Como é que alguém pode tomar Paulo Pereira Cristóvão como uma pessoa séria?

paulo cristóvão

Se compararmos esta frase com a que hoje foi proferida pelo próprio neste comunicado – “É unicamente nessa circunstância que publicamente dou resposta aquele empregado do meu clube do coração de há mais de quatro décadas e meia e sempre com quotas pagas, ao contrário do citado azevedo de carvalho.” facilmente depreendemos que a coerência não faz parte da arte da retórica deste assumido e perigoso facho. 

Em que é que ficamos? O Sporting é um clube de “virgens ofendidas” ou é o clube do coração? É que cá na minha ideia, quem ama intensamente um clube, tem dois dedinhos de testa e um palmo de coração para fazer a devida separação entre a Instituição e os dirigentes que por lá passam… Paulo Pereira Cristóvão continua fiel ao seu estilo: uma cavalgadura!

Quem é que é capaz de atestar a veracidade, a idoneidade, a honra e até a dignidade deste senhor:

  • Sabendo que o dito, revestido de legitimidade conferida pelos sócios do clube (pessoas honestas e honradas, que na sua boa fé, durante o acto eleitoral, acreditaram na honestidade do seu carácter e na franqueza e seriedade do projecto defendido pela sua escumalha, projecto que viria a arruinar com o clube desportiva e financeiramente 2 anos mais tarde) manchou irreversivelmente a honra e a dignidade de uma Instituição secular de utilidade pública, histórica e mundialmente famosa (tida como um exemplo a seguir ao nível do respeito pelos mais basilares princípios e valores que norteiam a actividade desportiva) quando auto denunciou a prática de um crime (o suborno de um “árbitro”) que viola de forma grosseira (e dolosa) todos esses princípios e valores.
  • Sabendo que em virtude dos crimes cometidos (foram provados em tribunal dois crimes de peculato, um de acesso ilegítimo e um de denúncia caluniosa) Paulo Pereira Cristóvão foi efectivamente condenado a uma pena suspensa de 4 anos e meio de prisão, acrescida do pagamento de uma indemnização a favor do estado (no fundo, da sociedade) no valor de 40 mil euros, indemnização entretanto reduzida pelo bondoso juiz encarregue do processo para 25 mil.
  • Sabendo que Paulo Pereira Cristóvão instituiu, em benefício próprio, através de uma das suas múltiplas empresas de inteligência e espionagem, uma prática de espionagem junto de vários elementos da estrutura do futebol profissional, prática ilegal que violou reiteradamente e com dolo, alguns dos direitos, liberdades e garantias constitucionalmente garantidos a todos os cidadãos nacionais ou estrangeiros que residam em solo português.
  • Sabendo que Paulo Pereira Cristóvão foi acusado de instituir esse mesmo sistema junto de dirigentes de outros clubes e árbitros para lhes poder sacar informações do seu foro privado, sistema pelo qual terá que pagar uma indeminizaçao de 17500 euros a 35 cidadãos a título de reparação de danos não-patrimoniais por devassa da vida privada.
  • Sabendo que noutro processo actualmente em curso na justiça, Paulo Pereira Cristóvão foi constituído arguido pelo Ministério Público por alegadamente se ter constituído como o cabecilha de um esquema criminoso que visava o assalto à mão armada de residências nos concelhos de Cascais e Sintra.
  • Sabendo que segundo as conclusões a auditoria forense que foi realizada a pedido da actual direcção do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão está directamente indiciado da prática de gestão danosa em vários dossiers.
  • Sabendo que, Paulo Pereira Cristóvão anuiu por escrito a aquisição de três jogadores (Alberto Rodriguez, Jeffren Suárez, Luís Aguiar) sem que estes tenham feito os habituais exames médicos prévios.
  • Sabendo que, Paulo Pereira Cristóvão autorizou, enquanto vice-presidente do clube responsável pela pasta do Património e das Infraestruturas do Clube, a colocação (em pleno corredor de acesso aos balneários do Estádio José de Alvalade) de imagens nas quais se puderam ver cruzes suásticas tatuadas nos braços de membros de um grupo organizado ligado a movimentos de ideologia neo-nazi, movimentos cuja constituição é, desde 1974, expressamente proibida pela Constituição da República Portuguesa. A esse respeito ficam aqui as palavras proferidas por Vicente de Moura no dia em que viu a dita “obra de arte” de cariz político-ideológico:  “Tenho dificuldade em acreditar que as fotografias que me enviou tenham sido colocadas nos corredores de acesso aos balneários onde se equipam os clubes visitantes no estádio do Sporting. O clube sempre pautou a sua conduta pela hospitalidade e confraternização com equipas adversárias, não confundindo a saudável rivalidade desportiva com guerras entre facções de adeptos”
  • Sabendo que, Paulo Pereira Cristóvão, é um antigo inspector da Polícia Judiciária afastado do cargo devido ao facto de ter espancado sem dó nem piedade uma detida preventiva, facto que violou todas as convenções relativas aos Direitos do Homem.
  • Sabendo que, no exercício das suas funções enquanto inspector de uma força de segurança pertencente à coisa pública, paga com o dinheiro de todos nós, Paulo Pereira Cristóvão foi acusado de violação. 
  • Sabendo que, no exercício das mesmas funções no Departamento de Crime Económico Paulo Pereira Cristóvão foi acusado de desvio de dinheiro apreendido numa rusga policial.

