Os golos do dia (1ª parte)

Começo pela sensacional reviravolta operada pelos Hammers de Slaven Bilic (a imprensa britânica decidiu qualificar esta vitória como um glorioso momento no qual os jogadores londrinos foram buscar engenho e forças ao fundo do poço para resgatar o seu treinador; técnico que estaria certamente por horas em caso de derrota, em virtude dos maus resultados que a equipa tem averbado para a Premier; Bilic rejeitou no entanto a crítica que lhe foi feita pela imprensa em relação ao estado de forma física da equipa) no derby londrino realizado na quarta-feira à noite frente ao Tottenham de Pocchettino em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça da Liga Inglesa.

A coisa não começou manifestamente bem para os Hammers no capítulo da organização da pressão, e da organização defensiva. Nos primeiros minutos da partida Bilic mandou subiu o bloco, colocando a sua defesa apontada na linha divisória do meio-campo, de forma a fazer subir as duas linhas que jogam à sua frente no terreno para pressionar em terrenos adiantados a saída para o jogo do adversário, estratégia que visou sobretudo a prossecução de 3 objectivos muito básicos: em primeiro lugar, impedir impedir que a formação de Maurício Pocchetino pudesse dominar a partida através da posse no seu meio-campo. Em segundo lugar, a estratégia inicial traçada pelo croata visou impedir que a formação de Pocchettino pudesse sair no contra-ataque, transição na qual os Spurs se tem revelado muito eficazes nos últimos jogos. Em terceiro lugar, a pressão alta poderia permitir à sua formação recuperar bolas para manter viva a sua iniciativa no meio-campo adversário, obrigando o adversário a encolher-se nos seu último reduto.

O primeiro golo do Tottenham nasce de um conjunto de erros cometidos pelos jogadores de West Ham na pressão e no capítulo da transição e organização defensiva.

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Phillippe Coutinho – quando meter menos um drible e colocar mais um passe é um sinal de maturidade

Quando pensamos no internacional brasileiro do Liverpool vem-nos à cabeça aquela acção clássica que o brasileiro executa tão bem quando recebe no flanco esquerdo, puxa a bola para o meio, tira 1 ou 2 adversários do caminho antes de rematar em arco. A acção que ao longo dos anos o jogador foi consumando como a sua imagem de marca, é uma faca de dois gumes: quando lhe sai, é algo absolutamente demolidor, provocando golos de estética fineza. Quando não lhe sai, o brasileiro emperra os esforços ofensivos da sua equipa com a sua obstinação. Por vezes, o que separa o canarinho do sucesso é aquele drible a mais, aquele drible que o desenquadra do local correcto para puxar do gatilho ou aquele drible que torna o esférico mais facilmente recuperável. Continuar a ler “Phillippe Coutinho – quando meter menos um drible e colocar mais um passe é um sinal de maturidade”