Análise: Juventus 2-1 Mónaco – Mais uma lição de bom futebol

Splendido! Suntuoso! Perfetto lavoro! A Juventus chega pela 2ª vez nas últimas 3 temporadas à final da Champions, carimbando a maravilhosa exibição no Stade Louis II com uma excelente primeira parte no Juventus Stadium. O Millenium de Cardiff será o palco onde os bianconeri jogarão novamente os sonhos de uma década.

A vitória da Juve nesta eliminatória, frente um Mónaco que ficou aquém das expectativas que foram naturalmente depositadas em função dos resultados que a turma de Leonardo Jardim acumulou nas anteriores eliminatórias, alicerçou-se essencialmente em factores: comportamento defensivo, rigor táctico e uma ampla capacidade de fazer a diferença no ataque através do “ataque posicional” (os jogadores aparecerem nas posições em que devem estar) nas saídas rápidas para o contra-ataque.
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Análise: Mónaco 0-2 Juventus – Um trio mortífero!

O topo do cinismo ou o topo da inteligência na gestão de um jogo? Esta é a pergunta de partida que deixo no início desta crónica para que os leitores possam reflectir sobre o que se passou no jogo desta noite no Estádio Louis II. Uns dirão que a Juventus foi uma equipa cínica que viveu no erro do adversário, aproveitando os erros adversários para criar as jogadas de perigo que a turma italiana criou na partida. Outros dirão que os piemontesi foram muito inteligentes na forma em como abordaram todos os contextos que o jogo ditou. Nenhuma das “correntes de opinião” está totalmente errada mas também não explica 100% o desfecho final da partida. Temos obrigatoriamente que juntar ao cinismo e à inteligência\eficácia táctica defensiva dos bianconeri, o receio acumulado pelo Mónaco desde o início da partida e a subtil mudança que Leonardo Jardim protagonizou à identidade de jogo da equipa.  Continuar a ler “Análise: Mónaco 0-2 Juventus – Um trio mortífero!”

O Manchester City foi ao Mónaco passar umas férias e esqueceu-se dos quartos.

Resumidamente. O golo de Leroy Sané ainda disfarçou a passividade, a atitude desleixada e a falta de capacidade que a equipa demonstrou ao longo de 90% da partida e ao longo de 70% da eliminatória. O resto, bem, o resto foi uma lição de humildade e luta aplicada por uma equipa muito bem montada e muito bem organizada como é apanágio das equipas de Leonardo Jardim. O português e o principado do Mónaco estão de parabéns: o seu clube volta, 13 anos depois, ao convívio dos grandes da Europa e pode não ficar por aqui a viagem dos monegascos se a atitude competitiva demonstrada nesta eliminatória se prolongar nos quartos-de-final.

Ao contrário do que eu previa, o Manchester City não se apresentou de acordo com a identidade de jogo que sempre acompanhou Pep Guardiola ao longo do seu percurso como treinador. Com as linhas recuadas, ao invés de contrariar a estratégia que foi novamente montada por Leonardo Jardim (pressão altíssima) com linhas mais subidas e pressão mais alta, para recuperar a bola em terrenos mais altos e assim aniquilar o ímpeto inicial que era expectável por parte dos monegascos, assistimos a um City muito expectante que se deixou adormecer na sua própria teia. A equipa per si já revela muitas dificuldades a sair a jogar a partir de trás. Mais dificuldades revela quando tem a central um jogador sem rotinas para a posição de central como o é Kolarov e um jogador ineficaz a realizar transições, por clara falta de recursos, como é Fernandinho. Os monegascos trataram portanto de capitalizar todos os erros que foram cometidos pelos citizens. Aplicando uma pressão altíssima, no qual sobressaiu o posicionamento exímio das duas linhas (sempre muito próximas; sempre a dar “no osso” do adversário) e um jogador (Bakayoko; foi para mim o Homem do Jogo pela forma abnegada com que pressionou, correu, recuperou bolas, iniciou transições; enfim, encheu verdadeiramente o meio-campo), os monegascos repetiram a dose que já lhes tinha granjeado uma excelente exibição (pese embora o resultado) no City of Manchester.

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