Devia pedir desculpa 1000 vezes

Não admira que Fábio Cardoso (o tal que um dia foi contar aos amiguinhos da casa do benfica lá da terra que o Islam Slimani “não fez farinha” com ele em Paços “porque passou os 90 minutos a insultá-lo de terrorista e porco magrebino”) tenha andado lá pelo meio, a pedir, em bom português (de Águeda) “tem calma” ao rapaz que minutos antes teve o dislate de lhe dar banhinho de imersão com direito a duche escocês e a shampoo Ten Voss.

P.S: Ver o Bruno Alves lá no meio a fazer papel de pacificador causou-me alguma estranheza, para não dizer impressão. Bruno Alves é um homem mudado. Ou então, o planeta terra não é redondo nem tem a forma de uma esfera, é um paralelepípedo. O central não deve andar a comer neeps and tatties em Glasgow. Os níveis de raiva no sangue devem estar em mínimos históricos. Há 10 anos atrás, numa situação destas, Bruno Alves resolvia o assunto (sem o árbitro ver; mesmo que visse, paciência!!) com uma boa joelhada nas costas do adversário, um torcer de braços, 2 dedos no olho do colega do lado e uma cabeçada na fuças para acabar com as fitas. 

P.S2: Já agora, o autor do golo foi o avançado Simon Murray. À primeira vista, o gajo até parece ter um pé esquerdo abençoado. Quando vamos ver o currículo é que é pior!

Anúncios

Portugal 0-0 Chile (0-3 gp) – A sorte não dura para sempre, Engenheiro

Foi correcto. Correctíssimo. O resultado final. Ao fim de dois anos, e um Europeu conquistado com base no critério “sabe-se-lá como”, ainda ninguém percebeu (dou um pacote de gomas a quem me explicar) qual é o futebol desta equipa. Por vezes assistimos ao chutão para a frente à procura do Ronaldo, noutras, na sua esmagadora maioria, assistimos a um processo básico de abertura para as alas para que os extremos cruzem à procura do Ronaldo.

Foram pelo menos 90 minutos de abordagem tinhosa ao jogo, escolhas que não fazem o mínimo sentido (André Gomes, p.e), precipitação nos momentos de recuperação de bola, falta de critério na construção ofensiva,falta de criatividade no último terço, substituições realizadas tarde e a más horas, falta de paciência na construção ofensiva, unidades a jogar longe uma das outras, dois avançados a sair fora da área (falta de presença na área), incapacidade em ganhar as 2ªas bolas, um jogador que pede licença à perna esquerda para fuzilar com a direita (sempre por cima) quando consegue aparecer bem a ganhar a 2ª bola à entrada da área, um defesa esquerdo que permitiu constantemente ao lateral contrário a colocação de cruzamentos porque, vá-se lá imaginar, cola-se aos centrais, um falso esquerdo que raramente acompanha o opositor contrário, Um central de bota e bira (britânico) sem ponta de classe. Salvou-se o William pela capacidade que teve em retirar a bola das zonas de pressão para lançar o ataque.

Este é o resumo crítico mais lato de uma eliminação em que podemos dizer sem qualquer pejo que ficou muito por fazer face a uma selecção que apresentou processos de jogo bem mais vincados que os nossos, bem mais trabalhados que os nossos, mais intensidade nos momentos de pressão (infernal, a meio-campo; daí o facto de ter salientado a exibição de William Carvalho), mais organização defensiva (muito mais) e mais perigosa no capítulo ofensivo. Continuar a ler “Portugal 0-0 Chile (0-3 gp) – A sorte não dura para sempre, Engenheiro”

Portugal 4-0 Nova Zelândia – Passeata em São Petersburgo

15 minutos finais de aceitável futebol permitiram à selecção confirmar o apuramento na primeira posição do grupo num jogo em que os restantes 75 não foram verdadeiramente aceitáveis face ao adversário que defrontámos em São Petersburgo. Perante um adversário tão inofensivo que só construiu 2 situações de golo em 2 lances oferecidos pelos centrais e pelo guarda-redes português, e tão débil do ponto de vista defensivo, o jogo contra os neozelandeses deveria ter sido facilmente solucionado no primeiro tempo com uma goleada se não tivessem existido alguns dos erros a que este elenco nos tem habituado. Continuar a ler “Portugal 4-0 Nova Zelândia – Passeata em São Petersburgo”