75 minutos de categoria, 5 minutos de terror e muita liberdade para Brahimi criar

brahimi

Brahimi fez uma joga de outro mundo. Ao longo dos 90 minutos não me recordo sinceramente de uma acção onde o extremo do Porto tenha decidido ou definido mal. Dar espaço ao argelino para criar é um verdadeiro veneno que qualquer equipa deve evitar, dadas as melhorias que este está a ter no capítulo da tomada de decisão. Acelerando quando necessitava de acelerar o jogo, pausando quando precisava que a equipa subisse mais no terreno, partindo para o drible quando tinha que partir e soltando a bola no momento certo para a opção mais correcta no momento, o argelino fez tudo bem. 

No Dragão, Vítor Oliveira decidiu cumprir o plano de jogo prometido na conferência de imprensa de antevisão à partida do dragão. O treinador do Portimonense não colocou o autocarro à frente da baliza, mas optou por uma arrojada organização defensiva que lhe causou muitos dissabores na primeira meia-hora.

A disposição de um bloco de 4 linhas relativamente subido terreno, compacto em aproximadamente 40 metros (pouco pressionante e com algum espaço entre linhas para os “interiores” poderem receber e definir; no drible ou no passe vertical; com muito espaço entre a linha defensiva e o guarda-redes) acabou por ser, na minha opinião, um plano de organização defensiva bastante arrojado face a uma equipa cujos médios estão sempre à coca da possibilidade de colocar a bola em profundidade para as desmarcações em velocidade dos seus pontas-de-lança (fortíssimos no ataque à profundidade) e cujos laterais se projectam bem no terreno na tentativa de criarem superioridade numérica nos corredores. A evidente falta de pressão dos algarvios a meio-campo permitiu aos portistas, em especial a Brahimi e Corona, o tempo e o espaço necessário para receber e criar livremente sem qualquer pressão, quer através do drible (rasgando o bloco adversário) quer através de combinações com o adversário quer através de inflexões para o miolo seguidas de variação de flanco.  Continuar a ler “75 minutos de categoria, 5 minutos de terror e muita liberdade para Brahimi criar”