Atlético 1-1 Barcelona – Um mero e breve conjunto de apontamentos

Entrada prometedora dos catalães na partida.

O guião, vulgo, plano de jogo, de entrega total,, ditado por Diego Pablo Simeone aos seus jogadores já é ou pelo menos já deveria ser sobejamente conhecidos por todos aqueles que tem estado minimamente atentos ao percurso da formação colchonera desde o momento em que argentino assumiu o seu comando técnico. No que concerne às suas ideias de jogo, às dinâmicas e aos processos que compõem o seu modelo de jogo, o treinador argentino raramente altera o quer que seja em função do potencial do adversário que vai defrontar. A equipa mantém-se fiel às matrizes da histórica identidade construída pelo técnico argentino nas últimas 4 temporadas, alterando apenas o nível de intensidade e de agressividade com que a equipa pressiona o adversário logo nos primeiros minutos (porque efectivamente estes jogos dão “muito mais ganas” aos jogadores) – ainda há duas semanas, na partida disputada contra o Leganés a formação colchonera entrou à sua imagem e semelhança – a pressionar alto a saída adversária para condicionar a sua construção (obrigando a equipa adversária a reciclar o jogo para os espaços para os quais o Atleti quer que ela saia – para os corredores – para efectuar a rápida recuperação), nunca permitindo que a equipa adversária consiga estar confortável no jogo (leia-se: em posse durante longos períodos de tempo, no seu meio-campo), recuando as suas linhas quando a equipa sente que a pressão alta não está a surtir o devido efeito (não está a permitir a recuperação de bolas) e\ou que a disposição num bloco baixo extremamente bem organizado do ponto de vista de cobertura posicional e apoios (sectores bem preenchidos – sempre com superioridade nas zonas onde está a bola) é a disposição no terreno mais profícua para fechar a sua baliza, encurtar os espaços para a equipa adversária circular (negando-lhe sempre a possibilidade de entrar no jogo interior; linhas muito próximas) e capitalizar cada recuperação nas saídas para o contra-ataque, aproveitando claro está, neste capítulo, o maior adiantamento do adversário no terreno. Continuar a ler “Atlético 1-1 Barcelona – Um mero e breve conjunto de apontamentos”

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Os golos do dia

Ainda sobre a ronda de jogos que se disputaram a meio da semana enquanto se pisca o olho à nova jornada que está aí à porta com vários jogos na noite desta sexta-feira.

Um classico à Kolarov

No 2º golo da goleada infligida pela Roma ao “pobre” Benevento, equipa que ainda não somou qualquer ponto no seu regresso ao convívio com os grandes 82 anos passados da sua primeira participação no campeonato do primeiro escalão do futebol transalpino. Acção individual clássica do possante lateral esquerdo internacional sérvio, jogador que reforçou a formação de Eusébio Di Francesco na presente temporada, após ter sido dispensado por Pep Guardiola.  Continuar a ler “Os golos do dia”

5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón

1. Entusiasmo. A esperança, o veículo transportador de sonhos, natureza viva na mente de todos os adeptos de futebol. O Vicente Calderón mostrou o seu orgulho, acreditou, vibrou, cantou e no final aplaudiu o esforço dos seus guerreiros. Para os adeptos colchoneros pouco interessou o resultado da primeira mão ou a insuficiente exibição realizada pela equipa no jogo disputado no outro lado da capital espanhola. A alegria romântica típica dos adeptos motivou-os a irem ao Calderón declarar o amor eterno que sentem pelo clube, galvanizando a equipa para 20 minutos diabólicos que me fizeram lembrar aquele jogo mítico realizado frente ao Barcelona nos quartos-de-final da Champions 2013\2014. Por momentos, acreditámos todos que a remontada era possível. Diego Simeone e os adeptos do Atlético de Madrid terão obrigatoriamente que estar orgulhosos da prestação dos seus atletas na partida de hoje A péssima imagem deixada na primeira-mão no Bernabéu foi emendada no Calderón com uma primeira parte de pura voracidade. Continuar a ler “5 pontos sobre a partida do Vicente Calderón”

O golo do dia

Para mim é desde 2013 o melhor lateral esquerdo do mundo. E isso pode-se medir pela preponderância capital que o lateral esquerdo brasileiro possui nos processos de jogo do Atlético de Madrid. 50% das transições ofensivas dos colchoneros fazem-se através do seu lateral. 75% do jogo colchonero cai nos seus pés para que o brasileiro possa armar os seus fantásticos cruzamentos. Vemos vezes e vezes sem conta o brasileiro a palmilhar terreno “campo fora” com a bola nos pés, sendo um dos elementos mais desequilibradores (só não é o mais desequilibrador porque joga com Koke e Antoine Griezmann) da equipa.
Fantástico trabalho do lateral com os seus avançados. Duas tabelas que destruíram por completo uma defesa e denotam que Diego Simeone tem vindo a realizar trabalho de casa.