Situações que não podem de todo acontecer com o novo sistema de videoárbitro apesar da decisão disciplinar ter sido a correcta

No jogo desta tarde entre a Alemanha e os Camarões, uma entrada duríssima cometida pelo lateral direito da selecção Ernest Mabouka sobre o médio alemão Emre Can suscitou um pedido de revisão da jogada (num primeiro momento pelo videoárbitro nomeado pela FIFA para a partida, e nos 2 momentos subsequentes pelo árbitro em virtude do erro que veio a cometer) por parte do árbitro colombiano Wilmer Roldán.

Apesar de considerar que o árbitro da partida poderia estar melhor colocado no lance em questão para analisar e decidir sobre o critério disciplinar a aplicar sem a ajuda de terceiros, e que o fiscal-de-linha daquele lado estava em condições de ajudar o seu colega de equipa, a nova tecnologia foi introduzida precisamente para auxiliar a decisão do árbitro neste tipo de situações em que o contexto não é favorável a uma tomada de decisão assertiva e, acima de tudo, justa. Compreendo perfeitamente todas as limitações que podem eventualmente surgir no decurso de uma partida para um árbitro: para além deste ter que estar com atenção a multiplicidade de factores intrínsecos ao jogo (a visualização das acções rápidas, frenéticas, de 22 actores num cenário de oposição; o controlo permanente dos episódios que vão sendo criados pelos agentes que estão no banco de suplentes, entre outros) nem sempre o posicionamento que este adopta é o melhor para poder observar com clareza determinado lance de forma a poder ajuizá-lo correctamente, assim como, tendo em conta o mesmo objectivo (a ambicionada imparcialidade e justiça na actuação) nem sempre o cérebro humano consegue acompanhar com a mesma rapidez uma acção (real) que se desenvolve ali à frente dos nossos olhos. Quantas vezes é que ao longo das nossas vezes vimos algo bem real a acontecer à nossa frente e não conseguimos tomar, numa curta fracção de tempo, a decisão mais acertada naquele caso concreto? Centenas, se não milhares de vezes. Continuar a ler “Situações que não podem de todo acontecer com o novo sistema de videoárbitro apesar da decisão disciplinar ter sido a correcta”

Os golos do dia

O golo do médio centro dos Camarões Andre Franck Zambo Anguissa (Olympique de Marselha) frente à selecção australiana no empate somado pelas duas equipas na partida disputada em São Petersburgo.

Relativamente ao lance do golo destaco o passe fenomenal do central Michael Ngadeu-Ngadjui para a entrada de Anguissa junto ao central australiano Milos Degenek e o sentido de oportunidade do jogador do Marselha quando se apercebeu que o guardião australiano Matthew Ryan iria chegar atrasado aquela bola. Ao aproveitar o facto da bola ter caído “em terra de ninguém”, o jogador camaronês aproveitou claramente uma situação de falta de comunicação entre o central e o guarda-redes da selecção australiana para ser feliz. Degenek confiou. O central pensava que seria mais rápido a chegar aquela bola. Como tal, não pediu a Ryan para sair. Como não saiu atempadamente, o guardião australiano que no presente defeso foi adquirido pelo recém-promovido à Premier League Brighton and Albion, foi apanhado em contrapé na jogada.

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