Tour de France – Etapas 1 e 2 – Geraint Thomas vence o crono de abertura com alguma surpresa; Marcel Kittel arrecada a vitória na chegada a Liège

A 104ª edição do Tour de França arrancou oficialmente para a estrada durante a tarde de ontem em Dusseldorf. Naquela cidade alemã, os 180 ciclistas em prova puderam cumprir, numa complicada secção de luta contra o relógio, os primeiros 14 dos 3540 km designados para a prova pela Amaury Sports Organization (ASO). Perante condições atmosféricas muito difíceis que obrigaram os ciclistas à adopção de posturas de corrida muito cautelosas, especialmente nas múltiplas viragens que o perfil de etapa oferecia, o galês Geraint Thomas (Sky) venceu com alguma surpresa (quando toda a gente previa a mais que provável vitória do campeão do mundo Tony Martin) o primeiro contra-relógio dos dois previstos para as 21 etapas, no dia que ficou marcado pela aparatosa queda que retirou Alejandre Valverde de combate. O espanhol acabou por sofrer uma queda muito aparatosa numa viragem. A prova ficou assim sem um dos seus principais agitadores.

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Volta à Catalunha – O “comeback” de Alejandro Valverde

Após a vitória ao sprint por parte de Nacer Bouhanni na etapa 4, a Volta à Catalunha voltou aos terrenos inclinados daquela região espanhola na etapa 5. Numa etapa com o final marcado para uma chegada em alto em Lo Port (subida que foi aposta da organização da prova pela 3ª vez) aqueles que puderam ver a subida final puderam finalmente ter direito ao espectáculo depois do fim algo tristonho (muito calculista, na verdade) apresentado pelos favoritos à vitória na geral na chegada ao alto de La Molina na etapa 3. Alejandro Valverde voltou a confirmar que estava com vontade de recuperar o minuto que perdeu no contra-relógio colectivo na 2ª etapa da prova devido à controversa mas justa decisão da UCI motivada pelo impulso de Rojas a um companheiro de equipa da Movistar. O espanhol voltou a confirmar o excelente início de temporada que está a realizar (5 vitórias em 13 dias de competição) e continua justamente a ser o rei das Voltas de 1 semana. Os anos realmente não passam por este portento que pecou apenas em não ter vencido o seu maior objectivo de carreira: o Tour. A prova francesa será efectivamente o maior fracasso da carreira de um ciclista que ficará no passeio da glória do ciclismo.

A etapa não revelaria contudo uma Movistar ao ataque, antes pelo contrário. Na ascensão final, a equipa comandada por Eusébio Unzué entregou o esforço de corrida à Sky de Chris Froome (o inglês caiu nos primeiros quilómetros da etapa; apesar de não ter tido dificuldades para se recolocar no pelotão, a queda chegou a assustar os responsáveis da equipa inglesa) e à Trek de Alberto Contador. Não se tratou de uma decisão por falta de unidades porque Valverde acabou por ter os seus dois gregários de luxo em acção. Tanto Ruben Fernandez como Marc Soler (abençoado com uma presença no pódio da prova durante o dia de hoje) apareceram para ajudar o seu líder a alcançar os seus objectivos quando ele mais precisou. A retracção da Movistar deveu-se simplesmente a uma opção táctica. O risco assumido em não endurecer a corrida, corrida que acabou por ser endurecida com muita voracidade por Mikel Landa (Sky) e por Bauke Mollema (Trek) acabou por resultar para o lado de Valverde. O espanhol guardou todas as suas energias para ir ao choque quando Alberto Contador tentou dar um golpe final na corrida (partida por Bauke Mollema; o trabalho do holandês arrumou com grande parte dos trepadores presentes no grupo da frente; Tejay Van Garderen ficou sem resposta possível, acabando por perder tempo que lhe custaria a liderança da prova no final da etapa), acabando por sobressair novamente a sua poderosa ponta final para bater o seu compatriota da Trek.

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