Os golos da Champions

Contra todas as opiniões que tenho ouvido sobre o valor do jogador nos últimos anos, depois de ter feito sensacionais temporadas no Everton no qual foi “um pau para toda a obra de 80 metros de comprimento” para David Moyes, eu compreendo as declarações de Mourinho quando afirmou que o belga Marouane Fellaini é um jogador com uma importância superior na equipa (e nos seus processos; quer nos ofensivos, quer nos defensivos) aquela que tanto a imprensa como os adeptos lhe tem atribuído.

Contra o jogador belga incorrem as justas críticas que lhe apontam os defeitos do seu jogo: o belga é lento a pensar e a executar (critério que faz toda a diferença no frenético pace do futebol inglês) erra muitos passes fáceis, não toma as melhores decisões, é muito perdulário e perdeu ao longo dos anos aquela que era a sua principal característica ofensiva: o remate de meia distância. No entanto, creio que José Mourinho fez um belíssimo trabalho de remodelação do jogador ao seu pragmático modelo de jogo. O belga é hoje um jogador híbrido (um médio que entra muito bem em zona de finalização) que cumpre as funções que lhe são requeridas pelo treinador português quer no plano ofensivo, quer no plano ofensivo.  Continuar a ler “Os golos da Champions”

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Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name”

A propósito do possível regresso de Wayne Rooney ao Everton. O bom filho à casa torna.

Estávamos na temporada 2002\2003 quando, a meio de uma nebulosa temporada abalada por problemas financeiros (o Everton foi na altura obrigado a vender ou desfazer-se a custo zero de grande parte das suas estrelas; jogadores como Francis Jeffers, Nick Barmby, Richard Dunne, Mark Hughes, Michael Ball, Abel Xavier ou Paul Gascoine), era dada a oportunidade ao escocês David Moyes (vindo do modesto Preston North End; para termos uma ideia do currículo alcançado pelo humilde jogador escocês no preâmbulo da sua carreira enquanto treinador, Moyes conseguiu elevar o falido Preston do 3º escalão para a final dos playoffs da Division One, actual Championship, no espaço de 4 anos) de tentar multiplicar “o pão com a pouca farinha que tinha no emblema da cidade de Liverpool. Pedia-se portanto a Moyes que pudesse fazer um trabalho à imagem daquele que tinha conseguido executar no também falido Preston nas 4 temporadas anteriores.  Continuar a ler “Bloco de Notas da História #25 – Ainda se lembram? “Remember the name””