Os golos da Champions

Peter Bosz é um homem de colhões no sítio. 

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Muitos dirão que o bloco defensivo subido (com a linha defensiva no meio-campo) apresentado pelo treinador holandês nos primeiros minutos da recepção caseira do Borussia de Dortmund ao Real Madrid é uma verdadeira estratégia de suicídio face a uma equipa que apresenta tanta qualidade de passe, mobilidade e rapidez na circulação da bola na fase de construção e dois avançados carnívoros (duas autênticas gazelas) no capítulo do ataque à profundidade. Para além do mais esta organização defensiva comporta os riscos que podemos ver no vídeo acima postado. A defesa subida abre um mar de espaço por atacar nas costas da defesa e qualquer falha de marcação pode não ter compensação possível ou pode obrigar um defesa a sair da sua marcação para fazer a compensação.

dortmund

Omer Toprak abandona a sua marcação para fazer a compensação (vulgo, dobra) a Toljan. Isto porque o lateral esquerdo internacional pelos sub-21 da Alemanha falhou por completo na marcação a Carvajal 

toljan

Eu prefiro porém qualificar a estratégia de jogo apresentada pelo técnico holandês, treinador que conduziu o Ajax à final da última edição da Liga Europa como uma prova de coragem. Coragem para obrigar o adversário a cometer erros no início da construção (perdendo a iniciativa), cumprindo uma das ideias-chave do jogo muito peculiar de Bosz: a recuperação da posse por parte da sua equipa num tempo inferior ou igual a 5 segundos. Contudo até a própria coragem tem que ter limites e efectivamente teve (aos 11″, após 2 lances de perigo no qual se evidenciaram vários erros, quer na pressão, quer na marcação, a equipa abandonou a estratégia traçada pelo treinador e baixou linhas; no segundo lance, valeu por exemplo uma rápida recuperação de Lukasz Piszczek para desviar atempadamente a assistência de Ronaldo) quando os resultados alcançados não são os resultados previamente pretendidos ou idealizados pelo treinador (este formato defensivo requer outro tipo de intensidade e agressividade na pressão; intensidade e agressividade que o Ajax de Peter Bosz efectivamente tinha e que só as equipas de Simeone e de Alegri conseguiram nos últimos anos ter nos últimos anos quando utilizaram um bloco subido frente a Barça e Real; facto que explica portanto a razão pela qual a equipa colchonera foi aquela que nos últimos anos conseguiu obter melhores resultados contra o Barça e o Real e a razão pela qual a Juve eliminou o Barça na Champions na temporada passada). No entanto fica aqui a minha nota de apreço em relação ao louco plano de jogo de Peter Bosz. E…

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O bailado de Son Heung-Min

 

O arrebatador drible do extremo sul-coreano sobre o central Sokratis Papastathopoulos numa sublime bicicleta na qual o jogador, passando a bola do pé direito para o pé esquerdo trocou por completo as voltas ao central grego e arranjou espaço para disparar aquele indefensável míssil que Roman Burki só pode ver passar. A vantagem de ser um jogador ambidestro.

Os golos do dia

Uma estreia de sonho para Ben Woodburn. Frente à selecção austríaca, na sua primeira internacionalização pelo País de Gales, o criativo extremo esquerdo de 17 anos, jogador que na temporada passada convenceu Jurgen Klopp a promovê-lo da equipa de sub-16 do clube à equipa principal manteve intactas as esperanças do País de Gales no Grupo D de qualificação. 5 minutos depois de ter entrado para o lugar de Tom Lawrence, o jovem de 17 anos conquistou os 3 pontos para os galeses com este golaço ao ângulo num remate de meia distância. Enquanto os austríacos estão praticamente eliminados (8 pontos frente aos 13 da Irlanda; selecção que hoje empatou na Geórgia), os galeses ganharam com este golo um novo balão de oxigénio na sua campanha, nas vésperas de um decisivo Sérvia vs Irlanda.

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Verticalidade, Pragmatismo e Finesse na Finalização

Como construir um golo em 8 toques. A verdadeira essência do futebol alemão resume-se a isto: cada falha do adversário é capitalizada com frieza e eficácia.

Bloco de Notas da História #21 – Lars Ricken – Dois golos que não me saem da cabeça

De vez em quando vem-me à memória, fazendo-me prender 30 ou 40 minutos numa viagem ao passado. 20 anos decorridos (como o tempo passa) sobre a grande vitória do BVB (leia-se em língua alemã BfB) na primeira edição do formato moderno da Liga dos Campeões frente à Juventus, ainda recordo com algum carinho a campanha da pragmática (para não dizer cínica; mais cínica que a Juve de Marcelo Lippi) equipa orientada por Otmar Hitzfeld. Continuar a ler “Bloco de Notas da História #21 – Lars Ricken – Dois golos que não me saem da cabeça”

Imagem do dia

O cumprimento de uma tradição! O Bayern é penta campeão alemão! E a tradição poderá prolongar-se por muitos anos se os restantes “grandes” (coloquei grandes entre aspas porque no fundo o Bayern não deixa nenhuma outra equipa da Bundesliga ser grande, pelo menos no que respeita ao nível de títulos conquistados) não fizerem algo de significativo nas próximas temporada, numa fase em que todos (Bayer de Leverkusen, Schalke, Borussia de Dortmund, Wolfsburg, Hamburgo, Borussia de Monchengladbach) parecem estar a enfrentar uma fase menos positiva onde se salienta uma certa falta de estratégia a médio\longo prazo em alguns, e renovação no caso do Wolfsburgo. Quando o mais directo perseguidor à Estrela do Sul, clube que tanto admiro pela sua organização, pela sua atitude arrogante, e pela alegria dos seus adeptos, foi o RB Leipzig (sensacional época de estreia na prova na “banda de Emil Forsberg”, jogador que sai altamente valorizado da presente temporada e que terá decerto muita gente a chateá-lo durante o verão!) até… à viragem para a Zwei Runde, creio que está tudo explicado sobre a incapacidade dos demais em construir equipas que possam ombrear com os bávaros.