Hoje escreve o Mister #5

Por Pedro Sousa, Treinador de Futebol

Bernardo tem classe em cada toque de bola, Renato tem de perceber os espaços onde se movimenta e os ritmos de jogo da própria equipa mas tem potencial enorme!
O futuro com estes e outros está assegurado!
Saiba quem gere potenciar as suas características sem olhar a cores ou outros interesses, e teremos o presente e o futuro da nossa selecção para mais uns anos no top!
Muitos não conseguem perceber, que por muito potencial que um jovem tenha, a sua inexperiência em determinados momentos num colectivo faz a diferença, ainda mais quando existem adaptações necessárias para realizar um ajuste na equipa.
Muitos perguntam: mas o que é se deve fazer nesses casos?
A Integração gradual dos mais jovens num determinado contexto colectivo, sem perder a essência ao nível da maturidade do Todo!
Quem não entender isto, tem dificuldade de perceber futebol na sua profundidade e nos pequenos pormenores..

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Desfecho infeliz no regresso de Ronaldo

No dia em que Ronaldo regressou ao arquipélago da Madeira para exibir pela primeira vez entre as suas gentes a sua classe com a camisola da selecção vestida e o troféu conquistado em França, o golo apontado pela “Lenda” não bastou para levar de vencida a “renovada” selecção sueca e não foi suficiente para apagar uma intermitente exibição da nossa selecção. Gostei muito do que vi na primeira parte. Já na 2ª confesso que não gostei de tudo o que vi.

Fernando Santos cumpriu na íntegra o plano que veio a traçar na antevisão da partida, alterando de forma substancial o elenco titular da selecção das quinas. Os jogos amigáveis, indiferentemente dos resultados, servem precisamente para os treinadores poderem dar minutos a quem não tem sido utilizado com frequência nos jogos oficiais e para acima de tudo, poderem testar novas soluções para determinadas posições, novos processos de jogo e dinâmicas que foram trabalhadas no decorrer da última semana com os jogadores. Fernando Santos utilizou o jogo, muito bem a meu ver, para preparar a participação da selecção na Taça das Confederações, testando novos modelos de jogo para poder perceber se os pode trabalhar como alternativa ao modelo de jogo base que a selecção tem apresentado desde que o seleccionador chegou ao cargo, de forma a aplicá-los como planos de recurso na prova que terá lugar no próximo verão na Rússia.   Continuar a ler “Desfecho infeliz no regresso de Ronaldo”

O Manchester City foi ao Mónaco passar umas férias e esqueceu-se dos quartos.

Resumidamente. O golo de Leroy Sané ainda disfarçou a passividade, a atitude desleixada e a falta de capacidade que a equipa demonstrou ao longo de 90% da partida e ao longo de 70% da eliminatória. O resto, bem, o resto foi uma lição de humildade e luta aplicada por uma equipa muito bem montada e muito bem organizada como é apanágio das equipas de Leonardo Jardim. O português e o principado do Mónaco estão de parabéns: o seu clube volta, 13 anos depois, ao convívio dos grandes da Europa e pode não ficar por aqui a viagem dos monegascos se a atitude competitiva demonstrada nesta eliminatória se prolongar nos quartos-de-final.

Ao contrário do que eu previa, o Manchester City não se apresentou de acordo com a identidade de jogo que sempre acompanhou Pep Guardiola ao longo do seu percurso como treinador. Com as linhas recuadas, ao invés de contrariar a estratégia que foi novamente montada por Leonardo Jardim (pressão altíssima) com linhas mais subidas e pressão mais alta, para recuperar a bola em terrenos mais altos e assim aniquilar o ímpeto inicial que era expectável por parte dos monegascos, assistimos a um City muito expectante que se deixou adormecer na sua própria teia. A equipa per si já revela muitas dificuldades a sair a jogar a partir de trás. Mais dificuldades revela quando tem a central um jogador sem rotinas para a posição de central como o é Kolarov e um jogador ineficaz a realizar transições, por clara falta de recursos, como é Fernandinho. Os monegascos trataram portanto de capitalizar todos os erros que foram cometidos pelos citizens. Aplicando uma pressão altíssima, no qual sobressaiu o posicionamento exímio das duas linhas (sempre muito próximas; sempre a dar “no osso” do adversário) e um jogador (Bakayoko; foi para mim o Homem do Jogo pela forma abnegada com que pressionou, correu, recuperou bolas, iniciou transições; enfim, encheu verdadeiramente o meio-campo), os monegascos repetiram a dose que já lhes tinha granjeado uma excelente exibição (pese embora o resultado) no City of Manchester.

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