Posto isto, volto a perguntar: quem é que acredita numa palavra que saia da boca deste senhor? Quem é que acredita na idoneidade deste cavalheiro? Vou mais longe: como é que, face à quantidade abismal de crimes pelos quais já foi condenado ao longo da vida, este senhor continua a pavonear-se livremente pelas ruas de Lisboa qual justiceiro da moral e dos bons costumes? Como é que este gajo, depois do mal que fez ao clube, ainda tem lata (é preciso realmente ter muita falta de vergonha na cara) de cirandar na Rua Fernando da Fonseca? Como é que um canalha destes, um psicopata puro, ainda não foi preso ou encerrado compulsivamente numa dependência psiquiátrica?

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Até onde se estende a teia de Vieira? – Na Mouche!

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Fonte: Revista Sábado

Já nas bancas, a revista sábado (poderá ler aqui o artigo na íntegra no Mister do Café) apresenta uma reportagem de altíssimo interesse público sobre a esfera de influências que age a mando de Vieira na Magistratura. Segundo a publicação, “a intenção da PJ esbarrou ao ser negados os pedidos de mandados judiciais” por parte do juiz em causa, indo de encontro (parcialmente; noutras questões por mim levantadas quanto ao trabalho da Unidade de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, ficámos finalmente a saber que este departamento está a fazer tudo o que legalmente está ao seu alcance para dar novos desenvolvimentos à investigação)  ao que escrevi aqui recentemente: 

“Estas revelações levam-me a colocar esta pertinente questão: quantos funcionários judiciais, inspectores, procuradores e magistrados poderá ter o presidente do Benfica no seu payroll? Quantos destes elementos poderão encontrar-se devidamente subornados pelo Benfica para tudo revelar, nada mexer, nada remexer, nada investigar, nada concluir, não condenar? Até onde vai a extensão do poder, da influência e do dinheiro do presidente do Benfica? Até ao governo?”

O estranho comportamento do juiz Jorge Marques Antunes deveria suscitar a abertura imediata de um processo de investigação por parte da Procuradoria Geral da República porque ou muito me engano ou temos aqui, neste acto, um possível crime de denegação de justiça, crime que é punido pela lei no artigo 389º do Código Penal.

Noutro âmbito, numa reunião alegadamente presenciada no Estádio da Luz por 10 advogados de várias firmas de advogados com ligações próximas ao Benfica, diz a Sábado que Paulo Gonçalves, assessor jurídico do Benfica, revelou informações confidenciais dos inquéritos realizados pela Polícia Judiciária ao caso dos emails. Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira tiveram acesso a informação confidencial do Ministério Público e da Polícia Judiciária com a conivência de um ou mais funcionários destas instituições. Com a informação hoje divulgada pela Revista Sábado, só posso portanto concluir que acusações lançadas no post anteriormente escrito tocaram na mouche do questão: existe efectivamente nas várias instituições policiais e judiciais deste país uma enorme teia controlada por Vieira para seu benefício ou benefício do Benfica. Os tentáculos do polvo estendem-se portanto para além das instituições desportivas, ameaçando gravemente os princípios basilares do Estado de Direito instituído neste país, no que concerne ao designado “império da lei” – a eventual denegação da justiça praticada pelo juiz em causa é uma violação clara a este princípio, na medida, em que compete aos agentes do estado tomar todas as medidas que se considerem necessárias, legitimas e legitimadas pela própria lei para se fazer cumprir a aplicação da legislação produzida pelos órgãos de soberania competentes para o efeito.

Quando a melhor e a única defesa possível, é o ataque

Se o “Benfica está forte, unido e coeso”, e “tem total abertura para facilitar acesso a toda a informação, tem as portas abertas e está tranquilo, quer que se investigue a fundo” (Luis Bernardo, Benfica TV, 16-06-2017) interrogo-me se realmente existe a necessidade de contra-atacar através da abertura de reabertura de processos do passado\novos processos na justiça desportiva e na justiça civil contra os rivais, quando uma bem preparada e executada defesa é um dos elementos basilares de um processo justo, e uma enorme garantia de transparência e idoneidade dos acusados se a acusação for dada analisada (ou até julgada) como desprovida de fundamento ou de provas que a justifiquem.

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Conteúdo repugnante

via Mister do Café

Ouvi com muita atenção tudo o que foi dito por Francisco J Marques no Porto Canal ao longo das últimas semanas. Se na semana passada ainda coloquei aqui neste espaço um leque de interrogações acerca da veracidade e da legalidade dos conteúdos reproduzidos, porque cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém e, porque, por outro lado sempre acreditei que o Benfica seria capaz de mexer a sua eficaz máquina de contra-informação para colocar o assunto rapidamente em banho maria, hoje começo a ter poucas duvidas: se o director de comunicação do Porto continua a drenar o imenso e nauseabundo pus que brota da cavernosa cavidade encarnada, é porque está absolutamente ciente que o pode fazer. Ultrapassadas as dúvidas quanto à legalidade do acto, resta-nos tentar perceber o que é a FPF e a Liga vão fazer com este abjecto dossier. A confirmar-se como verdadeiro o conteúdo deste email, não restará à Federação outra solução de actuação diferente daquela que está prevista no artigo 65 do seu regulamento disciplinar. Continuar a ler “Conteúdo repugnante”