O futebol de altíssimo quilate praticado pelo Manchester City frente ao Burnley

Para preencher as horas mortas dos aficionados que visitam diariamente este blog, (o meu obrigado!) deixo-vos aqui alguns momentos do meu “atípico” sábado (confesso que neste sábado só vi “partida e meia”; felizmente, pude ver, na íntegra, os 90 minutos da partida disputada entre o Manchester City e o Burnley e a primeira parte do FC Porto frente ao Paços de Ferreira) pouco desportivo:

Jogada 1

No meu humilde entendimento esta foi a jogada que melhor resume a filosofia de jogo  operacionalizada por Pep Guardiola nos Citizens. Em 22 segundos, 4 passes e 16 toques na bola (contando com os 9 toques dados por Bernardo Silva naquela admirável arrancada na qual o internacional português meteu a linha média do Burnley no bolso) os citizens fizeram chegar a bola da entrada da sua área à área adversária? Futebol minimalista? Não. Este futebol muito que se lhe diga ao nível de dinâmicas:  Continuar a ler “O futebol de altíssimo quilate praticado pelo Manchester City frente ao Burnley”

Anúncios

Para quando uma investigação a toda a linha em Portugal?

O médio de 34 anos do Burnley Joey Barton (internacional inglês em 1 ocasião) foi hoje suspenso por 18 meses e multado em 35 mil euros pela FA devido ao facto de ter violado as regras daquele organismo no que respeita à realização de apostas desportivas por parte de atletas profissionais. Durante 10 anos, Barton realizou mais de 1200 apostas em jogos de futebol numa plataforma online e sensivelmente 15000 apostas no global, realizando uma média de 177 euros por aposta realizada, inclusive contra as equipas onde alinhou.

Não lamento a decisão. Apesar do jogador ter considerado a decisão injusta e de ter apresentado ao organismo um relatório médico que confirma o seu vício pelo jogo, o desfecho obtido hoje (o fim da carreira) foi o desfecho para o qual trabalhou o jogador durante vários anos. Perdeu-se uma carreira interessante (não se pode dizer que o jogador passou ao lado de uma grande carreira porque nunca teve futebol para “ter uma grande carreira”) por falta de cabeça do próprio e a bem da verdade, ainda muito aguentaram os clubes que lhe deram sucessivas oportunidades para se reerguer quando ninguém “apostava” num jogador que era sistematicamente notícia de jornal pelos piores motivos.

Contudo, a decisão da FA, assim como a investigação movida pelo organismo contra o jogador, move-me para o cenário português. Quando é que as autoridades responsáveis (pela lei; Decreto-Lei 66\2015) pelo controlo, inspecção, regulação, prevenção e punição de eventuais práticas ilícitas que possam ser realizadas em matérias de apostas desportivas (o Turismo de Portugal através do seu Serviço de Inspecção e Regulação dos jogos; as autoridades policiais) promovem uma investigação a toda a linha para detectar ou despistar a participação de agentes desportivos (jogadores, treinadores e dirigentes) neste tipo de fenómenos? Quando é que poderemos finalmente perceber o que é que se passa na 2ª liga? Quando é que poderemos ter a certeza de que os espectáculos que compramos não são viciados pelos próprios intervenientes?