Fear the beard!

O indomável Barbas “contra-ataca” sem piedade, mais sequioso, mais efectivo no lançamento, mais altruísta e com um maior sentido de colectivo (não podemos sonegar para este efeito a qualidade de matéria prima que a equipa possui tanto no jogo exterior como no jogo interior bem como o facto desta ser uma equipa de continuidade, ou seja, uma equipa com rotinas bem trabalhadas ao longo dos últimos 2 anos) do que nunca! Contudo, o nível a que se tem exibido o base dos Rockets nos primeiros 10 jogos da longa temporada regular que se avizinha no horizonte até Abril ainda não é sinónimo da conquista do título mas sim um bom indicador.

A ambição de vir a vencer o prémio de MVP da fase regular está lá, a vontade de trabalhar ainda mais em prol do colectivo (equilibrando esta responsabilidade com a responsabilidade individual que lhe assiste enquanto front-man da equipa) também está lá no sítio (Eric Gordon nunca facturou tanto ao longo da sua carreira como está a facturar com Harden ao lado; Ryan Anderson e Trevor Ariza estão a conseguir atingir paultinamente os melhores números individuais alcançados nas melhores fases das suas carreiras; o poste Nênê Hilário está a gastar “a sua 7ª vida na Liga”) e do ponto de vista colectivo denota-se a olho nu que os Rockets estão preparadíssimos para finalmente se assumirem como candidatos à vitória na Conferência e às finais. Contudo, até aos playoffs, muita água pode rolar debaixo da ponte. Nenhum jogador\equipa está imune a dois dos factores (lesões\fadiga acumulada\pico de forma física; porque existem efectivamente jogadores que só começam a extrair o seu melhor rendimento em determinadas alturas da temporada\outros são os que ganhando alguma confiança ao longo da temporada, transformam-se literalmente da “água para o vinho”) que ajudam a definir temporadas, mas, até neste aspecto, Houston precaveu-se bem. Qualquer lesão que Harden possa vir a ter ao longo da temporada poderá vir a ser limitada em termos de efeitos pela entrada de Chris Paul no 5 base. Palavra de honra: ter dois dos melhores bases da história desta década na mesma equipa é um verdadeiro crime!

Bloco de Notas da História #17 – O Adeus do Sr. Verdade

Jogadores deste calibre deveriam ser eternos.

O jogo 7 da série (de 1ª ronda) Clippers vs Jazz marcou a despedida de um dos grandes ícones do basquetebol “da minha geração” – Paul Pierce despediu-se da modalidade aos 39 anos. O base Chris Paul ainda tentou, no sábado, à última da hora, perante o cenário de adversidade colocado pela equipa do Estado de Utah, tentar sossegar a nação dos Clippers na antevéspera do decisivo jogo contra os Jazz, ao afirmar que Pierce poderia estar descansado porque este não seria o seu último jogo na Liga. The Truth, deixa para trás um rasto indelével de uma carreira marcada pelo título conquistado em 2008 com o chamado “Big Three” (com Kevin Garnett e Ray Allen; eu cá chamo-lhe Big Four porque não nos podemos esquecer da influência que Rajon Rondo adquiriu dentro da equipa durante essa campanha) de Boston, pela distinção como MVP das finais desse ano e por várias presenças em All-Star Games. Ao mesmo tempo, o jogador retira-se como o 18º jogador com mais pontos somados na história da NBA.
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O feitiço de Chris Paul

No jogo desta madrugada frente ao Denver Nuggets. Repare-se no drible e na finta de passe que o base dos Clippers faz para baralhar o adversário, para numa segunda acção subir e lançar com êxito.

Chris Paul e o seu colega de equipa Blake Griffin são as grandes incógnitas para o mercado de verão da próxima época visto que se poderão tornar free-agents se assim o desejarem. Apesar de ambos terem mais uma temporada opcional de contrato com o franchise de Los Angeles, no final da época, os dois jogadores possuem a prerrogativa de accionar ou não essa temporada opcional. Se não pretenderem accionar essa cláusula, poderão transferir-se livremente para qualquer outro franchise da Liga. Pretendentes à dupla não faltam e eu creio que a equipa que quiser levar o base também terá todo o interesse em levar Griffin pela química que foi construída pelos dois jogadores nos últimos 6 anos em LA.

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