Vuelta – 4ª etapa – Quickstep: uma máquina a fabricar vitórias

A actual líder do Ranking UCI é uma verdadeira máquina a fabricar vitórias. A vitória na 4ª etapa de Matteo Trentin (com esta vitória o ciclista italiano completa o pleno de vitórias nas 3 grandes voltas; já tinha conquistado 2 vitórias no Tour nas edições de 2013 e 2014 e uma vitória de etapa no Giro na edição de 2016 da prova italiana) em Engordany, Catalunha, representou o 53º triunfo de temporada (2 gerais individuais; 9 gerais de prémios categorizados; 41 etapas\provas de um dia) da formação belga comandada por Patrick Lefévère. Das 4 etapas até agora disputadas na prova espanhola, a Quickstep levou 2.

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A imagem do dia

O belga Victor Campanaerts é novo campeão europeu de contra-relógio. Numa prova muita longa (46 km) que foi dificultada em vários pontos pelo vento que se fez sentir, o belga, ciclista que representa a Lotto-Jumbo NL conseguiu bater o principal favorito Maciej Bodnar (Polónia\Bora; ciclista que ainda recentemente venceu o segundo contra-relógio do Tour em Marselha) por 2 escassos segundos. Com uma postura corporal exímia, o belga fez os 46 km literalmente a fundo com uma média horária de 51,880 km\h. Tanto Campanaerts como Bodnar ultrapassaram a barreira dos 50,5 km\h da previsão mais optimista que foi feita pela organização.

Tiago Machado fez um resultado muito interessante (11º a 1.57m) que poderia ter sido bastante melhor se o vento tivesse dado tréguas na parte final. Com condições atmosféricas menos adversas, o “Homem do Bigode” poderia ter realizado facilmente um lugar nos 6 primeiros. Se Nelson Oliveira tivesse vindo ao contra-relógio, tenho a certeza que teria condições para lutar por um dos lugares no pódio. Rafael Reis fez um honroso 24º lugar numa prova onde as forças lhe faltaram a meio do percurso. Pouco habituado a cronos longos, o ciclista da Caja Rural veio a Herning ganhar um precioso ponto de experiência para o futuro. Para o ano estou certo que o atleta voltará mais forte e mais ciente dos erros que não deve cometer para poder finalizar a prova dentro dos 20 primeiros.

Albasini vence a 2ª etapa da Volta ao País Basco

Como referi ontem no post relativo à 1ª etapa da prova, a Orica tinha no ciclista suiço um dos possíveis candidatos a uma vitória de etapa. Na trabalhosa chegada a Eltziego, o all-arounder da equipa australiana agradeceu o esforço da sua equipa na protecção garantida na parte final face às últimas dificuldades do dia (a ligeira inclinação de acesso à cidadela de Eltziego; a possibilidade de abanicos) e sprintou como se não houvesse amanhã para ganhar a tirada.

A etapa de ontem trouxe apenas espectacularidade na parte final. Anulada a fuga do dia, composta por Fabricio Ferrari da Caja Rural e Luis Angel Mate da Cofidis (mais uma vez as duas equipas aproveitaram o momento para colocar literalmente “publicidade” durante horas na frente dos telespectadores da prova) as equipas dos candidatos e dos finalizadores presentes na prova, voltaram a ir para a frente do pelotão para controlar a corrida e posicionar bem os seus corredores com aspirações. Solto de responsabilidades em virtude do tempo que perdeu com o furo na primeira etapa, Julian Alaphillipe apareceu na frente do pelotão a acelerar o ritmo para arrepiar caminho para o sprinter que a Quickstep levou para o País Basco: o argentino Mauro Richeze. O ciclista argentino intrometeu-se no sprint final mas não teve pernas (no fundo ninguém teve) para a pica de Michael Albasini. Numa chegada muito técnica em curva, o suiço demonstrou que levava a lição bem estudada de casa ao lançar o seu sprint na viragem, antes dos 150 metros para a linha de chegada quando toda a concorrência previa o lançamento do sprint depois da placa dos 150 metros.

Volta ao País Basco: o azar de Julian Alaphillipe e a vitória de Michael Matthews

A sempre difícil e muito técnica chegada a Sarriguren trouxe espectáculo a uma etapa disputada “nas calmas”. Numa etapa disputada a um ritmo muito baixo, com um trio de fugitivos relativamente perigoso na frente (Igor Anton da Dimension Data, um ciclista que conhece muito bem o terreno que pisa e que poderia ser perigoso caso o deixassem chegar na frente à meta; acompanhado por Luis Mas Bonet, um ciclista perito em fugas e por Yoann Bagot da Cofidis) foi a Sunweb de Michael Matthews assumiu lá atrás no pelotão grande parte das despesas de perseguição e de aproximação ao técnico desfecho da etapa nos seus 5 km finais.

As acentuadas viragens que os ciclistas tiveram que realizar, acompanhadas pela entrada numa faixa de estrada muito estreita (em ligeira inclinação) a fazer lembrar as estradas das clássicas que se estão a disputar neste preciso momento na Flandres obrigaram as equipas dos candidatos à vitória na geral individual a colocar os seus líderes na dianteira do pelotão de maneira a poderem em primeiro lugar ter condições para atacar na parte final se fosse esse o seu desiderato, e em segundo a evitar uma eventual queda que pudesse ocorrer no seio do pelotão.

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