O golo do dia – Rashford deu cor a um jogo cinzento

De Marcus Rashford, numa meia-final cinzentona de Liga Europa que valeu pela sua exibição e pelas exibições do guardião do Celta Sérgio Alvares (5 grandes defesas) e pela exibição de Pione Sisto (o mais sereno e inconformado dos “jogadores galegos”) apesar do extremo dinamarquês de origem sul-sudanesa ter sido obrigado a vir buscar o jogo ao meio-campo (perante a sempre apertada marcação de António Valência) durante grande parte da partida, e de ter acabado o jogo no corredor central a organizar o jogo da equipa por pura incapacidade demonstrada essencialmente por Pablo Hernandez em construir e interligar jogo entre sectores. Continuar a ler “O golo do dia – Rashford deu cor a um jogo cinzento”

Onde é que esteve este Enzo Perez durante estes últimos dois anos?

Onde é que esteve o “mestre das transições”, o homem que acelerava o jogo a meio-campo como ninguém? Onde é que esteve o centrocampista criativo que não tem medo de furar as linhas de pressão adversárias quando os colegas não dão linhas de passe? Onde é que esteve o médio que vê oportunidades onde poucos são aqueles que vêem uma nesga de espaço para rasgar e para desequilibrar?

Quando o jogador se decidiu mudar para Valência percebi imediatamente que estava a cometer um erro gigantesco. Um jogador desta qualidade, jogador que na altura tinha toda a Europa do futebol aos seus pés, não pode pura e simplesmente olhar para os projectos de acordo com os números que lhe são projectados para a frente. Toda a gente sabia que Enzo Perez ia literalmente mudar de cavalo para burro. Existem jogadores a quem dá vontade de bater por serem estúpidos ao ponto de não perceberem (para além dos números cifrados no contrato) que a equipa para onde vão não tem ambições, não tem estrutura, não tem organização, não tem um treinador adequado que possa promover evolução (muitas das vezes o próprio treinador não pede aqueles jogadores; se não os pede e são impingidos, pura e simplesmente arrumam na prateleira) não enquadram num determinado modelo de jogo, não têm uma equipa capaz de lutar por títulos ou por grandes feitos. Porque no fundo toda a gente com dois palminhos de testa e algum conhecimento saberá como é que irá terminar o ciclo de Peter Lim no Valência. Não há que enganar: o Valência terminará no fundo, desportiva e financeiramente.

P.S: Bom anotamento técnico de Carlos Soler.