7 Notas sobre a vitória do Sporting na Vila das Aves

As dificuldades sentidas pelos leões nos primeiros 25 minutos para contrariar uma organização defensiva de altíssimo nível da formação orientada por Ricardo Soares – A versão 2017\2018 da formação Avense (orientada pelo antigo técnico dos Chaves e por 4 jogadores preponderantes no sucesso obtido pelos flavienses na temporada passada) tresanda às linhas mestras que foram desenvolvidas pelo seu treinador na época passada em Chaves. Ricardo Soares conseguiu (é certo que a transição de Chaves para a Vila das Aves de 4 jogadores que tiveram alguma preponderância nos processos construídos pelo treinador na formação transmontana pesa e de que maneira na operacionalização do seu conceito de jogo) em pouco tempo dotar a equipa de uma organização defensiva de altíssimo nível.

A formação Avense não foi porém pressionante (à saída de bola e até a meio-campo) como deveria ter sido face ao prodigioso sentido posicional que foi revelando ao longo da primeira parte, não foi agressiva no seu último reduto, viu os seus centrais cometerem algumas falhas na abordagem ao 1×1 adversário e em determinados momentos do jogo foi muito permeável nas laterais. Nelson Lenho foi até em diversos momentos do jogo um jogador totalmente irreconhecível face ao enorme futebol que evidenciou em Chaves.  Continuar a ler “7 Notas sobre a vitória do Sporting na Vila das Aves”

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Projectos desportivos alicerçados em pés de barro; estruturas familiares; ambições que comprometem

Nas últimas duas décadas, a história provou como cíclica a descida à 2ª Liga de equipas que nesse mesmo ano disputaram ou estiveram em vias de disputar as competições europeias, como foi o caso do Arouca na presente temporada. Quando alguns adeptos de clubes pequenos me apontam que a sua equipa deveria ter um bocado mais de ambição para poder lutar pelos lugares europeus, respondo quase sempre com recurso a um leque de perguntas: a estrutura directiva é coesa e organizada? Existe algum planeamento desportivo a médio e longo prazo, capaz de promover uma ascensão salutar dentro de moldes sustentáveis? O clube tem um nível interessante de sustentabilidade financeira e é bem gerido? O treinador e o seu staff oferecem garantias de poder vir a realizar um bom trabalho? O clube têm uma formação devidamente estruturada, com bons treinadores, com equipas competitivas e é capaz de prover a equipa sénior todos os anos? Antes de se fazerem à estrada, alguns dirigentes devem ponderar necessariamente este parâmetros para aferir se os seus clubes têm efectivamente condições para poderem lutar por objectivos deste nível. Continuar a ler “Projectos desportivos alicerçados em pés de barro; estruturas familiares; ambições que comprometem”