Alvíssaras Miguel Cardoso!

Ver a forma em como este Rio Ave joga (contra qualquer adversário; não quero de maneira alguma realçar uma forma de jogar diferente contra o Benfica) é uma verdadeira delícia. Nota-se que a construção deste plantel foi bem pensada em relação ao modelo que se quer trabalhar e que o modelo de jogo está ser muito bem trabalhado nas últimas semanas. Percebi agora o sentido das afirmações do treinador dos vilacondenses na conferência de imprensa de antevisão à partida quando este disse que o segredo da obtenção de um bom resultado residia na manutenção da identidade que tem vindo a ser construída. Identidade. Esta equipa do Rio Ave tem identidade. Fico cada vez mais ciente que este equipa já domina na perfeição as 4 fases do jogo. Continuar a ler “Alvíssaras Miguel Cardoso!”

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Compreendo e apoio-te Xico

O recado não podia ser bem mais claro assim como o destinatário da mensagem. O não-convencional método de protesto utilizado por Francisco Geraldes não foi o melhor porque, como o jogador deverá compreender, no actual estado sensacionalista em que se encontra enfermo o jornalismo português, a acção praticada é a ponta que os jornalistas mais procuram para construir a narrativa que lhes seja mais conveniente para provocar instabilidade no clube e no grupo. Como pessoa inteligente que é (não tenho quaisquer dúvidas), o Francisco Geraldes sabe que deve guardar as críticas para o lugar certo, de modo a assegurar a indispensável estabilidade que todo o grupo precisa para trabalhar nesta fase.

Por outro lado, a crítica em si que foi realizada está acrescida de total razão. Jorge Jesus não pode pura e simplesmente ter o comportamento de exclusão que está a tomar para com o jogador desde que chegou a Alvalade. Numa fase da pré-temporada em que Jesus deverá ser o mais experimental que puder para poder compreender as mais-valias que determinados jogadores trazem ao grupo bem como as suas limitações (para as poder calmamente trabalhar no decurso da temporada), o treinador do Sporting não pode adoptar os comportamentos que ainda ontem adoptou quando tirou o jogador a poucos minutos do fim de um jogo em que este apenas entrou na 2ª parte.  Continuar a ler “Compreendo e apoio-te Xico”

Dedicado a todos aqueles que querem Francisco Geraldes a 8

A ratada de Geraldes no jogo de ontem.
Considerações à parte sobre a atitude de menosprezo (aparente; eu cá acho que o técnico do Sporting sabe bem o jogador que tem e sabe perfeitamente o uso que lhe irá dar; não lhe irá dar porém na posição que todos lhe têm suplicado) factual que tem sido dado ao jogador por Jorge Jesus desde que voltou de empréstimo, eu continuo a achar que o jogador pode fazer naturalmente a posição 8 (como pode fazer, com altíssimo rendimento, qualquer posição em campo porque tem técnica individual, inteligência táctica e inteligência em todas as acções que toma para o fazer) mas rende muito mais se jogar à frente, à entrada da área, preferencialmente nas costas do ponta-de-lança ou, em último caso, nas alas, como falso extremo.
Pensem bem todos aqueles que nos últimos meses são apologistas da colocação do jogador na posição 8. Vamos fazer um exercício. Querem um Francisco Geraldes à imagem de Adrien num meio campo a 2 (com o pacote completo; distribuir e construir na 1ª fase de construção, apoiar a acção ofensiva, ter que andar ali no meio-campo à caça das segundas bolas ou a pressionar adversários para evitar que estes sejam rápidos na transição para o contragolpe ou a lançar o contragolpe em profundidade; quando em linhas baixas, um autêntico mouro de trabalho que salta na pressão de jogador em jogador) ou querem um Geraldes, mágico, criador de espaços, criador de situações de ruptura, criador de problemas defensivos para a equipa contrária através da constante dinâmica que executa para entrar num espaço livre onde possa receber, por conseguinte arrastar e pensar\criar novos problemas defensivos para a equipa contrária? Pensem bem. A resposta é óbvia. Quanto mais Geraldes estiver próximo da frente de ataque, mais desequilíbrios cria. Num meio-campo a 2, o jogador será obrigado a perder 80% do seu tempo em questiúnculas estéreis para a dose e meia de futebol que tem para oferecer.
Num meio-campo a 3, a história é outra…

Hoje Escreve o Mister #11

Por Pedro Sousa

Dá dó ouvir Jesus falar sobre as suas segundas e terceiras opções (grande forma de abordar um plantel) como ele diz, quando comete tantos erros de análise na abordagem a um jogo em que havia tão pouca pressão! Quando se deixa um Francisco Geraldes no banco e mete os tais jogadores que são primeira opção, e se adapta alguns durante um jogo a 4 posições diferentes, penso que só se pode queixar da sua teimosia e em insistir num discurso sem evolução ao longo dos anos…

Sporting tal como o Porto, só se podem queixar de si próprios quanto as suas prestações no campeonato, e deviam analisar e reflectir para dentro tudo o que foi feito. Vão perceber que muitos dos bodes expiatórios que muitas vezes tentam justificar, estão dentro de portas seja no planeamento, gestão e aproveitamento dos recursos ao dispor! No fim, tudo acaba por espelhar a tabela classificativa…

Hoje Escreves tu #14 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 2ª parte

Nota introdutória: este post é a 2ª parte do post aqui publicado durante o dia de ontem.

