Haris Seferovic – Um misto de doce e amargo

Sigo o ponta-de-lança internacional suíço desde tenra idade, ou seja, desde os tempos em que foi lançado na Fiorentina.

Do jogador tenho várias aspectos positivos a apontar e um enorme defeito que ainda não foi corrigido nos últimos anos. Apesar de não ser um jogador dotado de uma capacidade técnica individual acima da média, o versátil internacional suíço (pode alinhar como extremo-esquerdo, segundo avançado ou ponta-de-lança, sendo expectável que tenha sido contratado pelo clube encarnado para a posição de segundo avançado) é um jogador inteligente, muito possante e dinâmico.
Estamos portanto na presença de um avançado que possui características muito idênticas às de Raúl Jimenez. É um segundo avançado muito dinâmico, com uma fortíssima capacidade de desmarcação e uma propensão inegável para “pular de ala em ala” à procura de estender o jogo e arrebentar com os centrais adversários, porque os obriga a acompanhar as suas movimentações sem bola (abrindo as defesas) e porque a sua velocidade e o seu cariz possante no 1×1 criam os desequilíbrios necessários para que este crie oportunidades de assistência para uma “referência de área” que jogue ao seu lado na frente de ataque.

Seferovic também é um jogador muito interessante para o jogo em profundidade dada a relativa facilidade com que toma as costas dos centrais adversários. No entanto, o suíço é conhecido também por ser um avançado extremamente perdulário, razão que explica o facto de não ser um jogador capaz de acrescer mais de 10 golos por temporada. Esse é o principal defeito do seu jogo.. É um jogador que precisa portanto de muitas oportunidades flagrantes para marcar. Não falo de 1 ou 2. Já vi jogos da selecção suíça em que o avançado não conseguiu concretizar meia dúzia de oportunidades flagrantes.

Meia-final da Taça da Alemanha: Borússia de Monchengladbach 1-1 Eintracht de Frankfurt – um tédio resolvido nos penalties

Na primeira meia-final da DFB Pokal Borussia de Monchengladbach e Eintracht de Frankfurt disputaram a primeira vaga de acesso à final da prova. O frente-a-frente entre as equipas de Dieter Hecking e Niko Kovac não poderia ser mais entediante do que aquilo que foi na verdade ao longo de 120 minutos – o pouquíssimo futebol demonstrado pelas duas equipas redundou num insosso empate a 1 bola, empate que obrigou as equipas a terem que desempatar a partida da marca dos onze metros. Com 1 falhanço contra 2 dos jogadores da casa, o Eintracht de Frankfurt ganhou o direito de participar na prova ficando à espera do adversário que sairá amanhã do confronto histórico entre o Bayern e o Borussia de Dortmund.
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A rapidez, a coragem e a sobriedade de Mats Hummels

O central alemão do Bayern faz da posição de defesa central uma arte admirável. Sempre elegante quer seja a sair a jogar com a bola nos pés, até mesmo quando tem que ser ele a rasgar a primeira linha de adversário quando os médios não oferecem linha de passe ou quando a esquemática de pressão do adversário assim o obriga, quer seja a desarmar. Sempre rápido e efectivo. Efectivamente, o melhor central do planeta nos dias que correm.