerland e fizeram um jogo muito aceitável no Estádio Olímpico, pecando apenas no capítulo da finalização.

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