Por Miguel Condessa

A minha maneira de ver e pensar um plano para uma equipa de futebol, seja ela qual for, mas que também se aplica a qualquer equipa de qualquer modalidade com as devidas adaptações, passa por ir incrementando qualidade ano após ano. E um dia seremos campeões porque estaremos a cada ano mais fortes e mais apetrechados para o ser. Pode demorar 2 anos,3, 4, 5, alguns, mas chegaremos lá! Irá sempre depender de alguns factores internos, como de onde partimos, e alguns externos, como por exemplo em que patamar estão os nossos rivais. Esse plano passa por analisar uma época, vamos chamar-lhe a época zero, com incidência no 11 base e nos 14/15/16 jogadores mais utilizados, escolher 2 posições para melhorar e apostar em 2 boas contratações para essas posições de modo a serem titulares de caras. Depois, em paralelo, é ir preparando a boa prata da casa para um dia subir à equipa A e depois para um dia estar preparada para substituir um ou outro jogador que se tenha distinguido e seja vendido. Continuar a ler “Hoje Escreves tu #14 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 2ª parte”

Hoje Escreves tu #13 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 1ª parte

Por Miguel Condessa

Pontos prévios para perceberem onde me situo e onde situo o meu clube de coração para fazer esta análise:

  • O Sporting, dado o seu passado recente, chegou às mãos do Bruno de Carvalho (BdC) numa situação muito fragilizada em relação aos seus rivais, quer em termos de activos que possuía, quer em termos monetários/económicos, quer em termos de organização, quer do clube, quer da SAD, quer em termos de poder no desporto em Portugal! Estaria muito mais próximo do que é a realidade do Sporting de Braga do que seriam, e são, as realidades do Porto e, especialmente, do Benfica que nessa altura já dominava em quase todas as vertentes.
  • Não sou um admirador incondicional do Jesus. Reconheço-lhe mérito técnico-táctico como treinador, acho-o um bom treinador de campo, que lê bem os jogos, mas também lhe reconheço grandes deficiências noutras valias fundamentais a um treinador que, em conjunto com as primeiras, acabam por fazer o treinador no seu todo. Além disso acho-o uma pessoa muito limitada. É muito centrada no seu Ego, raramente assumindo os erros que comete – que não são tão poucos como isso. No geral acho-o um bom treinador, que poderia ser muito melhor se fosse uma pessoa mais culta e mais equilibrada, com a dose de humildade que normalmente os grandes seres têm – quem é grande, mesmo, nunca precisou de se colocar em bicos dos pés. Não é, nem pouco mais ou menos, o que pintam dele, e muito menos o que ele pensa de si próprio.
  • Jesus, no geral, é um treinador no mesmo patamar de um Vilas Boas, de um Marco Silva, de um Rui Vitória, de um Paulo Fonseca, de um Vitor Pereira, e até há pouco tempo até do Jardim, que esta época demonstrou que já está num patamar superior, mais próximo do Mourinho! Terá umas características melhores, outras piores, como todos. E, para mim, é a soma disso tudo que os coloca a todos num mesmo patamar, mesmo que determinadas características possam indicar um mais que os outros para determinado momento num determinado clube.
  • Diminuir esse fosso gigante requeria um trabalho monstruoso de reorganização a todos os níveis e uma elevada percentagem de acerto, quase a roçar o 100%, nas tomadas de decisão necessárias. No que ao futebol diz respeito, que é basicamente o que interessa para aqui, requeria uma acertada remodelação do futebol, a dispensa acertada do entulho que por lá havia e a contratação cirúrgica e acertada de novos jogadores, gastando pouco e bem, ao mesmo tempo se fazia um esforço para manter os bons jogadores que já tínhamos. Continuar a ler “Hoje Escreves tu #13 – Como avaliar a era Jesus, Mestre da Táctica, no Sporting? – 1ª parte”

Análise: Sporting 4-0 Boavista

3 pontos, uma agradável exibição, um hat-trick do suspeito do costume (se bem que a exibição do holandês não se ficou por aí) num jogo que em primeiro denunciou que Jorge Jesus já leva o trabalhinho de casa para a próxima temporada bem adiantado. Por sua vez, o Boavista de Miguel Leal apresentou-se em Alvalade com uma estratégia de jogo bem arrojada no primeiro tempo, caindo em virtude dos dois erros crassos dos seus laterais nos dois primeiros golos da turma leonina.

Continuar a ler “Análise: Sporting 4-0 Boavista”