Ginobili, o Grande

“Every possession is a game winning possession.”

Uma das frases que ficará decerto para a história do basquetebol. Uma das jogas que ficará decerto para a enorme carreira do argentino, um dos jogadores que ao longo dos anos cultivou a minha paixão pelo jogo e pela Liga Norte-Americana de basquetebol. Ginobili é outro daqueles exemplos que eu utilizo tantas vezes para tentar esticar jogadores\atletas até à eternidade: a vida deveria deixá-lo jogar para sempre. Mesmo quando está escondido naquele recôndito banco de San António, Greg Popovych sabe que tem ali a autêntica alma da franquia na última década e meia. E o argentino, por sua vez, durante todo este tempo, nunca se negou ao combate, sendo um dos expoentes vivos do espírito olímpico. Mais minuto de utilização, menos minuto de utilização, Pop sabe que no momento certo, ou seja, no momento de todas as decisões, têm ali no argentino um verdadeiro autêntico animal de palco que vale por 5 pelo espírito corajoso com que se entrega aos desafios, pelas decisões acertadas que toma em todas as suas acções, pela serenidade com que toma essas mesmas decisões e pela serenidade e confiança que a sua presença transmite aos colegas.

A liderança de Isaiah Thomas

Liderar uma equipa na NBA é precisamente isto. Quando o jogo está muito difícil (a equipa de Washington conseguiu vender cara a derrota; não foi um jogo perfeito ao nível de lançamento para a equipa de Washington com 44 em 96 tentativas, mas na verdade, John Wall com os seus múltiplos crossovers e os postes da equipa com vários lançamentos e com a realização de screens que permitiam boas situações de lançamento aos colegas, iam resolvendo no plano ofensivo) e a equipa chama pelo seu líder, este tem que ser capaz de assumir o jogo nos momentos decisivos, indiferentemente da sua eficácia. Dar o passo em frente nos momentos de pressão é o que distingue um líder nato de um jogador mediano que jamais irá liderar equipas.

Quando Isaiah é chamado a assumir o jogo no momento da decisão, o pequeno base é letal. Se até lá, Jay Crowder, Avery Bradley e os 33 pontos que vieram do banco conseguiram manter a equipa “encostada à discussão do resultado”, a equipa precisava de mais qualquer coisa para dar a sapatada no marcador no 4º período e no overtime que se seguiu. Foi nesse cenário que o base entrou em acção como lhe competia, com 29 pontos, com 11 lançamentos eficazes (3 triplos) em 17 tentativas, fora os lances livres em que foi 100% eficaz, os ressaltos que ganhou neste período e o roubo de bola que conseguiu no 4º período. Pode-se dizer que nos 17 minutos finais, o base de Boston fez portanto “um jogo dentro de outro jogo”, um jogo particular, no qual provou mais uma vez que “mata mais do que as vezes em que morre” – os sinais são muito positivos para Boston!

Fear the Beard

Lembram-se quando perguntei há cerca de 2 meses atrás se este poderia ser o ano de James Harden?

Na altura, a poucos jogos de terminar a fase regular, a propósito do rendimento exibido pelo jogador e da sua capacidade em jogar (bem) e fazer jogar (bem) os shooters e os jogadores interiores da equipa comandada por Mike D´Antoni, realcei que acreditava que a equipa de Houston poderia “ombrear” taco-a-taco com os Spurs.  Continuar a ler “Fear the Beard”

Bloco de Notas da História #17 – O Adeus do Sr. Verdade

Jogadores deste calibre deveriam ser eternos.

O jogo 7 da série (de 1ª ronda) Clippers vs Jazz marcou a despedida de um dos grandes ícones do basquetebol “da minha geração” – Paul Pierce despediu-se da modalidade aos 39 anos. O base Chris Paul ainda tentou, no sábado, à última da hora, perante o cenário de adversidade colocado pela equipa do Estado de Utah, tentar sossegar a nação dos Clippers na antevéspera do decisivo jogo contra os Jazz, ao afirmar que Pierce poderia estar descansado porque este não seria o seu último jogo na Liga. The Truth, deixa para trás um rasto indelével de uma carreira marcada pelo título conquistado em 2008 com o chamado “Big Three” (com Kevin Garnett e Ray Allen; eu cá chamo-lhe Big Four porque não nos podemos esquecer da influência que Rajon Rondo adquiriu dentro da equipa durante essa campanha) de Boston, pela distinção como MVP das finais desse ano e por várias presenças em All-Star Games. Ao mesmo tempo, o jogador retira-se como o 18º jogador com mais pontos somados na história da NBA.
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Não faças isso, John Wall!

Que maravilhosa dança do base dos Wizards à frente de Isaiah Thomas no jogo 1 da série entre os Celtics e a equipa de Washington, jogo que ainda está a decorrer.

Para quando no futebol português?

Este foi o comportamento que valeu uma multa de 100 mil dólares ao proprietário dos Houston Rockets Leslie Alexander. O lendário proprietário dos Houston Rockets entrou em campo para questionar um dos árbitros da partida. A direcção da Liga não perdoou o comportamento e aplicou uma das suas famosas multas. Para o proprietário da turma texana, face aos milhões de rendimento que a equipa lhe garante anualmente, é uma questão de trocos mas se transportarmos a situação para o futebol português poderá ser, se a medida for aplicada numa escala idêntica um fantástico elemento dissuasor de comportamentos de jogadores e dirigentes.  Continuar a ler “Para quando no futebol português?”

A serenidade e a confiança dos Washington Wizards

Confesso que só tenho visto os resumos alargados da série mas o que tenho visto dá-me a certeza que a continuar a manter o mesmo estilo de jogo, os Wizards podem ser uma surpresa no Este.

A equipa orientada por Scott Brooks está a revelar-se uma equipa que consegue levar a água ao seu moinho com alguma serenidade e confiança no seu jogo. Frente a um adversário difícil, pelas “trutas” que tem tanto no jogo interior como no jogo exterior, e pelo dinamismo do seu base (Schroeder) a equipa de Washington tem anotado boas impressões. Com um scorer certinho no capítulo de eficácia do lançamento (Wall coim 49,5% FG 47\95 e 53% na carreira de tiro no triplo; 8 em 15 tentativas) e outro mais irregular (os 12\50 de Bradley Beal no lançamento de 3 pontos são preocupantes mas o jogador mal ou bem consegue acrescentar sempre 20 pontos ou mais) postes que são fenomenais na defesa do jogo interior (e Dwight Howard até tem sido o fantástico rebounder que foi no passado) e na criação de “janelas” para as penetrações e lançamentos dos seus scorers nos bloqueios, a equipa revela muita serenidade e confiança na construção ofensiva, até nos momentos em que a pressão é maior em virtude de situações de desvantagem. Outro dos apontamentos interessantes desta equipa prende-se com a inteligente construção das situações de lançamento através de uma excelente rotação da bola até ao jogador que estiver livre para lançar.