O Bloco de Notas da História #8

O “queniano” faz hoje 30 anos! É pena que Ramires, uma das adaptações bem sucedidas de Jorge Jesus nos primeiros anos no Benfica, se tenha retirado do futebol europeu tão cedo. Para a memória colectiva fica o golaço do internacional pela canarinha ao Barcelona, naquele eléctrico desafio em Nou Camp que valeu a passagem à final da prova (e consequentemente a vitória na prova nessa final) aos Blues de Roberto DiMatteo.

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Sobre a magnífica exibição de Eden Hazard no jogo de ontem

É deveras bom ver a magia e o altruísmo do belga em campo. Adaptar a estética natural do seu enfeitiçador dribbling curto de bola coladinha ao pé (como se a bota fosse oleada com margarina) e a sua constante dinâmica à procura de ter a bola nos pés para criar e para resolver à objectividade que qualquer treinador pretende para um jogador daquela posição é o jogo que se pretende do belga. Com Conte Hazard cresceu. Está menos individualista, está a tomar melhores decisões, se bem que por vezes, no capítulo do remate ainda tem tendência a ser “brinca-na areia” quando deveria ser mais pragmático.

Foi Hazard quem desbloqueou o jogo quando conseguiu arrancar a expulsão a Ander Herrera. Com a expulsão (fez em água a cabeça do médio basco) permitiu duas coisas muito simples à equipa: a subida de linhas (subida que permitiu a Ngolo Kanté e Matic avançar em campo; e o francês revelou-se mais uma vez, funcionando quase como um construtor de jogo) e uma noite mais ou menos descansada à sua dupla de centrais. Nos primeiros minutos da partida denotou-se que os centrais do Chelsea estavam a ter dificuldades para definir o seu posicionamento e as suas funções sempre que Paul Pogba  conseguia lançar o contra-ataque em profundidade. Nos 2 ou 3 lances em que Mkhytarian ou Rashford foram lançados ou conseguiram arrancar em velocidade no 1×1\1×2 contra os centrais do Chelsea, David Luiz e Gary Cahill tremeram como varas verdes.