O tendão de aquiles dos sistemas de pressão alta

Na primeira parte do jogo disputado ontem entre Arsenal e Chelsea (Community Shield) houve um momento bem interessante no qual os Gunners conseguiram contornar (com bastante estilo e eficácia) a pressão alta realizada pelos homens da formação orientada por António Conte.  Continuar a ler “O tendão de aquiles dos sistemas de pressão alta”

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O golo do dia

Do que tenho visto da participação do Inter na International Champions Cup, ou muito me engano ou Luciano Spaletti está a alimentar um verdadeiro, produto e proficiente “cavalão de corrida” para o contra-ataque. Continuar a ler “O golo do dia”

O golo do dia

O trabalho em drible de Franck Ribèry sobre o defesa para a linha de fundo foi mais uma amostra daquele movimento patenteado a que o francês nos habituou na última década. Aos 34 anos, o veterano jogador gaulês aparece com um enorme fulgor físico nesta pré-temporada.  A acção técnica de cruzamento foi deslumbrante.

Bom ataque à bola de James ao primeiro poste. Com o seu movimento de antecipação, o colombiano (jogador que ao longo da pré-temporada tem ganho outra dimensão neste Bayern; aparece mais vezes em zona de finalização) bloqueou a acção de Gary Cahill (poderia ter saído para interceptar o cruzamento) e criou a oportunidade para Muller finalizar a jogada.

 

 

 

Antonio Rudiger

Confesso que quando vi pela primeira vez o central alemão a jogar pela Roma (15\16) foi um jogador que me demorou muito a convencer. A impetuosidade, a extrema agressividade aplicada sobre o adversário e as fifias que o central alemão cometia esporadicamente levavam-me a pensar que estavam perante um daqueles cepos extremos que não chegariam a lugar algum. Com o tempo, fui-me apercebendo que o jogador foi melhorado nos aspectos em que deveria ter sido melhorado: é menos impetuoso e menos agressivo por dá aquela palha (confesso que odeio aqueles centrais que só sabem bater, não revelando qualquer inteligência na abordagem aos lances), mais assertivo no desarme (impõe o físico e desarma sempre com o intuito de jogar a bola), mais ágil do que aquilo que era, mais esclarecido na saída a jogar (chegando até a cometer alguns loucuras para um central quando se aventura com bola em velocidade pelo meio-campo da equipa adversária; na equipa para onde vai jogar, pode ser uma característica muito positiva porque os centrais de Antonio Conte são centrais muito ofensivos; tomemos o exemplo de Cesar Azpilicueta; o espanhol está sempre subido no terreno a apoiar as acções dos corredores e executa vários remates de meia distância por jogo) pese embora o facto de continuar a ser um jogador tecnicamente modesto, e um jogador que usa e abusa do passe longo nas saídas de jogo.  Continuar a ler “Antonio Rudiger”

Análise – Final da FA Cup – Arsenal 2-1 Chelsea

2 anos depois da última conquista da competição, Arséne Wenger volta a conquistar a Taça de Inglaterra. No maravilhoso palco de Wembley, as duas equipas de Londres ofereceram-nos um daqueles espectáculos de encher o olho. O Arsenal finalizou uma temporada muito difícil da melhor forma, realizando uma extraordinária exibição contra o campeão em título, o Chelsea de Antonio Conte. O resultado de 2-1 acabou por não espelhar a predominância dos Gunners numa partida em que a formação de Antonio Conte cometeu muitos erros defensivos e foi-se deixando enredar na fabulosa teia estratégica tecida pelo treinador gaulês do Arsenal.

Olivier Giroud e Aaron Ramsey acabaram por ser os heróis da partida, num desafio em que sinceramente foi-me bastante difícil atribuir uma menção honrosa em virtude da prestação incrível de várias unidades do Arsenal. Num dos primeiros toques na bola após a sua entrada para o lugar do desequilibrador Danny Welbeck, o francês assistiu o galês para o golo da vitória, quebrando por completo um ligeiro ascendente do Chelsea (reduzido a 10 por expulsão de Victor Moses) no jogo.

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Conte, um Treinador com T grande

Com o título inglês obtido na noite de hoje, estou em crer que Antonio Conte solidificou finalmente a sua posição como um dos melhores treinadores do panorama mundial, faltando-lhe apenas neste momento uma conquista europeia, patamar que deverá decerto ser marcado como o grande objectivo do treinador do Chelsea para as próximas temporadas. No espaço de 8 anos, Conte saltou de uma vitória na Série B italiana com o Bari para a conquista do seu “4º título nacional”, vencendo o primeiro título fora de portas e, fora do espartilho de superioridade em que se encontra desde há vários anos a esta parte a Juventus no cenário italiano. Se os 3 títulos alcançados com a Juve se explicaram em parte pela superioridade de plantel dos bianconeri em relação aos restantes planteis das equipas da série A, o título inglês foi diferente porque revelou um treinador capaz de triunfar num cenário caótico com recurso a ideias muito bem cimentadas que se podem facilmente explicar em vários pontos: Continuar a ler “Conte, um Treinador com T grande”

Análise: West Bromwich Albion 0-1 Chelsea – Batshuayi torna-se o herói do 6º título dos Blues

O futebol também é feito de heróis improváveis! O belga Michy Batshuayi acabou de escrever o seu nome em mais uma página de história do Chelsea, ao apontar o golo que garantiu, com alguma emoção à mistura, o título dos londrinos. Quando todos já previam (face à excelente postura defensiva apresentada durante toda a partida pelo West Bromwich Albion de Tony Pulis) o adiamentos dos festejos dos londrinos para a próxima segunda-feira, dia em que o Chelsea cumpre o jogo que tem em atraso frente ao Watford, o belga, jogador que andou grande parte da época escondido no banco de António Conte durante o seu ano de estreia na Premier, saltou deste, na 2ª parte, para marcar o golo de uma vitória que conquista o 6º título de campeão para a formação londrina.
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