Análise – Final da Taça de Portugal feminina – Sporting 2-1 Sporting de Braga

A dobradinha! No Estádio Nacional do Jamor, a equipa feminina de futebol do Sporting culminou o ano de relançamento da modalidade no clube de Alvalade com chave de ouro, batendo novamente a formação do Sporting de Braga por 2-1, num jogo que a meu ver foi mais um fantástico momento de divulgação da modalidade em Portugal. A FPF ganhou claramente a aposta que tem vindo a realizar desde o verão passado. A inclusão de alguns dos maiores emblemas do sector masculino no Campeonato Nacional feminino, a transmissão de alguns jogos e a transmissão em sinal aberto da final da Taça foram esforços\apostas ganhas que rapidamente se poderão traduzir num aumento significativo de visibilidade que se poderá reproduzir no aumento do número de atletas federadas nos vários escalões, ganhando para o efeito o futebol feminino e o desporto português! Para além de todos esses factores, o público presente no Jamor voltou a quebrar o recorde de assistências a um jogo de futebol feminino em Portugal.

Antes de passar a uma crónica do jogo e ao indispensável elogio às jogadoras e treinadores da formação vencedora do encontro, quero também manifestar uma palavra de ânimo à equipa que foi derrotada no Jamor. A formação do Sporting de Braga foi uma digna (muito digna) derrotada quer no Campeonato Nacional quer na Taça. O emblema bracarense, clube que também apostou do zero na modalidade no início da temporada, demonstrou ao longo da época que agora termina, a construção de um projecto muito sólido e muito bem estruturado que poderá dar os seus frutos doravante. Com um projecto alicerçado num treinador muito competente e numa equipa recheada de enormes talentos individuais, com uma fantástica identidade de jogo, posso dizer que a conquista de campeonato e taça também assentava que nem uma luva ao esforço abnegado que as bracarenses deixaram dentro de campo. A equipa feminina do Sporting Clube de Braga terá que continuar a trabalhar para poder atingir os seus objectivos. Estou certo que mais dia menos dia, Braga poderá finalmente festejar um título no futebol feminino porque a sua equipa tem efectivamente muita qualidade.

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Falamos de um guarda-redes de 51 milhões ou de 51 tostões?

Acredito piamente que para se vender um guardião por 51,6 milhões de euros, mais 2 do que o valor pago pelo Bayern há uns anos pelo melhor guarda-redes da actualidade, Manuel Neuer, e menos 1,4 milhões que o melhor guardião da História do Futebol, é preciso, em primeiro lugar, a presença na negociata um super negociador como Jorge Mendes. Dar o corpo ao manifesto (as chamadas defesas de instinto; providas de muita fé e de alguma rapidez na leitura da jogada e no tempo de reacção mas muito escassas ao nível de verdadeira técnica de guarda-redes quando analisamos ao nível de agilidade e flexibilidade; Não é que a técnica seja algo muito importante num remate à queima roupa, porque nesse tipo de remates, o mais importante é efectivamente conseguir anular um golo, mas a sua existência ajuda por vezes a distinguir um guarda-redes mediano, aquele que dá o corpo, de um guardião ágil a erguer-se aos pés do rematador) e realizar uns chutões largos lá para a frente são “duas características” que ainda não vendem guarda-redes por 51,6 milhões de euros. Os guarda-redes podem efectivamente ajudar a fazer a diferença (ofensiva) com um ou dois pontapés longos para a frente, mas convenhamos que neste momento, a sua função no futebol ainda não é, por enquanto “viver para as assistências”, apesar de já termos visto alguns exemplos históricos de keepers que batiam prodigiosamente as bolas paradas.

Olhe-se o golo do Vitória. O guardião viu a falha de marcação do central. Para além da falha de comunicação para com o defesa (um grande guarda-redes tem de ser em primeiro lugar um excelente comunicador) e de ter sido lento a fazer a leitura da situação em causa, Ederson também falhou redondamente em dois itens técnicos naquele lance: não foi ao esférico com determinação e coragem. Qualquer guarda-redes que valha 51 milhões tem que demonstrar determinação e coragem na abordagem ao lance, saindo imediatamente com todo o vigor possível com os punhos à frente. A pequena área protege a sua acção e tem de ser, em qualquer situação de bola parada, sua. O que vimos foi uma péssima abordagem do guardião encarnado ao lance, ficando completamente nas covas.

Desculpem lá meus amigos, mas um guarda-redes com este tipo de falhas, demonstra num só lance a razão que me leva a defender que não vale os 51,6 milhões. Nem 20.